Relatório 165

22/10/26

Temas:

  • Abertura dos Sigilos de Lula e Flávio
Realização:
Apoio:

Metodologia

O Monitor do Debate Público (MDP) acompanha, semana a semana, como diferentes segmentos do eleitorado brasileiro reagem a temas importantes da agenda pública. A análise se apoia no Painel de Monitoramento de Tendências (POMT), metodologia desenvolvida pela equipe do LEMEP (IESP-UERJ) que opera por meio de grupos focais contínuos no WhatsApp, com participantes selecionados e moderação profissional.

Para o segundo turno das eleições de 2026, reorganizamos os participantes em cinco grupos focais contínuos no WhatsApp, definidos a partir do voto no primeiro turno e da principal motivação desse voto.

O projeto conta com 50 participantes, distribuídos em grupos com as seguintes características:

G1 – Bolsonaristas: votaram em Flávio Bolsonaro no primeiro turno, motivados por considerá-lo a melhor opção.

G2 – Antipetistas: votaram em Flávio Bolsonaro no primeiro turno, motivados principalmente por tirar o PT e Lula do poder.

G3 – Outsiders Indecisos: votaram em outros candidatos que não Lula nem Flávio Bolsonaro no primeiro turno e estão indecisos quanto ao segundo turno.

G4 – Antibolsonaristas: votaram em Lula no primeiro turno, motivados principalmente por impedir a vitória de Flávio Bolsonaro.

G5 – Lulistas: votaram em Lula no primeiro turno, motivados por considerá-lo a melhor opção.

Todos os grupos foram compostos de modo a reproduzir, em proporções próximas às da população brasileira, variáveis como sexo, idade, cor/raça, renda, escolaridade, região de moradia e religião.

Nossa metodologia permite que os participantes respondam aos temas no momento que lhes for mais conveniente — liberdade inexistente nos grupos focais tradicionais, presos à sincronia do roteiro conduzido pelo mediador. Ao se acomodar à rotina de cada participante, o instrumento reduz a artificialidade da coleta e gera resultados mais próximos das interações reais do cotidiano.

Cabe salientar que os resultados derivam de metodologia qualitativa, voltada à análise de narrativas, argumentos e opiniões. Ainda que eventualmente quantificados, não possuem validade estatística: devem ser lidos como dado indicial.

O sigilo dos dados pessoais dos participantes é integralmente garantido. Todos consentiram previamente com a divulgação dos resultados, desde que preservado o anonimato.

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Síntese dos Principais Resultados

No dia 22/10/26, os cinco grupos comentaram sobre o desafio de Lula para Flávio Bolsonaro abrir seu sigilo. No total, foram coletadas e analisadas 63 interações, totalizando 4.158 palavras.
Bolsonaristas (G1)Antipetistas (G2)Outsiders Indecisos (G3)Antibolsonaristas (G4)Lulistas (G5)
Abertura dos SigilosPredominou a percepção de que a proposta de Lula foi uma manobra eleitoral para desviar a atenção de denúncias e da ausência de propostas. Apoiaram as condições impostas por Flávio, mas desconfiaram da eficácia da abertura dos sigilos e da disposição de Lula em cumpri-la.Dividiram-se entre o apoio à transparência e o ceticismo quanto à eficácia da medida, vista por muitos como disputa de narrativas. Houve avaliações favoráveis às exigências de Flávio, mas também questionamentos à sua postura.Predominou o apoio à abertura dos sigilos como forma de esclarecer suspeitas e auxiliar na decisão do voto. Entretanto, divergiram sobre qual candidato teria mais a esconder, enquanto parte desacreditou da iniciativa como estratégia eleitoral sem resultados concretos.Defenderam unanimemente a abertura dos sigilos, avaliaram positivamente a iniciativa de Lula e desconfiaram da disposição de Flávio em cumprir o acordo. Parte propôs tornar a medida obrigatória para todos os candidatos.Apoiaram a abertura dos sigilos e interpretaram a iniciativa como demonstração de transparência e segurança de Lula, em contraste com a resistência atribuída a Flávio. Também defenderam a obrigatoriedade da medida e questionaram o tempo disponível para investigações.
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Pergunta 108

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propôs que ele e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) abram os sigilos bancário e telefônico de suas famílias antes do 2º turno das eleições presidenciais. Lula e seus familiares entregaram seus dados ao TSE, enquanto Flávio negou o ato num primeiro momento. Ontem, ele impôs uma série de condições e Lula aceitou acatá-las.

O que vocês acham dessa questão de ambos abrirem seus sigilos?

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Desconfiança da iniciativa de Lula, interpretada como manobra eleitoral

Entre os bolsonaristas, predominou uma interpretação negativa da iniciativa de Lula, percebida como uma estratégia eleitoral para deslocar o foco da campanha e enfraquecer Flávio Bolsonaro. A proposta não foi associada a um compromisso genuíno com a transparência, mas a uma tentativa de produzir desgaste político no adversário. Essa leitura esteve sustentada pela desconfiança já consolidada em relação à honestidade de Lula, o que levou os participantes a questionarem tanto suas motivações quanto sua disposição de cumprir o acordo.

A abertura dos sigilos não foi rejeitada em princípio, mas sua eficácia foi amplamente questionada. Prevaleceu a percepção de que eventuais irregularidades dificilmente seriam identificadas por esse procedimento, enquanto as condições apresentadas por Flávio foram interpretadas como uma resposta legítima à iniciativa de Lula.

“Mera cortina de fumaça, ninguém é inocente de achar que dinheiro de corrupção passa pela conta corrente normal. Apenas jogo de narrativas de ambas as partes.” (G1, 46 anos, administradora, GO)

“Não serve de nada, vcs acham que as falcatruas de vão estar expostas assim,para que sejam vistas com tanta facilidade. Ele não tem nada a esconder ,por que tudo que é dele já está escondido.” (G1, 57 anos, funcionário público, PB)

“Lula não entregou nada. Disse que abriria as contas e celulares (ele nem têm e usa de terceiros), mas enrolou e não levou.” (G1, 48 anos, cuidadora de crianças, PR)

"Todo mundo sabe que desde que foi preso e descondenado o Lula não tem mais nada no nome dele e provavelmente no nome de parentes próximos, ele quer se passar por honesto sendo que honestidade passou muito longe dele, Flávio Bolsonaro pediu o sigilo do cartão corporativo que ele colocou 100 anos de sigilo. Esse segundo turno está se tornando uma grande palhaçada que não vai levar a nada, Lula não fala do plano de governo, só sabe acusar Flávio Bolsonaro. Até agora não fizeram nada a respeito das denúncias da Roberta Lushinguer. Espero que domingo chegue logo e Flávio Bolsonaro saia como presidente do Brasil." (G1, 58 anos, empreendedora em serviços elétricos, RJ)

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Apoio à transparência, acompanhado de dúvidas sobre sua eficácia e motivações

Entre os antipetistas e os outsiders indecisos, a abertura dos sigilos foi considerada uma medida válida para ampliar a transparência e esclarecer suspeitas sobre os candidatos, mas despertou dúvidas quanto à sua eficácia. Parte dos participantes acreditou que eventuais irregularidades dificilmente seriam identificadas, o que alimentou a percepção de que a iniciativa serviu mais à disputa eleitoral do que ao esclarecimento dos fatos. A desconfiança em relação à classe política também apareceu como elemento comum, embora não tenha impedido o reconhecimento da importância da fiscalização.

As diferenças estiveram na intensidade do ceticismo e na avaliação dos candidatos. Entre os antipetistas, prevaleceram dúvidas sobre a utilidade da medida, acompanhadas de avaliações favoráveis às condições apresentadas por Flávio, embora também tenham surgido críticas à sua postura. Já entre os outsiders, a abertura dos sigilos foi mais frequentemente associada à possibilidade de obter informações relevantes para a decisão do voto. Nesse grupo, as suspeitas se distribuíram entre os dois candidatos, sem uma interpretação consensual sobre quem teria mais a esconder.

“Se não há nada a esconder, que ambos cumpram o que prometeram. Mas transparência tem que valer para todos, sem privilégios e sem perseguição política. A lei deve ser igual para todos🙏🏿” (G2, 34 anos, autônomo, PE)

“Bom dia, acho ótimo, precisamos de transparência pra saber onde estão investindo o dinheiro, com certeza a maioria está no bolso do Lula, já que ficou à frente do nosso país por muito tempo e com certeza desviou muito, vai ser ótimo quebrar este sigilo de ambos!” (G2, 46 anos, vendedora, GO)

“É inútil procurar aquilo que provavelmente não será encontrado. A essa altura do campeonato, quem realmente acredita que essa abertura de sigilos vai definir alguma coisa? Nem diante de provas vemos consequências. Não acredito que essa disputa seja uma demonstração de transparência. Desconfio que tanto Lula quanto Flávio tem algo a esconder. isso parece mais uma estratégia política para tentar convencer o eleitorado do que uma preocupação real em esclarecer fatos. Pra mim tudo que acontecer até a eleiçao é um verdadeiro circo. Acreditar que o Lula é honesto é pra acabar .” (G2, 36 anos, coordenadora, AM)

“Bom dia acho muito importante, quem não deve não temer, pois é muito estranho uma pessoa ter bem que vale milhões de dinheiro com um salário que não fechar a conta , precisamos saber se esse dinheiro também não é nosso , pois vamos descobrir a verdade quando abrir o sigilo bancário , e ambos ter que esclarecer de onde movimenta tanto dinheiro .” (G3, 27 anos, serviço gerais, PE)

“Acho que e importante pois saberemos qualquer sobre a conduta dele em relação as suas contas no qual ficaremos sabendo onde e o que fazem com o dinheiro do povo e suas conversas no qual pode sim ajudar a quem como eu ainda estou indecisa” (G3, 39 anos, vendedora de perfumes, RN)

“Acho muito importante! Afinal, quem não deve não teme! E realmente o Lula tem demonstrado e provado que não tem nada a temer ou a esconder. E o Flávio tem se queimado demais. Cada dia ele arruma mais e mais condições e desculpas. É vergonhoso e inaceitável a postura dele como candidato à presidência de nosso País. Vergonhoso demais !” (G3, 49 anos, vendedora, GO)

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Apoio à abertura dos sigilos e avaliação positiva da iniciativa de Lula

Entre os antibolsonaristas e os lulistas, predominou o apoio à abertura dos sigilos bancário e telefônico, considerada uma medida importante para ampliar a transparência e permitir maior fiscalização dos candidatos. A iniciativa de Lula foi avaliada positivamente e interpretada como demonstração de confiança em sua própria conduta, enquanto a postura de Flávio despertou desconfiança quanto à disposição de cumprir o acordo. Mesmo quando reconheceram o caráter estratégico da proposta, os participantes consideraram que ela contribuiu para colocar em discussão a honestidade dos candidatos e a necessidade de esclarecimento das suspeitas.

A defesa da transparência também ultrapassou a disputa eleitoral, com manifestações favoráveis à obrigatoriedade da abertura dos sigilos para todos os candidatos a cargos públicos. Entre os antibolsonaristas, destacou-se a valorização da medida como instrumento de fiscalização e prevenção da corrupção, enquanto os lulistas enfatizaram a segurança demonstrada por Lula e a resistência atribuída a Flávio. Nesse último grupo, também surgiram ressalvas sobre a possibilidade de identificar irregularidades e concluir investigações antes da eleição, sem que essas dúvidas comprometessem o apoio à iniciativa.

“Bom dia . Sou a a favor da transparência antes de ficarem se atacando e com acusações sem provas. É importante que tudo seja feito com responsabilidade. Acho pouco provável que o candidato Flávio mostre o seu já que tem um patrimônio incompatível com a sua renda.” (G4, 45 anos, vigilante, PE)

“Foi uma excelente jogada do Lula! Apesar da demora do Flávio em aceitar, trouxe mais algumas condições e o Lula aceitou sem nenhuma oposição. Acredito que o Lula está melhor visto pela população depois dessa atitude de querer abrir o sigilo, inclusive, já vi alguns vídeos que sugerem que seja obrigatório todos os políticos abrirem seus sigilos quando forem se candidatar. Achei perfeito, espero que essa ideia vá para frente nas próximas eleições.” (G4, 29 anos, assistente administrativo, DF)

“Já era para ter feito isso antes do primeiro turno! Essa atitude é a mais correta , acredito que é isso que eleitores precisam , um candidato transparente. Na verdade isso não era para ser uma escolha, ter sigilo aberto deveria ser “lei” , talvez assim iria diminuir a corrupção, a partir do momento que você se torna um candidato que serve ao país isso deveria ser algo fácil de averiguar!” (G4, 36 anos, analista financeira, RS)

“Acho que ambos devem sim abrir seus sigilos. Acho que o Lula foi muito inteligente em fazer essa proposta, dá para ver que ele não teme que encontrem nada, já o Flávio, parece estar com medo e por isso não quer aceitar.” (G5, 28 anos, operador de telemarketing, BA)

“Acho que foi uma postura muito correta. Se não tem nada a esconder, a transparência tem que ser total mesmo!! O Lula ter entregado tudo pro TSE de cara mostrou confiança de quem tá de cabeça erguida. E ele ter topado as condições depois só reforçou que não tem medo de provocação. O importante agora é que o TSE e a Justiça acompanhem tudo pra garantir que o acordo seja cumprido com lisura e sem pegadinhas...” (G5, 35 anos, pesquisadora, PR)

“Gostei muito da idéia de abrir os sigilos, pena que saiu muito tarde. Eu ainda não acredito que o Flávio vá aceitar, vai ficar enrolando e com certeza não haverá tempo hábil para investigar os dois candidatos.” (G5, 62 anos, administrador, PR)

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Considerações finais

A abertura dos sigilos bancário e telefônico encontrou apoio em diferentes grupos, mas as interpretações sobre suas motivações e possíveis resultados foram fortemente influenciadas pelas posições políticas dos participantes. Enquanto os bolsonaristas perceberam a iniciativa como uma manobra eleitoral de Lula, os antibolsonaristas e lulistas a interpretaram como demonstração de transparência, atribuindo a Flávio resistência ao cumprimento do acordo.

Entre os antipetistas e outsiders indecisos, a discussão revelou maior diversidade de opiniões. Embora reconhecessem a importância da transparência, muitos questionaram a capacidade da medida de revelar irregularidades e desconfiaram de seu uso eleitoral. Entre os outsiders, entretanto, a possibilidade de esclarecer suspeitas ganhou maior relevância como elemento para a decisão do voto.

Um aspecto importante foi a desconfiança de que Flávio efetivamente abriria seus sigilos, especialmente entre antibolsonaristas e lulistas, mas também presente entre alguns outsiders e antipetistas. As condições impostas pelo candidato foram interpretadas por esses participantes como possíveis tentativas de adiar ou evitar a divulgação dos dados, alimentando suspeitas sobre sua disposição de prestar esclarecimentos.

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MDP

O Monitor do Debate Público (MDP) é um projeto do Laboratório de Estudos da Mídia e da Esfera Pública (LEMEP), sediado no Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ (IESP-UERJ). Baseia-se no Painel de Monitoramento de Tendências (POMT), metodologia desenvolvida pela própria equipe.

O POMT permite monitorar de modo dinâmico a opinião pública e suas clivagens em torno de temas da agenda pública, preferências, valores e recepção de notícias, entre outros. Opera por meio de grupos focais contínuos no WhatsApp, com participantes selecionados e moderação profissional.

Como nos grupos focais tradicionais, o formato permite que o moderador aprofunde temas sensíveis, dificilmente acessíveis por pesquisas quantitativas ou questionários estruturados.

O caráter assíncrono, próprio da comunicação no WhatsApp, favorece respostas mais refletidas — vantagem tanto para a pesquisa social quanto para a eleitoral, já que o voto é também uma decisão que costuma exigir reflexão.

Sua continuidade temporal favorece situações deliberativas, em que cada participante é levado a elaborar suas razões em diálogo com as dos demais.

O celular é hoje o meio de comunicação mais acessível e disseminado. Por isso, participar dos grupos não exige computador nem que as pessoas interrompam suas atividades para interagir.

O MDP aplica o POMT à análise semanal do debate público brasileiro, segmentado em seis grupos de diferentes orientações ideológicas, da extrema direita à esquerda — recorte justificado por sua relevância demográfica no cenário atual.

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Equipe MDP

Carolina de Paula – Diretora geral

Doutora em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Coordenou o IESP nas Eleições, plataforma multimídia de acompanhamento das eleições de 2018. Foi consultora da UNESCO e coordenadora da área qualitativa em instituto de pesquisa de opinião e big data, atuando em campanhas eleitorais e pesquisas de mercado. Presta consultoria em desenho de pesquisa qualitativa e conduz moderações e análises de grupos focais e entrevistas em profundidade. Escreve no blog Legis-Ativo, do Estadão.

João Feres Jr. – Diretor científico

Mestre em Filosofia Política pela Unicamp e mestre e doutor em Ciência Política pela City University of New York (Graduate Center). Foi professor do antigo IUPERJ (2003–2010) e é, desde 2010, professor titular de Ciência Política do IESP-UERJ. Coordena o LEMEP, o Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA) e o Observatório do Legislativo Brasileiro (OLB).

Francieli Manginelli – Analista sênior e coordenadora de recrutamento

Cientista social, mestre em Sociologia pela UFPR e doutoranda em Sociologia no IESP-UERJ, com experiência em relações de consumo e estratégias de comunicação. Tem formação em UX Research e em gestão e monitoramento de redes sociais, mídias digitais e estratégias eleitorais. Atua em pesquisas de mercado e campanhas políticas e conduz moderações e análises de grupos focais e entrevistas em profundidade.

André Felix – Coordenador de TI

Mestre em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Tem experiência em planejamento e desenvolvimento de sistemas computacionais de pequeno e médio porte e em manutenção de servidores web, com especialização em modelagem e implementação de bancos de dados relacionais.

Vittorio Dalicani – Analista Jr.

Mestrando em Ciência Política na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pesquisador do INCT ReDem e dos grupos de pesquisa NUSP e Observatório das Elites, ambos vinculados à UFPR. Dedica-se à representação política parlamentar e à metodologia científica, com experiência no uso de inteligência artificial na pesquisa e na construção e análise de bancos de dados prosopográficos.

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INCT ReDem

O Instituto Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação Representação e Legitimidade Democrática (INCT ReDem) é um centro de pesquisa sediado no Departamento de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná (UFPR), financiado pelo CNPq e pela Fundação Araucária.

Reunindo mais de 50 pesquisadoras(es) de mais de 25 universidades no Brasil e no exterior, o ReDem investiga, a partir de três eixos de pesquisa (Comportamento Político, Instituições Políticas e Elites Políticas) as causas e consequências da crise das democracias representativas, com ênfase no Brasil.

Sua atuação combina metodologias quantitativas e qualitativas, como surveys, experimentos, grupos focais, análise de perfis biográficos e modelagem estatística, produzindo indicadores e ferramentas públicas sobre representação política, qualidade da democracia e comportamento legislativo.

O objetivo central do ReDem é gerar conhecimento científico de alto impacto e produzir recursos técnicos que auxiliem cidadãos, jornalistas, formuladores de políticas e a comunidade acadêmica a compreender, monitorar e aperfeiçoar a representação política democrática no Brasil.

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