Relatório 160

15/10/26

Temas:

  • Fim da Escala 6x1
Realização:
Apoio:

Metodologia

O Monitor do Debate Público (MDP) acompanha, semana a semana, como diferentes segmentos do eleitorado brasileiro reagem a temas importantes da agenda pública. A análise se apoia no Painel de Monitoramento de Tendências (POMT), metodologia desenvolvida pela equipe do LEMEP (IESP-UERJ) que opera por meio de grupos focais contínuos no WhatsApp, com participantes selecionados e moderação profissional.

Para o segundo turno das eleições de 2026, reorganizamos os participantes em cinco grupos focais contínuos no WhatsApp, definidos a partir do voto no primeiro turno e da principal motivação desse voto.

O projeto conta com 50 participantes, distribuídos em grupos com as seguintes características:

G1 – Bolsonaristas: votaram em Flávio Bolsonaro no primeiro turno, motivados por considerá-lo a melhor opção.

G2 – Antipetistas: votaram em Flávio Bolsonaro no primeiro turno, motivados principalmente por tirar o PT e Lula do poder.

G3 – Outsiders Indecisos: votaram em outros candidatos que não Lula nem Flávio Bolsonaro no primeiro turno e estão indecisos quanto ao segundo turno.

G4 – Antibolsonaristas: votaram em Lula no primeiro turno, motivados principalmente por impedir a vitória de Flávio Bolsonaro.

G5 – Lulistas: votaram em Lula no primeiro turno, motivados por considerá-lo a melhor opção.

Todos os grupos foram compostos de modo a reproduzir, em proporções próximas às da população brasileira, variáveis como sexo, idade, cor/raça, renda, escolaridade, região de moradia e religião.

Nossa metodologia permite que os participantes respondam aos temas no momento que lhes for mais conveniente — liberdade inexistente nos grupos focais tradicionais, presos à sincronia do roteiro conduzido pelo mediador. Ao se acomodar à rotina de cada participante, o instrumento reduz a artificialidade da coleta e gera resultados mais próximos das interações reais do cotidiano.

Cabe salientar que os resultados derivam de metodologia qualitativa, voltada à análise de narrativas, argumentos e opiniões. Ainda que eventualmente quantificados, não possuem validade estatística: devem ser lidos como dado indicial.

O sigilo dos dados pessoais dos participantes é integralmente garantido. Todos consentiram previamente com a divulgação dos resultados, desde que preservado o anonimato.

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Síntese dos Principais Resultados

No dia 15/10/26, os cinco grupos comentaram sobre a aprovação no Senado do fim da escala 6x1 e a mudança de posicionamento de Flávio Bolsonaro. No total, foram coletadas e analisadas 59 interações, totalizando 3.245 palavras.
Bolsonaristas (G1)Antipetistas (G2)Outsiders Indecisos (G3)Antibolsonaristas (G4)Lulistas (G5)
Fim da escala 6x1Predominaram as preocupações com o aumento dos custos, dos preços e do desemprego. O apoio de Flávio foi considerado uma decisão política necessária, enquanto a proposta de Lula foi vista como eleitoreira.Aprovação da proposta como avanço para a qualidade de vida dos trabalhadores, embora com dúvidas sobre os impactos econômicos. A mudança de Flávio foi interpretada principalmente como estratégia eleitoral.Predominou o apoio à redução da jornada, acompanhado de preocupações com seus efeitos sobre empresas e empregos. A mudança de Flávio foi vista como oportunismo eleitoral, sem representar uma alteração genuína de posição.Aprovação celebrada como conquista dos trabalhadores, com benefícios para o descanso e a vida familiar. Forte desconfiança em relação a Flávio, cujo voto foi interpretado como tentativa de evitar perdas eleitorais.Celebração da aprovação como vitória histórica dos trabalhadores. Rejeição à mudança de Flávio, considerada uma manobra eleitoral que não afasta o risco de ele tentar reverter a medida caso seja eleito.
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Pergunta 104

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1 foi aprovada, ontem, pelo Senado Federal, por um placar expressivo de 75 votos a favor e apenas 1 contrário. Trata-se de uma proposta do governo Lula que estava em andamento desde o início do ano e foi votada ontem pelos Senadores. O candidato Flávio Bolsonaro, que era contra a proposta, ontem, votou a favor da aprovação.

O que vocês acham da aprovação da proposta e da mudança de posicionamento de Flávio?

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Desconfiança dos efeitos econômicos da proposta e defesa da postura de Flávio

Entre os bolsonaristas, a aprovação do fim da escala 6x1 foi recebida predominantemente com desconfiança, sobretudo em relação às possíveis consequências econômicas. Embora parte dos participantes reconhecesse os benefícios da redução da jornada para os trabalhadores, prevaleceu a preocupação de que a medida produzisse efeitos contrários aos pretendidos, comprometendo empregos, elevando custos e reduzindo o poder de compra da população. A avaliação refletiu uma percepção de que os benefícios imediatos poderiam ser superados por prejuízos futuros, além de dúvidas sobre a capacidade das empresas de absorver as mudanças.

Em relação ao posicionamento de Flávio Bolsonaro, predominou uma postura de compreensão e defesa de sua decisão. O voto favorável foi interpretado como uma adaptação necessária às circunstâncias políticas e à vontade popular, sem comprometer a confiança no candidato. Em contrapartida, a iniciativa do governo Lula foi associada a interesses eleitorais e à tentativa de conquistar apoio popular. Essa diferença de julgamento revelou uma tendência de justificar a mudança de Flávio como pragmatismo político, enquanto as motivações do governo foram recebidas com maior desconfiança.

“Em relação a aprovação da proposta, acho um engodo onde no final das contas o salário não vai diminuir mas o custo de produção, distribuição e venda irá aumentar, o salário não diminui mas o poder de compra sim.” (G1, 46 anos, administradora, GO)

“Eu sou a favor do fim da escala 6x1, porque o trabalhador merece ter mais tempo para descansar, cuidar da vida pessoal e ficar com a família. Mas também fico pensando em como isso vai funcionar na prática, principalmente para as pequenas empresas.” (G1, 47 anos, administradora, BA)

“O povo pediu, o povo recebeu. Flávio Bolsonaro fez a parte dele, de acordo com o que pediram. Eu acredito que essa mudança vai gerar desemprego para muita gente.” (G1, 48 anos, cuidadora de crianças, PR)

“Na política tem que jogar o jogo, se não você e esmagado.” (G1, 42 anos, agricultor, CE)

“No meu ponto de vista Flávio agiu de forma correta, ele não pode ir contra o povo [...] Mas claro que foi mais uma manobra eleitoreira do PT.” (G1, 37 anos, assessor jurídico, SE)

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Apoio à redução da jornada, acompanhado de preocupações com seus impactos

Entre os antipetistas e outsiders indecisos, a aprovação do fim da escala 6x1 foi avaliada predominantemente de forma positiva, pelo reconhecimento de que a redução da jornada poderia proporcionar mais descanso, convivência familiar e qualidade de vida aos trabalhadores. Entretanto, esse apoio foi acompanhado de dúvidas sobre a implementação da medida e seus possíveis impactos econômicos. As preocupações se concentraram na capacidade de adaptação das empresas, no aumento dos custos e nos riscos para o emprego.

Apesar dessa convergência, os antipetistas demonstraram uma postura mais cautelosa quanto à viabilidade da proposta, enquanto os outsiders indecisos expressaram maior disposição de aceitar eventuais dificuldades econômicas em nome dos benefícios sociais esperados, embora parte deles também tenha manifestado forte preocupação com essas consequências.

A mudança de posicionamento de Flávio Bolsonaro foi interpretada principalmente como uma estratégia eleitoral, motivada pela necessidade de evitar desgaste político e preservar sua competitividade na disputa presidencial. Predominou a percepção de que o candidato havia ajustado seu voto à opinião pública, sem necessariamente ter alterado suas convicções. Entretanto, essa interpretação não resultou em rejeição generalizada à sua postura. Entre os antipetistas, houve maior compreensão da decisão como parte da disputa eleitoral, enquanto os outsiders indecisos demonstraram desconfiança mais explícita em relação à sinceridade da mudança.

“A aprovação da proposta foi muito válida e ótima para os trabalhadores CLTs, merecemos mais descanso e tempo de qualidade com nossa família, tomara que não seja só no papel e que realmente coloquem em prática, sobre o Flávio Bolsonaro ter mudado de idéia, acho válido a mudança já que agora será disputado voto a voto!” (G2, 46 anos, vendedora, GO)

“Sou favorável, acredito sim que o trabalhador precisa de mais tempo de descanso. Mas tambem avalio os impactos, como gestora, de manter funcionários e contratar outros.” (G2, 36 anos, coordenadora, AM)

“Acho que obviamente ele mudou de posição por interesse eleitoral. Quanto a proposta de verdade ainda não tenho uma posição definida. Escuto alguns que falam que é justo outros falam que vai arruinar a economia.” (G2, 39 anos, professor, SP)

“Sobre a aprovação da proposta é, sem sombra de dúvidas, mais um ganho para os trabalhadores, mais um direito adquirido que vem para trazer, ou pelo menos, tenta trazer um pouco mais de dignidade.” (G3, 35 anos, advogado, MT)

“Sobre o Flávo percebo que o voto a favor dificilmente nao tenha sido por questão eleitoral, ele sempre disse pontos contrarios à mudança [...]” (G3, 30 anos, analista TI, GO)

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Celebração da conquista trabalhista e desconfiança das intenções de Flávio

Entre os antibolsonaristas e lulistas, a aprovação do fim da escala 6x1 foi recebida com entusiasmo e interpretada como uma importante conquista social e histórica para os trabalhadores. Predominou a percepção de que a redução da jornada representava um avanço na garantia de direitos, na melhoria da qualidade de vida e na valorização do trabalhador. Diferentemente dos demais grupos, as preocupações com possíveis impactos econômicos praticamente não apareceram, enquanto os benefícios sociais foram amplamente enfatizados. A aprovação também foi associada à mobilização popular e ao reconhecimento de uma demanda considerada legítima e necessária, reforçando a percepção de vitória da classe trabalhadora.

A mudança de posicionamento de Flávio Bolsonaro foi recebida com forte desconfiança e interpretada como uma manobra eleitoral para evitar a perda de votos. Predominou a avaliação de que o candidato não havia alterado suas convicções, mas apenas cedido à pressão política diante da ampla aceitação da proposta. Essa percepção foi acompanhada do receio de que, caso eleito, Flávio tentasse modificar ou reverter a medida, comprometendo os direitos conquistados. Entre os participantes, a decisão do candidato não contribuiu para melhorar sua imagem, mas reforçou a percepção de oportunismo e falta de compromisso com os interesses dos trabalhadores.

“Acredito que foi uma grande vitória para o povo, tem muitas empresas que explora muito seus funcionários, então sim foi uma grande conquista para os trabalhadores” (G4, 39 anos, profissional de educação física, AL)

“Essa escala 5x2 é benéfica ao trabalhador, vai facilitar o convívio familiar e os cuidados com a própria saúde no modo geral, acho que ele voltou atrás só porque foi pressionado pelo risco eleitoral.” (G4, 59 anos, cobradora de ônibus, RS)

“Não esperava essa votação tão expressiva, mas só agradeço isso é qualidade de vida. Então ele ter votado é estratégico devido as eleições, pois, algumas falas dele não compactuam com isso.” (G4, 36 anos, analista financeira, RS)

“Sobre a aprovação da proposta é uma vitória histórica da classe trabalhadora. [...] foi um avanço incrível e não podemos retroceder nessa vitória, já que o Flávio vai querer acabar com essa proposta com uma PEC.” (G5, 36 anos, professor, SP)

“Achei muito importante a aprovação da proposta para a classe trabalhadora. Sobre a atitude de Flávio, ele não mudou de posição, somente usou de estratégia para não ficar ainda menos popular.” (G5, 62 anos, administrador, PR)

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Considerações finais

A aprovação do fim da escala 6x1 encontrou ampla aceitação entre os participantes, embora com diferentes níveis de entusiasmo e confiança em seus resultados. O reconhecimento dos benefícios para o descanso, a convivência familiar e a qualidade de vida ultrapassou as divisões políticas, mas não eliminou as preocupações com os possíveis impactos econômicos da medida.

As principais diferenças estiveram na avaliação das consequências da mudança. Entre os bolsonaristas, predominaram o receio de aumento dos preços e do desemprego e a desconfiança em relação às intenções do governo. Antipetistas e outsiders indecisos demonstraram maior equilíbrio entre os benefícios sociais e os riscos econômicos, enquanto antibolsonaristas e lulistas valorizaram a conquista trabalhista, praticamente sem questionar sua viabilidade.

A mudança de posicionamento de Flávio Bolsonaro foi amplamente interpretada como uma decisão motivada pela disputa eleitoral. Entretanto, o significado atribuído a essa mudança variou conforme a relação dos participantes com o candidato. Entre os bolsonaristas, o voto favorável foi justificado como uma decisão necessária e não comprometeu a confiança em Flávio. Nos grupos intermediários, prevaleceu a percepção de cálculo eleitoral, sem rejeição generalizada. Já entre seus opositores, a mudança reforçou a desconfiança sobre suas intenções e seu compromisso com os trabalhadores.

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MDP

O Monitor do Debate Público (MDP) é um projeto do Laboratório de Estudos da Mídia e da Esfera Pública (LEMEP), sediado no Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ (IESP-UERJ). Baseia-se no Painel de Monitoramento de Tendências (POMT), metodologia desenvolvida pela própria equipe.

O POMT permite monitorar de modo dinâmico a opinião pública e suas clivagens em torno de temas da agenda pública, preferências, valores e recepção de notícias, entre outros. Opera por meio de grupos focais contínuos no WhatsApp, com participantes selecionados e moderação profissional.

Como nos grupos focais tradicionais, o formato permite que o moderador aprofunde temas sensíveis, dificilmente acessíveis por pesquisas quantitativas ou questionários estruturados.

O caráter assíncrono, próprio da comunicação no WhatsApp, favorece respostas mais refletidas — vantagem tanto para a pesquisa social quanto para a eleitoral, já que o voto é também uma decisão que costuma exigir reflexão.

Sua continuidade temporal favorece situações deliberativas, em que cada participante é levado a elaborar suas razões em diálogo com as dos demais.

O celular é hoje o meio de comunicação mais acessível e disseminado. Por isso, participar dos grupos não exige computador nem que as pessoas interrompam suas atividades para interagir.

O MDP aplica o POMT à análise semanal do debate público brasileiro, segmentado em seis grupos de diferentes orientações ideológicas, da extrema direita à esquerda — recorte justificado por sua relevância demográfica no cenário atual.

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Equipe MDP

Carolina de Paula – Diretora geral

Doutora em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Coordenou o IESP nas Eleições, plataforma multimídia de acompanhamento das eleições de 2018. Foi consultora da UNESCO e coordenadora da área qualitativa em instituto de pesquisa de opinião e big data, atuando em campanhas eleitorais e pesquisas de mercado. Presta consultoria em desenho de pesquisa qualitativa e conduz moderações e análises de grupos focais e entrevistas em profundidade. Escreve no blog Legis-Ativo, do Estadão.

João Feres Jr. – Diretor científico

Mestre em Filosofia Política pela Unicamp e mestre e doutor em Ciência Política pela City University of New York (Graduate Center). Foi professor do antigo IUPERJ (2003–2010) e é, desde 2010, professor titular de Ciência Política do IESP-UERJ. Coordena o LEMEP, o Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA) e o Observatório do Legislativo Brasileiro (OLB).

Francieli Manginelli – Analista sênior e coordenadora de recrutamento

Cientista social, mestre em Sociologia pela UFPR e doutoranda em Sociologia no IESP-UERJ, com experiência em relações de consumo e estratégias de comunicação. Tem formação em UX Research e em gestão e monitoramento de redes sociais, mídias digitais e estratégias eleitorais. Atua em pesquisas de mercado e campanhas políticas e conduz moderações e análises de grupos focais e entrevistas em profundidade.

André Felix – Coordenador de TI

Mestre em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Tem experiência em planejamento e desenvolvimento de sistemas computacionais de pequeno e médio porte e em manutenção de servidores web, com especialização em modelagem e implementação de bancos de dados relacionais.

Vittorio Dalicani – Analista Jr.

Mestrando em Ciência Política na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pesquisador do INCT ReDem e dos grupos de pesquisa NUSP e Observatório das Elites, ambos vinculados à UFPR. Dedica-se à representação política parlamentar e à metodologia científica, com experiência no uso de inteligência artificial na pesquisa e na construção e análise de bancos de dados prosopográficos.

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INCT ReDem

O Instituto Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação Representação e Legitimidade Democrática (INCT ReDem) é um centro de pesquisa sediado no Departamento de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná (UFPR), financiado pelo CNPq e pela Fundação Araucária.

Reunindo mais de 50 pesquisadoras(es) de mais de 25 universidades no Brasil e no exterior, o ReDem investiga, a partir de três eixos de pesquisa (Comportamento Político, Instituições Políticas e Elites Políticas) as causas e consequências da crise das democracias representativas, com ênfase no Brasil.

Sua atuação combina metodologias quantitativas e qualitativas, como surveys, experimentos, grupos focais, análise de perfis biográficos e modelagem estatística, produzindo indicadores e ferramentas públicas sobre representação política, qualidade da democracia e comportamento legislativo.

O objetivo central do ReDem é gerar conhecimento científico de alto impacto e produzir recursos técnicos que auxiliem cidadãos, jornalistas, formuladores de políticas e a comunidade acadêmica a compreender, monitorar e aperfeiçoar a representação política democrática no Brasil.

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