Relatório 125

De 23 a 29/3/26

Temas:

  • Fim dos penduricalhos
  • Projeto de Lei Antifacção
  • Criminalização da misoginia
Realização:
Apoio:

Metodologia

O Monitor do Debate Público (MDP) acompanha, semana a semana, como diferentes segmentos do eleitorado brasileiro reagem a temas importantes da agenda pública. A análise se apoia no Painel de Monitoramento de Tendências (POMT), metodologia desenvolvida pela equipe do LEMEP (IESP-UERJ) que opera por meio de grupos focais contínuos no WhatsApp, com participantes selecionados e moderação profissional.

Para o ano eleitoral de 2026, renovamos o quadro de participantes e ampliamos de cinco para seis o número de grupos focais contínuos no WhatsApp. O antigo grupo de eleitores flutuantes deu lugar a dois grupos de indecisos — conservadores e progressistas. Na maioria das eleições, os indecisos cumprem papel decisivo: por serem mais propensos a mudar de opinião, com frequência definem o resultado.

O projeto conta com 50 participantes, distribuídos em grupos com as seguintes características:

BC – Bolsonaristas Convictos: votaram em Bolsonaro no segundo turno de 2022, pretendem votar em Flávio Bolsonaro em 2026, desaprovam o atual governo e aprovam os atos de 8 de janeiro.

BM – Bolsonaristas Moderados: votaram em Bolsonaro no segundo turno de 2022, desaprovam o atual governo e desaprovam os atos de 8 de janeiro.

IC – Indecisos Conservadores: votaram em Bolsonaro ou em branco/nulo no segundo turno de 2022, estão indecisos quanto ao voto de 2026 e se posicionam mais à direita na escala ideológica.

IP – Indecisos Progressistas: votaram em Lula ou em branco/nulo no segundo turno de 2022, estão indecisos quanto ao voto de 2026 e se posicionam mais à esquerda na escala ideológica.

LD – Lulodescontentes: votaram em Lula no segundo turno de 2022 e reprovam a atual gestão, mas ainda assim pretendem votar em Lula em 2026.

LL – Lulistas: votaram em Lula no segundo turno de 2022, pretendem votar em Lula em 2026 e aprovam a atual gestão.

Evangélicos: grupo virtual formado pela agregação das falas dos participantes evangélicos dos demais grupos, com o objetivo de captar tendências específicas desse contingente demográfico.

Todos os grupos foram compostos de modo a reproduzir, em proporções próximas às da população brasileira, variáveis como sexo, idade, cor/raça, renda, escolaridade, região de moradia e religião.

Nossa metodologia permite que os participantes respondam aos temas no momento que lhes for mais conveniente — liberdade inexistente nos grupos focais tradicionais, presos à sincronia do roteiro conduzido pelo mediador. Ao se acomodar à rotina de cada participante, o instrumento reduz a artificialidade da coleta e gera resultados mais próximos das interações reais do cotidiano.

Cabe salientar que os resultados derivam de metodologia qualitativa, voltada à análise de narrativas, argumentos e opiniões. Ainda que eventualmente quantificados, não possuem validade estatística: devem ser lidos como dado indicial.

O sigilo dos dados pessoais dos participantes é integralmente garantido. Todos consentiram previamente com a divulgação dos resultados, desde que preservado o anonimato.

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Síntese dos Principais Resultados

Na semana de 23 a 29/3/26, os seis grupos discutiram questões candentes do debate público. No total, foram coletadas e analisadas 147 interações, totalizando 8.875 palavras.
Bolsonaristas Convictos (BC)Bolsonaristas Moderados (BM)Indecisos Conservadores (IC)Indecisos Progressistas (IP)Lulodescontentes (LD)Lulistas (LL)Evangélicos
Fim dos PenduricalhosApoiaram as medidas como forma de combater privilégios e aumentar a transparência no uso do dinheiro público. Muitos demonstraram desconfiança sobre motivações políticas da decisão.Defenderam as decisões como necessárias para reduzir abusos e promover justiça no uso de recursos públicos. Embora mais brandas, houve também acusações de interesses políticos.Apoiaram fortemente as medidas com base em um senso de injustiça social e indignação com privilégios. Defenderam que esse tipo de ação deveria ser ampliado para outras áreas do Estado.Apoiaram as decisões com base na busca por maior equidade. Houve rejeição aos benefícios considerados excessivos, sobretudo diante das condições enfrentadas pela maior parte da população.Houve apoio expressivo às decisões, que foram interpretadas como medidas necessárias para enfrentar privilégios históricos no serviço público.Apoiaram de forma enfática as decisões, com forte crítica moral aos privilégios e à impunidade. Defenderam maior rigor na responsabilização e apontaram o tema como urgente e central.Os participantes elaboraram suas respostas de acordo com seus grupos de pertencimento.
Lei AntifacçãoApoiaram o endurecimento das penas, mas interpretaram a medida como tardia e motivada por pressão externa (sobretudo de Trump) ou cálculo político, mantendo forte desconfiança em relação ao governo.Houve apoio consistente às medidas. Predominou a percepção de que o aumento das penas e a retirada de benefícios eram necessários diante de um cenário em que o crime era visto como crescente e pouco dissuadido pelas regras atuais.Apoiaram fortemente o endurecimento penal, ancorados na percepção de que as leis existentes são brandas. Predominou a ideia de que a retirada de benefícios e o aumento das punições poderiam funcionar como mecanismo de dissuasão.Houve apoio significativo às medidas. Parte dos participantes enfatizou a importância de ações complementares, como prevenção, inteligência e enfrentamento das causas estruturais da criminalidade.O apoio apareceu de forma cautelosa, frequentemente acompanhado da expectativa de que as medidas fossem efetivas na prática e não se limitassem a resultados superficiais ou concentrados apenas nas camadas mais baixas do crime.Houve reconhecimento de que o endurecimento das leis poderia contribuir para coibir a atuação de organizações criminosas, porém com preocupação com os efeitos sociais das medidas, sobretudo em relação à retirada de benefícios que impactariam os dependentes.Os participantes elaboraram suas respostas de acordo com seus grupos de pertencimento.
Criminalização da MisoginiaPrevaleceu rejeição à proposta, centrada na falta de clareza e no risco de uso político, combinada a críticas ao feminismo, visto como excessivo ou divisivo, além de preocupações com liberdade de expressão e possíveis abusos.Houve ambivalência, com reconhecimento da importância da pauta, mas também críticas ao feminismo e receios sobre excessos de censura, além de questionamentos sobre a prioridade do tema frente a outros problemas.A decisão foi avaliada como legítima. Ainda assim, esse apoio não se apresentou de forma incondicional, sendo frequentemente acompanhado por dúvidas sobre o conteúdo do projeto e pela percepção de que ele precisaria de maior clareza e precisão.Predominou um apoio forte à proposta, percebida como necessária diante da gravidade da violência contra as mulheres, acompanhado da rejeição à ideia de censura e da defesa de punições mais rigorosas ao ódio e à discriminação.Houve apoio majoritário, ancorado no combate à misoginia e na promoção de respeito, ainda que acompanhado de ressalvas pontuais sobre a necessidade de maior debate, critérios claros e aprimoramento da lei.O apoio apareceu de forma praticamente unânime e direta, percebida como uma medida necessária e legítima para enfrentar o ódio e a violência contra as mulheres. Houve críticas intensas aos parlamentares citados na pergunta.Os participantes elaboraram suas respostas de acordo com seus grupos de pertencimento.
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Pergunta 13

O ministro do STF, Flávio Dino, suspendeu o pagamento de “penduricalhos” não previstos em lei a servidores. Os penduricalhos são verbas pagas a título de “indenização” que, por não estarem sujeitas ao abatimento pelo teto de remuneração de servidores, criam os “supersalários” em carreiras públicas. E, em março de 2026, proibiu a utilização da aposentadoria compulsória como punição máxima para magistrados que cometerem infrações graves. Associações envolvidas pediram ao STF para participar do processo, pois afirmam que algumas decisões não se enquadrariam na definição de ilegalidade. Vocês concordam com as decisões do Ministro? Consideram um assunto importante?
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Apoio unânime

De forma unânime, nos seis grupos, houve amplo apoio às decisões tomadas e reconhecimento de que o tema envolve distorções relevantes no uso do dinheiro público. Independentemente do posicionamento político, os participantes tenderam a convergir na crítica aos chamados “penduricalhos” e à aposentadoria compulsória como mecanismos que favorecem privilégios excessivos e comprometem a percepção de justiça no setor público. Assim, consolidou-se uma leitura compartilhada de que medidas voltadas à contenção desses benefícios são legítimas, necessárias e alinhadas a um princípio mais amplo de equidade e responsabilidade fiscal.

Essa convergência esteve ancorada em diferentes repertórios interpretativos, que variaram entre uma crítica moral aos privilégios, uma preocupação com desigualdades sociais e uma ênfase na transparência e no controle dos gastos públicos. Ainda que alguns segmentos tenham demonstrado maior ou menor grau de desconfiança em relação às motivações das decisões, esse elemento não foi suficiente para romper o consenso em torno da necessidade de enfrentamento do problema.

O tema se configurou como um raro ponto de convergência no debate, sendo percebido como importante e mobilizador por diferentes perfis de participantes.

"Concordo e considero um assunto importante. Combate os privilégios (muitas vezes não legais) do servidor público e trás transparência com o dinheiro público, com o que é feito com nosso dinheiro. Claro é preciso ter cuidado com as aplicações para não para não "desrespeitar" os direitos ja existentes." (BC, 62 anos, cirurgião dentista, SP)

"Concordo sim, porque os salários no serviço público já são altos e esses penduricalhos acabam virando um jeito de passar do teto sem muita transparência. No fim, isso cria desigualdade e pega mal pra população, isso é meio raro... a oportunidade de aumentar pra eles sempre é aproveitada" (BM, 29 anos, advogada, SP)

"Sim é um assunto bem importante , concordo sim cm o ministro , pois a corda sempre estoura para os mais fracos "baixa renda " .. tomare que através dessas atitudes venha melhorias 👏🏽👏🏽" (IC, 29 anos, professor, RJ)

"Não estou por dentro desse caso, vi poucas informações sobre isso. Mesmo assim, acredito que é um assunto importante, pois envolve o uso de dinheiro público e a forma como servidores são remunerados. Acho que decisões assim devem ser bem analisadas para garantir justiça e transparência." (IP, 28 anos, customer care analist, SP)

"Concordo, pois acho que assim o dinheiro público pode ser usado para melhores fins, do que supersalários e coisas do tipo, fora que sabemos bem q sempre encontram meios ou brechas para conseguirem tirar mais dinheiro da máquina pública, então concordo plenamente com ele" (LD, 47 anos, professora, MT)

"Concordo plenamente, é um tema importante pois trata de algo que merece atenção, magistrados que cometem infrações graves devem ser punidos e não somente ter aposentadoria compulsória como uma punição máxima, os penduricalhos também devem acabar, os servidores já ganham o bastante para viverem muito bem." (LL, 43 anos, autônomo, MT)

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Ressalvas às motivações

Embora o apoio tenha sido predominante, entre alguns bolsonaristas convictos, emergiram elementos de desconfiança quanto às motivações de Flávio Dino e aos desdobramentos das decisões. Parte dos participantes demonstrou uma postura cautelosa, sugerindo que medidas dessa natureza poderiam estar inseridas em disputas políticas mais amplas ou vinculadas a interesses estratégicos, especialmente em contextos eleitorais.

"Sim, sem dúvidas. Concordo plenamente. Tem que acabar com essa fanfarra com a verba pública. Agora o fato é. Flavio Dino suspendendo pagamento que faria gastar mais dinheiro de impostos??? Tem alguma coisa errada... Tudo orquestrado. Se preparem, lá vem coisa... Não dá para comemorar..."" (BC, 39 anos, auxiliar de vida escolar, SP)

"Há tempos já deveriam ter sido extintos e agora a proibição serve para remediar a situação, até alguém resolver derrubar a proibição.

A proibição serve muito como uma forma de dizer que quem proibiu se importa e zela pelos interesses do País. Interessante essa proibição acontecer num ano de eleições não? Quanto tempo levará até a proibição cair?"" (BC, 44 anos, do lar, MT)

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Pergunta 14

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (24) o Projeto de Lei Antifacção, que prevê sanções mais rígidas a membros de organização criminosa presos. São elas: aumento de penas pela participação em organização criminosa ou milícia, além de facilitar a apreensão de bens dos envolvidos. remoção de benefícios como anistia e indulto, fiança ou liberdade condicional, e do direito de voto nas eleições. a progressão de pena fica mais restrita. Em alguns casos, exige-se até 85% do cumprimento em regime fechado. remoção do direito ao auxílio reclusão a dependentes.

O que vocês acham dessas medidas adotadas?

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Apoio à medida, desconfiança da motivação

Os bolsonaristas convictos e moderados convergiram em um apoio consistente às medidas de endurecimento penal, ancorado na percepção de que o crime organizado avançou em um contexto de leis brandas e pouca efetividade do sistema de justiça. Predominou a ideia de que o aumento das penas e a retirada de benefícios são instrumentos necessários para restaurar a autoridade do Estado e reduzir a sensação de impunidade. Também foi recorrente a avaliação de que essas medidas já deveriam ter sido implementadas anteriormente, indicando uma leitura de atraso no enfrentamento do problema.

Ao mesmo tempo, esse apoio esteve fortemente acompanhado de desconfiança em relação às motivações da decisão e à sua eficácia prática. Parte relevante dos participantes interpretou a iniciativa como resultado de pressões externas ou de cálculo político, questionando sua autenticidade e seu timing.

POr fim, alguns ainda avaliaram que a decisão era fruto da pressão exercida por Donald Trump em relação à segurança do país.

"Até que fim ele ta fazendo algo que preste. Precisou que o presidente de outro país colocar pressão para que o atual presidente, tomasse uma decisão. Se essas medidas fossem tomadas desde o inicío, talvez nosso país não estava como está."" (BC, 62 anos, cirurgião dentista, SP)

"Esse presidente sempre apoiou bandido, desde a candidatura em 2022 ele falando que não suportava ver a policia sendo truculenta, que bandido sofria ao roubava celular e que era apenas uma vítima da sociedade. Agora no último ano do seu mandato resolveu agir, mais de 3 anos ouvindo notícia de facção fechando cidade, controlando comunidade e matando gente, é no mínimo estranho essa lei vim apenas no último ano de seu mandato, mas ja que veio vamos torcer pra que ela resolva, pois é uma lei necessária e que devia ter chegando antes." (BC, 33 anos, consultor de TI, SP)

"Essa manobra que ele está fazendo é para ganhar votos dos eleitores que não o apoiam, acredito que possa perder alguns votos dos "filhinhos" dele que se sentirem prejudicados, mais serão bem poucos. Esse senhor nunca me enganou." (BC, 47 anos, administradora, BA)

"Deu um tiro no proprio pé. É de desconfiar, ano eleitoral né. Se valesse num pais serio, onde toda lei fosse cumprida, nem precisaria desse pacote de medidas e sim, respeitar a constituicao...bom. vamos ver no que vai dar." (BM, 32 anos, gerente de vendas, PA)

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Apoio à medida, desconfiança da execução

Entre os indecisos - conservadores e progressistas - e lulodescontentes houve um apoio consistente às medidas de endurecimento penal, fundamentado na percepção de que o avanço das organizações criminosas exige respostas mais firmes do Estado. As medidas foram reconhecidas como válidas e necessárias, especialmente se capazes de atingir estruturas mais complexas do crime organizado.

Ao mesmo tempo, esse apoio esteve claramente condicionado por uma descrença relevante em relação à implementação e ao alcance efetivo das medidas. Foi recorrente a percepção de que, isoladamente, elas não seriam suficientes para produzir mudanças estruturais, seja por limitações do sistema de justiça, seja pelo risco de incidirem apenas sobre níveis mais baixos das organizações criminosas. Consolidou-se uma posição que combina respaldo às iniciativas com a defesa de estratégias complementares — como prevenção, educação e combate a fatores estruturais — evidenciando uma visão mais ampla e orientada a resultados no enfrentamento do problema.

"Perfeita! Precisamos de leis mais sérias e duradouras. Sem auxílio, sem fiança, sem liberdade convencional e principalmente sem direito ao auxílio para dependentes, é pra repensar, refletir, lembrar da família antes de fazer qualquer ato, mas na prática não pensam, então que paguem a pena até o último dia." (IC, 37 anos, professor, RJ)

"Já é um começo, concordo com as medidas adotadas, mas acho que elas não mexem na raiz do problema." (IC, 25 anos, auxiliar administrativa, SP)

"São medidas meio que emergenciais... acho favorável de início. No entanto, acredito que só surtirá efeito de verdade quando tiver de fato, uma inteligência focada em acabar com as facções" (IP, 28 anos, vendedora, AL)

"Eu acho q em vista a pressão do Trump, pode ser uma forma de mostrar q ele está agindo para resolver, então acho q é uma boa sim, só espero que essas medidas cheguem aos grandes líderes de fato e não respinguem somente nas camadas mais baixas do tráfico." (LD, 47 anos, professora, MT)

"Toda ação pra tentar frear e diminuir um pouco a ação dessas facções ê valida mas, creio que só isso não vai mudar a realidade desses movimentos, pois eles tem um poder econômico alto" (LD, 27 anos, entregadora, RS)

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Apoio à medida, desconfiança dos efeitos sociais

Entre os lulistas, as opiniões se organizaram em torno de um apoio parcial e mais reflexivo. Houve reconhecimento de que o endurecimento das leis pode ser necessário em determinados contextos e contribuir para reduzir a impunidade, especialmente diante da atuação das facções. No entanto, esse apoio não foi automático, sendo frequentemente acompanhado de ponderações sobre os limites do punitivismo como estratégia central de enfrentamento da criminalidade.

Destacou-se com maior intensidade a preocupação com os impactos sociais e institucionais das medidas. Foram recorrentes as ressalvas em relação à retirada de direitos, especialmente quando afetam familiares e dependentes, bem como a defesa de abordagens mais amplas que incluam prevenção, inteligência e políticas sociais.

"Se olharmos pelo lado rígido da lei eu concordo, mas se analisarmos pelo lado humano não concordo, principalmente pelo auxílio reclusão aos menores e pela mãe que ficará sobrecarregada com o sustento e educação dos filhos, aí os inocentes pagam pelos bandidos. Como sugestão seria interessante um projeto de lei para punir os traidores da Pátria com a perda da Cidadania." (LL, 45 anos, professor, PB)

"Não sei muito bem se concordo com isso, principalmente com o auxílio reclusão, os dependentes como crianças dependem disso para sobreviver e são os que mais vão sofrer com essa mudança." (LL, 27 anos, operador de telemarketing, BA)

"Bom dia,são leis mais duras aos membros de facção. Foram bem colocadas. Talvez o auxílio reclusão não deveria ser retirado pois nesse caso são sempre peixe pequeno que cai. Quem vai pagar nesse caso são principalmente as crianças ." (LL, 61 anos, administrador, PR)

"Concordo com as medidas tomadas a respeito dos membros das facções... Porém sobre o auxílio reclusão,vai afetar os dependentes, principalmente as crianças" (LL, 43 anos, autônomo, MT)

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Pergunta 15

O Senado aprovou, nesta terça-feira (24/03), um projeto de lei que criminaliza a prática da misoginia (conduta que manifeste ódio ou aversão às mulheres, baseada na crença da supremacia do gênero masculino) e a torna crime equivalente ao de racismo. Agora cabe aos deputados federais votarem. Deputados bolsonaristas criticaram o avanço da proposta. Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma "aberração" e “um instrumento de lei para silenciar outras pessoas", classificando de censura à liberdade de expressão. Bia Kicis (PL-DF) afirmou que projeto é de "divisão e ódio entre homens e mulheres” e Eduardo Bolsonaro disse que repudia "propostas alinhadas ao feminismo". O que vocês pensam da proposta e das manifestações contrárias dos parlamentares? Concordam com eles?
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Desconfiança institucional e preocupação com excessos

Entre bolsonaristas convictos, bolsonaristas moderados e indecisos conservadores, houve reconhecimento significativo de que o problema da violência e do desrespeito às mulheres existe e deve ser enfrentado. Porém, ele foi acompanhado de uma disposição parcial de apoiar as medidas.

Nesses três segmentos, a aceitação de algum tipo de medida de proteção às mulheres apareceu, em vários casos, acompanhada da percepção de que o projeto extrapolaria esse objetivo e passaria a incorporar uma agenda feminista vista de forma negativa. O feminismo surgiu, implícita ou explicitamente, como marcador de exagero, radicalização ou distorção do problema, como se a pauta deixasse de tratar de violência concreta para avançar sobre o campo das opiniões, das relações sociais e dos conflitos simbólicos entre homens e mulheres.

Houve também preocupações com a defesa da liberdade de expressão, que apareceu como principal chave de oposição ou de apoio condicionado. A preocupação recorrente foi a de que uma definição ampla de misoginia pudesse transformar falas, discordâncias ou posicionamentos em alvo de criminalização, abrindo espaço para censura, perseguição política e uso seletivo da lei.

"Bom, partindo do pressuposto que o foco deveria ser pensando em leis que protegesse as mulheres, ótimo, se faz correto. Mas, daí pensar que neste processo, devemos tratar como Misoginia, ai para mim é um absurdo. Essa lei é totalmente desnecessária e na pratica somente vai coloca uns contra os outros, homens contra mulheres e mulheres contra homem. Sem falar gente que até parece que quem comete feminicidio é um criminosos misógino... não, não é. Na minha opinião de agora, porque não entrei muito nos detalhes do projeto, mas achei muito generalista demais para ser aceito como lei criminal."" (BC, 39 anos, auxiliar de vida escolar, SP)

"Se essa lei não for bem definida pode gerar abuso da mesma, pode afetar e muito. Sim pode reduzir crimes contra a mulher, porém tem que ser bem vista para ser bem equilibrada, proteger sem censurar, o ideal é que ela puna quem verdadeiramente comete crimes de descriminação e ódio, sem comprometer direitos fundamentais. "Direito de expressão é para todos homens ou mulheres vai haver crimes contra todos os gêneros importante todos serem punidos, concordo com eles." (BC, 29 anos, desenvolvedor web, SP)

"Boa tarde ,a proposta tenta proteger as mulheres contra o ódio e a discriminação, o que é importante para a sociedade. Por outro lado, alguns parlamentares acham que a lei pode limitar a liberdade de expressão. Na minha opinião, é preciso equilíbrio: combater o preconceito sem tirar o direito das pessoas de se expressarem."" (BM, 38 anos, coordenadora , SP)

"O Artigo 5º da Constituição Federal de 1988 é a base dos direitos e garantias fundamentais no Brasil. Ele estabelece que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Preciso dizer mais alguma coisa? Precisa de mais Leis para ratificar o que ja esta ratificado? e se fosse o oposto tb daria certo? *Misandria:* é a misandria, que representa o ódio, desprezo ou preconceito contra homens ou meninosa, para isso teria que existir uma Lei? ...Mas, assim: ano de eleição né? ai diz tudo! è cada uma que esse Congresso faz que dá calafrios!" (BM, 32 anos, gerente de vendas, PA)

"Ao meu ver sendo mulher, eu acho que o feminismo que estão propondo é algo que esta passando dos limites ao meu ver, hoje nem as feministas gostam de ser chamada se feministas por conta dessas e de tantas outras "propostas" que vemos e temos a impressão que estas propostas são mais para "lacrar" do que ajudar realmente." (IC, 29 anos, professor, RJ)

"eu gosto da proposta, só acho que a lei ficou muito aberta no sentido de não definir o que seria uma conduta que manifesta ódio ou aversão às mulheres. acho que tem que deixar bem claro quais condutas seriam essas. entendo que o PL não está perfeito mas também não acho certo esse tipo de fala dos deputados Nikolas, Bia e Eduardo porque me parecem jsutamente falas misóginas ao dizer que repudia qualquer proposta alinhada ao feminismo. Acho que a proposta é válida sim, só deve ser melhor escrita para que as pessoas saibam exatamente quais são os atos delas que incorrerão no crime de misoginia" (IC, 30 anos, educador museal, RJ)

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Apoio à proposta, com ou sem condicionantes

Entre lulistas, lulodescontentes e indecisos progressistas, observou-se uma convergência sólida em torno do apoio à proposta, ancorada na percepção de que a misoginia e a violência contra as mulheres constituem problemas graves, estruturais e ainda insuficientemente enfrentados. Nesses três segmentos, a iniciativa foi interpretada como um avanço necessário, tanto no plano simbólico — ao reconhecer a gravidade do ódio de gênero — quanto no plano prático, ao ampliar os mecanismos de punição e proteção. Diferentemente dos grupos mais conservadores, não houve resistência relevante ao enquadramento da pauta como parte de uma agenda mais ampla de igualdade de gênero, sendo o feminismo, de forma geral, associado a uma agenda legítima de direitos.

Ao mesmo tempo, embora o apoio tenha sido majoritário e, em muitos casos, enfático, apareceram nuances internas importantes. Entre lulistas, predominou uma adesão direta, com baixa problematização da proposta e forte rejeição às críticas contrárias. Já entre lulodescontentes e, em menor grau, indecisos progressistas, emergiram ressalvas pontuais relacionadas à necessidade de boa definição e efetiva aplicação da lei, refletindo uma preocupação mais pragmática do que ideológica. Ainda assim, essas ponderações não tensionaram o apoio central à proposta. Também se destacou a rejeição consistente ao argumento de que a medida representaria censura, sendo a defesa predominante a de que a lei se dirige ao combate ao ódio e à violência, e não à limitação de opiniões legítimas.

"Na minha opinião, misoginia é algo real e que realmente precisa ser combatido. Não concordo com eles, porque acredito que o objetivo da proposta é reduzir ódio e violência, não silenciar opiniões" (LL, 40 anos, turismóloga, SP)

"Penso que a proposta de criminalizar a misoginia pode se traduzir em políticas públicas de enfrentamento ao aumento de feminicídio e de maior repercussão dessa discussão na mídia. Penso que essas posições políticas contrárias refletem o avanço da direita e do agir de muita gente em sociedade. Discordo dessas posições contrárias à lei que pune manifestação de aversão às mulheres, pois só com leis, políticas e práticas pelo respeito às mulheres pode ser possível a construção de mudanças sociais." (LD, 29 anos, professora, RJ)

"Eu concordo, pois todos são iguais perante a lei, já em relação aos meliantes, discordo plenamente, pois são totalmente fora da casinha." (LL, 45 anos, professor, PB)

"Sou totalmente a favor desse projeto,pois vimos que a cada dia que passa mais as mulheres se tornam vitimas da maldade masculina e isso vem aumentando consideravelmente. Espero que com essa nova medida os homens pensem antes de caluniar,difamar e até mesmo maltratar,usando em diversos casos de violência contra mulher. Não concordo com as manifestações contrárias a essa proposta,pois suas ideais demonstram pouco caso e total desrespeito em relação as mulheres,desconsiderando sua existência e sua importância na sociedade." (IP, 29 anos, empreendedora, RJ)

"pra mim esses argumentos aí não se sustentam muito não. falar que isso vai “censurar” é meio exagero. ngm tá proibindo opinião, tá falando de ódio direcionado e desumanização, igual já acontece com racismo. essa ideia de que vai “dividir homens e mulheres” tb não cola, pq essa divisão já existe na prática quando tem violência e desigualdade. a lei vem mais pra tentar equilibrar isso. Então no geral eu apoio sim. Se já existe punição pra outros tipos de discriminação, faz sentido ter pra misoginia tb. só precisa ser bem aplicada pra não virar bagunça depois" (IP, 32 anos, técnico em logística, SP)

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Considerações finais

Nas discussões sobre os três temas da semana houve consenso sobre os problemas e a urgência em combatê-los, mas diferenças na avaliação de quem propõe as soluções. As divergências apareceram na credibilidade atribuída aos atores políticos envolvidos, nas intenções percebidas por trás das medidas e no grau de confiança de que elas serão, de fato, bem implementadas.

No caso das decisões relacionadas ao fim dos “penduricalhos”, encontramos um raro ponto de convergência entre todos os grupos, marcado pelo apoio generalizado à remoção dos pagamentos extras e pela percepção de que o tema envolve privilégios excessivos e necessidade de maior transparência. Mesmo entre segmentos mais críticos ao governo – bolsonaristas convictos e moderados – ou às instituições – eleitores indecisos –, esse apoio não foi rompido, aparecendo apenas acompanhado de breves ressalvas quanto às motivações políticas das decisões. Trata-se, portanto, de um tema que demonstrou forte potencial de unificação discursiva, ancorado em valores amplamente compartilhados: mais justiça, equidade e controle dos gastos públicos.

Já no debate sobre o Projeto de Lei Antifacção, o padrão predominante foi de apoio, mas com diferentes graus de condicionamento. O debate foi marcado pelo reconhecimento de que o avanço das organizações criminosas demanda respostas mais firmes do Estado, sendo o endurecimento das leis amplamente aceito como necessário. No entanto, emergiram preocupações, pertinentes a grupos específicos, quanto à sua efetividade prática, motivação e limites de implementação.

Os segmentos mais à direita enfatizaram forte desconfiança em relação às intenções políticas da decisão, com a percepção de que ela foi tardia, reativa e influenciada por pressões externas ou eleitorais. Ainda assim, isso não implicou rejeição ao conteúdo da proposta, que foi amplamente apoiado, com recorrentes falas sobre a necessidade de endurecimento das leis e punições. Nos grupos de centro, a postura foi mais pragmática, marcada por um apoio orientado por resultados, no qual as medidas foram avaliadas principalmente por sua capacidade de serem realmente implementadas e produzir efeitos concretos. Esse segmento também destacou, com frequência, a necessidade de complementar o endurecimento penal com medidas de prevenção e educativas, não debatendo apenas sob a ótica do punitivismo, como os bolsonaristas o fizeram. Já à esquerda, a abordagem incorporou, além do reconhecimento parcial da necessidade de medidas mais duras, uma preocupação mais sistemática com seus efeitos colaterais e implicações sociais. Destacaram-se ressalvas em relação à retirada de direitos, sobretudo quando afetam familiares e dependentes, bem como questionamentos sobre a eficácia do punitivismo como estratégia central de enfrentamento da criminalidade. Também foi mais presente a defesa de políticas complementares, como prevenção, inteligência e redução das desigualdades.

Por fim, a criminalização da misoginia revelou o cenário mais fragmentado, evidenciando clivagens nítidas entre os grupos. Ainda que tenha havido reconhecimento significativo da gravidade da violência contra as mulheres, as divergências se concentraram nas formas de enfrentamento do problema. Parte dos participantes defendeu a medida como necessária e urgente, enquanto outros expressaram preocupações com possíveis excessos, especialmente no que se refere à liberdade de expressão, à definição dos limites legais e ao risco de uso político da legislação. Nesse debate, destacaram-se também críticas ao feminismo, sobretudo entre segmentos mais à direita, indicando que o tema mobiliza não apenas avaliações sobre políticas públicas, mas disputas simbólicas e ideológicas mais amplas.

Entre os grupos mais conservadores – bolsonaristas convictos e moderados –, embora não tenha havido negação do problema, a adesão foi mais cautelosa, atravessada por críticas ao enquadramento feminista da pauta e por preocupações com possíveis excessos, especialmente no que diz respeito à liberdade de expressão e ao uso político da lei. Os dois grupos intermediários – indecisos conservadores e progressistas – expressaram apoios mais fortes, porém também condicionados, combinando reconhecimento do problema com demandas por maior clareza do projeto e percepção de efetividade e eficácia da medida para resolução dos problemas. Somente nos segmentos progressistas – lulodescontentes e lulistas –, predominou um apoio mais direto e enfático à proposta, associado à percepção de urgência e à defesa de maior proteção institucional às mulheres.

De forma geral, os resultados indicam que ainda que haja reconhecimento consistente dos problemas e, em muitos casos, apoio às medidas, esse apoio aparece frequentemente condicionado à credibilidade que grupos específicos atribuem a quem as propõe, à clareza e à expectativa de resultados concretos. Em suma:

1. O alinhamento ideológico dos temas está presente, particularmente nos grupos à direita;

2. Ainda assim, cada tema demonstra capacidade diferente de adesão nos diferentes públicos;

3. A desconfiança generalizada em relação às instituições parece ser uma dimensão independente do comportamento político do eleitorado, com os grupos de centro demonstrando-a em maior grau.

4. Os grupos de direita também demonstram tal desconfiança, mas geralmente a atribuem aos incumbentes (dimensão ideológica) e menos às instituições em si.

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Distribuição da Participação

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MDP

O Monitor do Debate Público (MDP) é um projeto do Laboratório de Estudos da Mídia e da Esfera Pública (LEMEP), sediado no Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ (IESP-UERJ). Baseia-se no Painel de Monitoramento de Tendências (POMT), metodologia desenvolvida pela própria equipe.

O POMT permite monitorar de modo dinâmico a opinião pública e suas clivagens em torno de temas da agenda pública, preferências, valores e recepção de notícias, entre outros. Opera por meio de grupos focais contínuos no WhatsApp, com participantes selecionados e moderação profissional.

Como nos grupos focais tradicionais, o formato permite que o moderador aprofunde temas sensíveis, dificilmente acessíveis por pesquisas quantitativas ou questionários estruturados.

O caráter assíncrono, próprio da comunicação no WhatsApp, favorece respostas mais refletidas — vantagem tanto para a pesquisa social quanto para a eleitoral, já que o voto é também uma decisão que costuma exigir reflexão.

Sua continuidade temporal favorece situações deliberativas, em que cada participante é levado a elaborar suas razões em diálogo com as dos demais.

O celular é hoje o meio de comunicação mais acessível e disseminado. Por isso, participar dos grupos não exige computador nem que as pessoas interrompam suas atividades para interagir.

O MDP aplica o POMT à análise semanal do debate público brasileiro, segmentado em seis grupos de diferentes orientações ideológicas, da extrema direita à esquerda — recorte justificado por sua relevância demográfica no cenário atual.

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Equipe MDP

Carolina de Paula – Diretora geral

Doutora em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Coordenou o IESP nas Eleições, plataforma multimídia de acompanhamento das eleições de 2018. Foi consultora da UNESCO e coordenadora da área qualitativa em instituto de pesquisa de opinião e big data, atuando em campanhas eleitorais e pesquisas de mercado. Presta consultoria em desenho de pesquisa qualitativa e conduz moderações e análises de grupos focais e entrevistas em profundidade. Escreve no blog Legis-Ativo, do Estadão.

João Feres Jr. – Diretor científico

Mestre em Filosofia Política pela Unicamp e mestre e doutor em Ciência Política pela City University of New York (Graduate Center). Foi professor do antigo IUPERJ (2003–2010) e é, desde 2010, professor titular de Ciência Política do IESP-UERJ. Coordena o LEMEP, o Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA) e o Observatório do Legislativo Brasileiro (OLB).

Francieli Manginelli – Analista sênior e coordenadora de recrutamento

Cientista social, mestre em Sociologia pela UFPR e doutoranda em Sociologia no IESP-UERJ, com experiência em relações de consumo e estratégias de comunicação. Tem formação em UX Research e em gestão e monitoramento de redes sociais, mídias digitais e estratégias eleitorais. Atua em pesquisas de mercado e campanhas políticas e conduz moderações e análises de grupos focais e entrevistas em profundidade.

André Felix – Coordenador de TI

Mestre em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Tem experiência em planejamento e desenvolvimento de sistemas computacionais de pequeno e médio porte e em manutenção de servidores web, com especialização em modelagem e implementação de bancos de dados relacionais.

Vittorio Dalicani – Analista Jr.

Mestrando em Ciência Política na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pesquisador do INCT ReDem e dos grupos de pesquisa NUSP e Observatório das Elites, ambos vinculados à UFPR. Dedica-se à representação política parlamentar e à metodologia científica, com experiência no uso de inteligência artificial na pesquisa e na construção e análise de bancos de dados prosopográficos.

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INCT ReDem

O Instituto Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação Representação e Legitimidade Democrática (INCT ReDem) é um centro de pesquisa sediado no Departamento de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná (UFPR), financiado pelo CNPq e pela Fundação Araucária.

Reunindo mais de 50 pesquisadoras(es) de mais de 25 universidades no Brasil e no exterior, o ReDem investiga, a partir de três eixos de pesquisa (Comportamento Político, Instituições Políticas e Elites Políticas) as causas e consequências da crise das democracias representativas, com ênfase no Brasil.

Sua atuação combina metodologias quantitativas e qualitativas, como surveys, experimentos, grupos focais, análise de perfis biográficos e modelagem estatística, produzindo indicadores e ferramentas públicas sobre representação política, qualidade da democracia e comportamento legislativo.

O objetivo central do ReDem é gerar conhecimento científico de alto impacto e produzir recursos técnicos que auxiliem cidadãos, jornalistas, formuladores de políticas e a comunidade acadêmica a compreender, monitorar e aperfeiçoar a representação política democrática no Brasil.

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MDP - Relatório 125