Relatório 126

De 30/3 a 5/4/26

Temas:

  • Lula crítica fake news
  • Flavio Bolsonaro defende de monitoramento estrangeiro
  • Candidatura de Ronaldo Caiado
Realização:
Apoio:

Metodologia

O Monitor do Debate Público (MDP) acompanha, semana a semana, como diferentes segmentos do eleitorado brasileiro reagem a temas importantes da agenda pública. A análise se apoia no Painel de Monitoramento de Tendências (POMT), metodologia desenvolvida pela equipe do LEMEP (IESP-UERJ) que opera por meio de grupos focais contínuos no WhatsApp, com participantes selecionados e moderação profissional.

Para o ano eleitoral de 2026, renovamos o quadro de participantes e ampliamos de cinco para seis o número de grupos focais contínuos no WhatsApp. O antigo grupo de eleitores flutuantes deu lugar a dois grupos de indecisos — conservadores e progressistas. Na maioria das eleições, os indecisos cumprem papel decisivo: por serem mais propensos a mudar de opinião, com frequência definem o resultado.

O projeto conta com 50 participantes, distribuídos em grupos com as seguintes características:

BC – Bolsonaristas Convictos: votaram em Bolsonaro no segundo turno de 2022, pretendem votar em Flávio Bolsonaro em 2026, desaprovam o atual governo e aprovam os atos de 8 de janeiro.

BM – Bolsonaristas Moderados: votaram em Bolsonaro no segundo turno de 2022, desaprovam o atual governo e desaprovam os atos de 8 de janeiro.

IC – Indecisos Conservadores: votaram em Bolsonaro ou em branco/nulo no segundo turno de 2022, estão indecisos quanto ao voto de 2026 e se posicionam mais à direita na escala ideológica.

IP – Indecisos Progressistas: votaram em Lula ou em branco/nulo no segundo turno de 2022, estão indecisos quanto ao voto de 2026 e se posicionam mais à esquerda na escala ideológica.

LD – Lulodescontentes: votaram em Lula no segundo turno de 2022 e reprovam a atual gestão, mas ainda assim pretendem votar em Lula em 2026.

LL – Lulistas: votaram em Lula no segundo turno de 2022, pretendem votar em Lula em 2026 e aprovam a atual gestão.

Evangélicos: grupo virtual formado pela agregação das falas dos participantes evangélicos dos demais grupos, com o objetivo de captar tendências específicas desse contingente demográfico.

Todos os grupos foram compostos de modo a reproduzir, em proporções próximas às da população brasileira, variáveis como sexo, idade, cor/raça, renda, escolaridade, região de moradia e religião.

Nossa metodologia permite que os participantes respondam aos temas no momento que lhes for mais conveniente — liberdade inexistente nos grupos focais tradicionais, presos à sincronia do roteiro conduzido pelo mediador. Ao se acomodar à rotina de cada participante, o instrumento reduz a artificialidade da coleta e gera resultados mais próximos das interações reais do cotidiano.

Cabe salientar que os resultados derivam de metodologia qualitativa, voltada à análise de narrativas, argumentos e opiniões. Ainda que eventualmente quantificados, não possuem validade estatística: devem ser lidos como dado indicial.

O sigilo dos dados pessoais dos participantes é integralmente garantido. Todos consentiram previamente com a divulgação dos resultados, desde que preservado o anonimato.

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Síntese dos Principais Resultados

Na semana de 30/3 a 5/4/26, os seis grupos discutiram questões candentes do debate público. No total, foram coletadas e analisadas 154 interações, totalizando 9.785 palavras.
Bolsonaristas Convictos (BC)Bolsonaristas Moderados (BM)Indecisos Conservadores (IC)Indecisos Progressistas (IP)Lulodescontentes (LD)Lulistas (LL)Evangélicos
Lula sobre Fake NewsPredominou uma rejeição às declarações, vistas como inadequadas e incompatíveis com o cargo presidencial, além de interpretadas como tentativa de desviar a atenção de problemas mais relevantes.Apareceu uma posição ambivalente, que reconheceu a resposta como compreensível, mas criticou sua irrelevância no contexto e o desalinhamento com temas considerados prioritários.Houve aceitação parcial do conteúdo, entendendo a necessidade de esclarecer desinformação, mas com ressalvas quanto ao tom e, sobretudo, à pouca relevância do tema diante de outras demandas.Predominou uma leitura favorável, que interpretou a fala como humor e estratégia válida para lidar com fake news, ainda que com algumas preocupações pontuais sobre o excesso de informalidade.As declarações foram vistas de forma ambivalente, compreendidas como parte de uma estratégia política em contexto eleitoral, mas acompanhadas de críticas moderadas ao tom e à condução.Houve apoio praticamente integral, com a fala entendida como um desabafo legítimo e uma resposta adequada à desinformação, valorizando o tom leve e a conexão com o público.Os participantes elaboraram suas respostas de acordo com seus grupos de pertencimento.
Flávio Bolsonaro sobre eleiçõesDefenderam fortemente a fala como necessária diante de um cenário percebido de ameaça à democracia, com desconfiança nas eleições e nas instituições.Reconheceram preocupações com o sistema eleitoral, mas divergiram quanto à solução. Mesmo concordando com o diagnóstico de desconfiança, foram resistentes à interferência externa por risco à soberania.As falas indicaram incômodo com a ideia de mobilizar apoio internacional, frequentemente interpretada como ameaça à soberania nacional e associada a interesses externos, especialmente dos Estados Unidos.Rejeitaram majoritariamente a proposta, destacando incoerência e rejeição à possibilidade de intervenção externa. Interpretaram a fala como estratégia política, defendendo que questões institucionais devem ser resolvidas internamente.Predominou uma avaliação crítica das declarações, marcada por questionamento da coerência do discurso apresentado. Houve incômodo com o apelo a instâncias estrangeiras, diante da percepção de que o sistema eleitoral brasileiro é adequado.Rejeitaram de forma contundente a fala, vista como infundada e antidemocrática. Defenderam a legitimidade do sistema eleitoral e reforçaram a soberania nacional, com forte deslegitimação de Flávio Bolsonaro.Os participantes elaboraram suas respostas de acordo com seus grupos de pertencimento.
Caiado sobre anistiaHouve apoio majoritário ao candidato, baseado em alinhamento ideológico e visão positiva da anistia como correção de injustiças.O grupo rejeitou a forma esvaziada do discurso. A anistia foi tratada com cautela e percebida como estratégia eleitoral pouco consistente.Houve ceticismo geral em relação ao candidato, visto como pouco relevante e estrategicamente contraditório. A anistia foi rejeitada.O grupo rejeitou a anistia, argumentando que geraria impunidade e enfraqueceria a democracia. Muitos viram contradição no discurso antipolarização.Todos se posicionaram contra a anistia, por favorecer um lado político e gerar impunidade. O discurso foi avaliado como incoerente.Predominou uma rejeição forte e homogênea ao candidato e à anistia, vista como inaceitável diante de crimes graves.Os participantes elaboraram suas respostas de acordo com seus grupos de pertencimento.
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Pergunta 16

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou, nesta quinta-feira (26), teorias conspiratórias que circulam nas redes sociais sobre a existência de supostos "clones" seus. A declaração foi feita durante participação na Caravana Federativa, em Niterói (RJ), quando ele criticou questionamentos sobre sua condição física após a divulgação de um vídeo em que aparece se exercitando. Após assistir ao vídeo desse momento, respondam: O que vocês acham dessas declarações de Lula?
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Rejeição e crítica

Entre os bolsonaristas convictos, predominou uma leitura amplamente negativa das declarações, interpretadas como inadequadas à posição institucional ocupada. As falas tenderam a enfatizar a ideia de quebra de decoro e de postura incompatível com o cargo presidencial, associando o tom utilizado a uma perda de seriedade e respeito esperado de um chefe de Estado. A crítica não se restringiu ao conteúdo específico da fala, mas se expandiu para uma avaliação mais ampla do comportamento e da forma de comunicação, vista como desqualificada e distante do padrão esperado para a função.

Além disso, emergiu com força a interpretação de que o episódio teria sido instrumentalizado com fins eleitorais e estratégicos, especialmente como forma de desviar a atenção de temas considerados mais relevantes ou sensíveis. As declarações foram percebidas como parte de uma lógica de comunicação voltada à mobilização de apoiadores e à produção de engajamento, mais do que ao enfrentamento de questões pertinentes.

"Me digam se uma pessoa que é líder de um país, um governante de uma nação, uma pessoa pública deveria usar palavras chulas e palavrões como estes que este senhor mencionou nesta situação? De verdade ele nunca me representou e jamais poderá me representar."" (BC, 39 anos, auxiliar de vida escolar, SP)"

"A declaração do Lula é uma tentativa de desviar o foco de problemas reais do país através de deboche. O tom agressivo que ele fala para rebater questionamentos sobre sua idade e saúde, juntamente com a ironia sobre clones, é uma postura inadequada para um presidente." (BC, 29 anos, analista de sistemas, PA)

"As declarações são totalmente descabidas, chegam a ser ridículas. Mas, para arrancar aplausos em um ""comício"" antes do período permitido, está servindo bem ao interesse do governo. Material para fazer vídeos de propaganda..."" (BC, 44 anos, do lar, MT)

"Existem assuntos bem mais importantes a serem resolvidos, acredito que não é o momento para esse assunto, o mesmo está fazendo esse tipo de comentário para desviar de certos assuntos e tentar agradar certos públicos." (BC, 48 anos, do lar, SP)

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Crítica ao foco e à relevância

Entre os bolsonaristas moderados e indecisos conservadores, predominou uma leitura centrada na inadequação do foco temático das declarações. Ainda que parte dos participantes tenha reconhecido a legitimidade de responder a conteúdos desinformativos, a principal crítica recaiu sobre a escolha do assunto em um contexto considerado impróprio. As falas indicaram que o episódio foi percebido como secundário diante de problemas mais urgentes, reforçando a sensação de desalinhamento entre a agenda presidencial e as prioridades da população.

Houve variação da aceitação: enquanto alguns demonstraram maior compreensão, tratando a fala como esperada ou até justificável, outros expressaram incômodo com o estilo considerado inadequado ao cargo, ainda que sem chegar a uma rejeição categórica.

"Acho uma resposta normal diante da situação. Ao mesmo tempo, não sei se esse tipo de tema é o mais adequado para ser abordado em um evento como uma caravana. Talvez o foco pudesse estar em assuntos mais relevantes para o povo." (BM, 41 anos, turismólogo, PE)

"Não achei nada de anormal na resposta dele, porém teriam coisas mais importantes pra ele mencionar nesse evento né ? Ele dá palco pra essas loucuras com coisas mais importantes pra se preocupar..." (BM, 29 anos, advogada, SP)

"Por favor né, com tantos problemas ele quer falar disso? Eu não estava sabendo sinceramente, com tantas coisas mais importantes que estão acontecendo." (IC, 29 anos, professor, RJ)

"Achei um pouco pesado nas palavras. Tudo bem que é o jeito dele , mas no cargo dele. Falar assim , não cai muito bem. Fora que hoje tudo é para ganhar mídia , IA também, meme. Então acho que não era relevante ele perder tempo com isso" (IC, 46 anos, vendedora, RS)

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Aceitação da estratégia comunicacional

Entre os indecisos progressistas, lulodescontentes e lulistas, houve convergência na compreensão de que a fala do presidente se insere em uma estratégia de comunicação voltada ao enfrentamento da desinformação. Predominou a leitura de que, diante da circulação de teorias consideradas absurdas, o uso de humor, ironia ou mesmo um tom mais direto seria uma forma legítima de resposta. A ideia de que fake news e conteúdos distorcidos exigem algum tipo de reação pública apareceu como ponto comum entre os grupos, ainda que com diferentes níveis de entusiasmo em relação à forma adotada.

As variações internas se manifestaram principalmente no grau de apoio e nas expectativas quanto à postura presidencial. Entre os lulistas, houve apoio direto e praticamente sem ressalvas, com valorização do tom descontraído como forma eficaz de comunicação. Já entre os indecisos progressistas, a aceitação foi majoritária, mas acompanhada de preocupações pontuais com a manutenção da seriedade institucional. Por fim, entre os lulodescontentes, destacou-se uma leitura mais estratégica e contextual, que reconheceu a lógica política da fala — especialmente em um ambiente eleitoral —, mas trouxe críticas moderadas ao tom e à necessidade de maior sobriedade.

"kkkk isso aí pra mim já entra no nível internet viajando forte. Essas teorias de clone são bem sem noção, papo de rede social que foge total da realidade. Lula fez certo em fazer piada com a situação mesmo. Acho que isso mostra como o debate público tá meio perdido, sai de discussão séria pra umas teorias nada a ver. Pra mim não tem muito o que analisar não, é só barulho de internet msm" (IP, 32 anos, técnico em logística, SP)

"Eu acho que o presidente fez chacota com os delírios que surgiram há um tempo atrás, do qual pessoas da extrema direita afirmavam que o presidente Lula havia morrido, e estava sendo substituído por um clone. Não sei se recentemente surgiram novamente esses boatos, que, alguns acreditam fielmente, mas, não vejo nada demais no vídeo, e inclusive, esse tipo de delírio só tem como combater com piada mesmo, porque é cada fake News, cada crença louca." (IP, 18 anos, autônoma, SP)

"Assim como ratinho, e como a direita contra a a "criminalização da misoginia", foi um discurso totalmente político para sua base, estamos em ano de eleição, vejo um Lulismo mais frágil que nos anos anteriores. E esse tipo de discurso busca manter a conexão ativa com a base política." (LD, 48 anos, servidor público, PA)

"Como estamos em ano eleitoral e o presidente Lula está próximo dos 80 anos tentam disseminar uma ideia de que ele está sendo substituído por clones ou que não teria capacidades físicas para continuar com saúde para governar o país. Assim, penso que essas declarações servem para contrapor esse discurso de invalidez, incapacidade e/ou velhice, ao mesmo tempo que o mantém alinhado com seus eleitores e simpatizantes, considerando a proximidade da campanha eleitoral." (LD, 29 anos, professora, RJ)

"Creio que essa declaração é uma tentativa do presidente em se mostrar antenado as redes sociais, bem como mandar um recado para os seus concorrente, informado que ele ainda tem saúde e vitalidade para disputar mais uma eleição e exercer mais 4 anos de presidência" (LL, 28 anos, vendedora, PA)

"Foi uma forma descontraída de responder as pessoas que propagam fake News sobre ele nas mídias. Acho que ele tem que fazer isso mesmo com todas as notícias mentirosas que espalham dele e do seu governo." (LL, 25 anos, diretor, BA)

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Pergunta 17

O pré-candidato à presidência, Pré-candidato à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu neste sábado 28 que governos e instituições estrangeiras “monitorem a liberdade de expressão” no Brasil e façam pressão diplomática para garantir o que chamou de “eleições livres e e justas.” A declaração ocorreu durante discurso na Conferência de Ação Política Conservadora, a CPAC, no Texas. Assistam o vídeo com o trecho da fala e respondam: O que vocês acham dessas declarações de Flávio Bolsonaro?
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Apoio direto e consistente

Entre os bolsonaristas convictos, predominou uma leitura fortemente alinhada e favorável às declarações de Flávio Bolsonaro, interpretadas como legítimas e necessárias diante de um cenário percebido como ameaçador à democracia. As falas indicaram a presença de uma visão estruturada de desconfiança em relação às instituições nacionais, especialmente no que diz respeito ao processo eleitoral e à garantia da liberdade de expressão. Houve a construção de uma narrativa em que o país estaria inserido em um contexto mais amplo de disputa ideológica, no qual forças de esquerda atuariam de forma coordenada para se manter no poder, o que justificaria a necessidade de ações mais contundentes, inclusive com apoio externo.

Nesse sentido, a defesa da internacionalização do debate foi amplamente aceita, sendo vista não como uma violação da soberania, mas como um recurso legítimo diante da percepção de fechamento dos canais institucionais internos. A ideia de fraude eleitoral e de perseguição política apareceu como pano de fundo recorrente, sustentando a crença de que mecanismos atuais não seriam suficientes para garantir eleições justas.

"Ele sabe o que aconteceu, está acontecendo e continuará a acontecer se não houver pressão pela liberdade de expressão, pelas eleições com voto impresso, já que aparentemente as urnas eletrônicas serão mais difíceis de serem retiradas para voltarmos ao voto em cédula. Acredito que diante da estrutura montada e em funcionamento para perpetuar a esquerda no poder, precisamos de toda ajuda possível. O plano de domínio pela esquerda está em andamento no Brasil e em vários outros países na América do Sul e pelo resto do mundo. E o relógio está correndo. Ou brecamos o andamento do plano de destruição pela esquerda agora ou dificilmente haverá volta."" (BC, 44 anos, do lar, MT)

"As falas foram bem claras expressão pela liberdade e fala nas eleições logo logo vamos ter retorno dessas falas na urnas." (BC, 29 anos, desenvolvedor web, SP)

"Eu concordo com ele plenamente. Foi um discurso muito lindo. Ele somente falou verdades. De fato, se não tivermos na próxima eleição votos impresso e contagem pública estaremos perdidos mais uma vez. Precisamos chamar a atenção do mundo, precisamos sim de fiscalização internacional na liberdade de expressão, somente assim, podemos ter um mínimo de esperança."" (BC, 39 anos, auxiliar de vida escolar, SP)

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Apoio com ressalvas

Entre os bolsonaristas moderados e parte dos indecisos conservadores, predominou uma posição intermediária, marcada por concordância parcial com o diagnóstico, mas resistência à solução proposta. As falas indicaram que, embora exista desconfiança em relação ao sistema eleitoral e preocupação com a liberdade de expressão, isso não foi suficiente para justificar a abertura a uma possível atuação de agentes externos. Esses dois grupos demonstraram maior disposição para ponderar riscos e consequências, evitando aderir automaticamente ao discurso mais alarmista.

Nesse sentido, destacou-se a valorização da soberania nacional como um limite importante, ainda que não absoluto, para qualquer tipo de intervenção. A proposta de monitoramento internacional foi vista como potencialmente problemática, capaz de abrir precedentes indesejados e fragilizar a autonomia institucional do país. Assim, o grupo se posicionou de forma cautelosa, defendendo, em geral, que eventuais ajustes ou garantias adicionais no processo eleitoral devem ser conduzidos internamente, sem dependência de pressões externas.

"Eu entendo o posicionamento dele, mais acaba ficando complicado o envolvimento de outros países nisso, o Brasil precisa resolver seus próprios problemas, não acho que é uma ideia boa repassar a responsabilidade dessa forma, se isso vira uma regra imagina como seria ? Então é complicado demais" (BM, 29 anos, advogada, SP)

"""Não acho certo. Na minha opinião cada país deve cuidar das suas eleições... Se aceitamos isso pode abrir precedentes para os outros países se acharem no direito de se envolver em outras questões nossas.""" (BM, 42 anos, gerente de vendas, MG)

"A fala dele é militar, quer impor, fala do pai como se a gente não tivesse o direito de viver em uma democracia. Se pensão tanto igual ao Tramp, porque na pega sua tropa e se mudam pra lá. A brecha que ele quer abrir no nosso país , é exatamente o que Tramp precisa pra gente virar os bonecos de marionete." (IC, 37 anos, professor, RJ)

"Pra mim esta certo, o BRASIL esta perdendo cada vez mais a liberdade de expressão, eu não estou do lado de partidos eu estou defendendo nossos direitos que todos deveríamos ter porem cada vez estamos perdendo cada vez mais nosso direito, o povo brasileiro esta sendo calado." (IC, 29 anos, professor, RJ)

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Defesa da soberania nacional

Os indecisos progressistas, lulodescontentes e lulistas, apresentaram convergência clara na rejeição à proposta, ainda que com variações no tom e na intensidade das críticas. As falas indicaram que a ideia de recorrer a instâncias estrangeiras foi amplamente percebida como inadequada e desnecessária, especialmente diante da avaliação de que o Brasil já dispõe de mecanismos institucionais capazes de assegurar eleições livres e liberdade de expressão. Nesses grupos, a proposta foi frequentemente associada a uma leitura distorcida da realidade ou a uma estratégia política de mobilização.

Além disso, houve forte ênfase na defesa da soberania nacional e na crítica à internacionalização de conflitos internos. Enquanto segmentos mais moderados expressaram ceticismo e questionaram a coerência da fala, outros adotaram um tom mais contundente, com deslegitimação direta de Flávio Bolsonaro e de suas intenções.

"Vi bem por cima isso aí. Pa mim é meio contraditório. o cara pedir pra outros países monitorarem o Brasil em nome de liberdade soa meio estranho, pq ao mesmo tempo bate na tecla de soberania quando convém, sabe? Parece mais discurso político pra base do que algo coerente de fato. Pq liberdade de expressão e eleição justa tem que ser garantida aqui dentro, não depender de pressão de fora" (IP, 32 anos, técnico em logística, SP)

"Achei muito apelativo toda essa fala dele, mais para se vitimizar dessa situação. Não precisava ir pra fora fazer discurso desse calibre. Agora tudo é desculpa pra ir chorar as dores pro Trump." (IP, 28 anos, vendedora, AL)

"Ué, agora precisa chamar fiscalização internacional pra cuidar do Brasil? 😅 liberdade de expressão virou pauta só quando convém, pelo visto. Acredito eu, que isso aí tá com cara de discurso pronto pra ganhar apoio" (LD, 40 anos, turismóloga, SP)

"Eu acho que é um bolsonaro sendo um bolsonaro, não esperaria nada diferente dele, uma atitude rasa de um pessoa tosca e rasa. Eles são entreguistas e não entendem o conceito de soberania de um país," (LL, 27 anos, operador de telemarketing, BA)

"Bom dia,como pode um homem desse querer comandar o Brasil um homem sem carácter,um ogro,uma pessoa sem escrúpulos. Chega dar até nojo de ouvir tais coisas." (LL, 61 anos, administrador, PR)

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Pergunta 18

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, confirmou a sua pré-candidatura à Presidência da República pelo Partido Social Democrático (PSD). Assistam o vídeo com o trecho da fala e respondam: O que vocês acham desse pré-candidato e do projeto de anistia ampla e irrestrita por ele prometido?
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Apoio à candidatura com adesão à anistia

As falas dos bolsonaristas convictos revelaram uma disposição majoritariamente favorável à pré-candidatura de Ronaldo Caiado. Observou-se que o apoio esteve ancorado principalmente na valorização de atributos como experiência administrativa, associação com pautas de segurança pública, combate ao crime organizado e alinhamento com o setor agropecuário. A proposta de anistia ampla foi, em geral, percebida como legítima ou necessária, sendo interpretada como uma correção de supostas injustiças e desproporcionalidades do sistema penal. Esse posicionamento indicou uma leitura crítica das instituições judiciais e uma percepção de seletividade nas punições, o que reforçou a adesão ao discurso do pré-candidato dentro desse segmento.

"O projeto de anistia citada por ele pode benéfica em alguns pontos, muitas pessoas foram punidas de formas exageradas e com punição muito ligada ao lado político dos acusados, cidadãos comuns tiveram penas bem maiores que muitos crimes extremamente mais graves. Até o momento as propostas desse candidato são bem interessantes, visto que o mesmo já citou fortificar o combate ao crime organizado, apoio ao agro e melhor controle de gastos." (BC, 48 anos, do lar, SP)

"Ele falou o que a maioria dos brasileiros queria ouvir. Se ele realmente trabalhar para diminuir ou até desfazer a polarização e da anistia, já será um grande passo para a unificação e recuperação da economia do nosso País." (BC, 44 anos, do lar, MT)

"Caiado será uma das minhas opções de voto, caso eu resolva ir votar e não justificar, uma pena que ele não será eleito, isso nós ja sabemos." (BC, 47 anos, administradora, BA)

"Eu gosto dele, ele é Governador de Goiás, já fez e está fazendo muito pelo Estado e acho ele um bom candidato, ele é muito bom, ele seria bom presidente do Brasil, mas infelizmente os brasileiros preferem votar sempre nos mesmos candidatos ao invés de dar oportunidade a outros." (BC, 39 anos, auxiliar de vida escolar, SP)

"Acho a pré-candidatura do Ronaldo Caiado uma opção interessante, principalmente pela experiência dele. A gestão dele aqui em Goiás é bem vista na segurança e na economia. E essa ideia de anistia ampla pode ser um caminho para melhor o país, por isso ele traz debates importantes para as próximas eleições." (BC, 29 anos, analista de sistemas, PA)

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Apoio condicionado

As falas dos bolsonaristas moderados indicaram uma recepção predominantemente crítica à pré-candidatura de Ronaldo Caiado, especialmente no que diz respeito à forma como o discurso foi construído. Observou-se forte rejeição à comparação histórica mobilizada pelo candidato, percebida como inadequada ou descontextualizada, além de uma leitura recorrente de que a proposta de anistia teria caráter mais estratégico do que programático. A anistia ampla e irrestrita apareceu como um ponto sensível, sendo vista como tema complexo que não poderia ser tratado de maneira generalizante, sobretudo por envolver decisões judiciais ainda em curso e diferentes níveis de responsabilidade entre os envolvidos.

Ao mesmo tempo, ainda que houvesse alguma abertura para a candidatura no campo conservador, o apoio mostrou-se condicionado e pouco entusiasmado. Predominou a percepção de que o discurso apresentava traços de oportunismo eleitoral, com promessas consideradas difíceis de implementar e pouco ancoradas em soluções concretas.

"Bom dia a todos! Um absurdo ele querer comparar o que JK fez na época, com o Brasil atual, o cenário era totalmente diferente." (BM, 72 anos, pensionista, RJ)

"Pra mim, o Ronaldo Caiado tá mais usando isso como estratégia pra chamar atenção, ainda mais falando de anistia, que muita gente nem entende bem... Parece mais discurso político do que algo sólido." (BM, 29 anos, advogada, SP)

"Acho que anistia ampla e irrestrita precisa ser tratada com cautela. Não dá pra generalizar situações diferentes nem ignorar a responsabilidade pelos atos." (BM, 41 anos, turismólogo, PE)

"Esse fala retrata um certo oportunismo eleitoral. Ele fala que é a solução para acabar a polarização e que ele é capaz disso. Mas ele sabe que não será tão fácil assim, existem muitas barreiras. Então acho que é puro discurso eleitoreiro." (BM, 30 anos, assistente de TI, ES )

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Rejeição à candidatura e à anistia

Entre os indecisos conservadores, indecisos progressistas, lulistas e lulodescontentes houve forte convergência em torno da viabilidade, legitimidade e dos efeitos institucionais da proposta. De maneira geral, a anistia ampla e irrestrita foi percebida como incompatível com o funcionamento do sistema democrático, seja por desconsiderar o papel dos demais poderes, seja por sinalizar tolerância à impunidade em casos considerados graves. Esse posicionamento foi acompanhado por uma defesa consistente da responsabilização jurídica e por uma leitura de que medidas dessa natureza poderiam fragilizar normas democráticas e incentivar novos episódios de desrespeito à ordem institucional.

Além disso, os grupos compartilharam uma avaliação crítica sobre a coerência do discurso do candidato, especialmente na tentativa de se posicionar como alternativa à polarização ao mesmo tempo em que mobiliza uma pauta vista como altamente divisiva. Predominou a percepção de oportunismo eleitoral, com a proposta sendo interpretada como estratégia direcionada a públicos específicos, em vez de uma solução consistente para os problemas do país. Mesmo entre segmentos menos alinhados à esquerda, como os indecisos conservadores, a rejeição não se deu por divergência ideológica, mas por desconfiança quanto à execução, relevância e credibilidade da candidatura, o que reforça o caráter transversal dessa posição crítica.

"Sem condições de levar a sério esse cara que tenta levantar a bandeira antipolarização e vem com um discurso desse de centavos.." (IC, 25 anos, auxiliar administrativa, SP)

"Eu assisti um pouco mais que esse corte, e já sei em quem não votar, nunca tinha ouvido falar de Ronaldo Caiado, não estava perdendo nada né. Anistia ampla, ele sabe bem o público alvo que quer atingir né. Tá prometendo coisa que nem sabe..." (IC, 24 anos, advogada, RO)

"O discurso dele é um tanto contraditório, pois ele fala que não faz parte da polarização, porém, diz que a primeira coisa que fará, é anistia ampla, ou seja, perdoaria todos os crimes que um lado político cometeu, como isso ajudaria a despolarizar?" (IP, 18 anos, autônoma, SP)

"Usar da anistia dessa forma, tão forte e depois do crime grave que houve, não é uma boa forma de começar a ser presidente." (IP, 37 anos, auxiliar de creche, RJ)

"Eu não concordo com a fala do candidato sobre a polarização e anistia, pois em comparação ao passado temos outro cenário na política hoje em dia, liberar anistia geral e ampliar vai fazer com que várias situações se torne impune em nosso país." (LL, 56 anos, assessora administrativa, RJ)

"Acho ridículo, ter como um projeto anistia para golpista e traidor da pátria. Existem tantas coisas para serem tratadas no Brasil e um pré candidato vem com essa. Que absurdo!!!! Anistia pra criminosos que queriam dar golpe no Brasil!!!!!" (LL, 43 anos, autônomo, MT)

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Considerações finais

As reações ao vídeo de Lula seguiram, em grande parte, o que já era esperado para cada grupo. Entre os bolsonaristas convictos, predominou uma rejeição direta, com pouca abertura para relativizações, baseada na ideia de que o comportamento foi inadequado para um presidente e de que houve desvio de foco de temas mais importantes. Já entre bolsonaristas moderados e indecisos conservadores, a crítica também apareceu, mas de forma mais prática: o problema não foi tanto o fato de ele responder, e sim o tema escolhido e o momento. Esse grupo demonstrou mais flexibilidade, mas com um incômodo claro em relação às prioridades e ao tom da fala.

Por outro lado, entre indecisos progressistas, lulodescontentes e lulistas, houve maior tendência de aceitar a fala como parte de uma estratégia para lidar com fake news. Os lulistas apoiaram de forma mais intensa, valorizando o tom leve e descontraído. Os indecisos progressistas, em geral, concordaram com a abordagem, mas com ressalvas sobre a necessidade de mais seriedade. Já os lulodescontentes adotaram uma posição mais equilibrada, reconhecendo o contexto político da fala, mas ainda assim fazendo críticas ao estilo. No conjunto, o que mais diferencia os grupos não é apenas concordar ou discordar, mas o que cada um considera relevante: uns focam na postura e no papel do presidente, outros na importância do tema, e outros na eficácia da comunicação diante das fake news.

Na segunda questão, as respostas foram elaboradas a partir do nível de confiança nas instituições. Entre os mais alinhados ao bolsonarismo, principalmente os convictos, a fala foi vista como legítima e necessária, dentro de uma leitura de que há problemas sérios na democracia brasileira. Nesse grupo, apareceu com força a desconfiança nas eleições e nas instituições, além da ideia de que seria válido buscar apoio fora do país para garantir mais segurança no processo. Já entre os moderados e parte dos indecisos conservadores, embora exista preocupação com o sistema eleitoral, houve mais cautela. Eles até compartilham parte do diagnóstico, mas não aderem completamente à solução, sobretudo por enxergarem riscos à soberania nacional.

Entre indecisos progressistas, lulodescontentes e lulistas, houve uma rejeição bastante clara à proposta. Esses grupos, mesmo com diferenças de tom, convergiram na ideia de que não faz sentido trazer atores externos para um tema que deve ser resolvido internamente. Também apareceu a leitura de que a fala tem mais caráter estratégico do que uma preocupação real com a democracia. Esse tema se distribuiu de modo bastante desfavorável a Flávio Bolsonaro, particularmente pelo tom subserviente de sua fala, que incomoda inclusive bolsonaristas moderados e indecisos conservadores.

A última questão trouxe para o debate muito mais a pauta da anistia do que a força do pré-candidato, Ronaldo Caiado. Enquanto os bolsonaristas convictos interpretaram – e reagiram positivamente – à anistia como correção de excessos e instrumento de pacificação, a maioria dos demais grupos a percebeu como risco de impunidade e fragilização das regras democráticas, especialmente à luz dos Ataques de 8 de janeiro de 2023. Nesses grupos, a reação caminhou em sentido oposto: predominou a ideia de que a proposta é ampla demais, pouco responsável e potencialmente perigosa. Mesmo entre segmentos que não se colocam diretamente no campo da esquerda — como os indecisos conservadores — houve resistência, com argumentos que evidenciaram preocupação com limites institucionais, coerência política e cumprimento de regras. Ou seja, a tese da anistia tem baixa transversalidade, pois mobiliza somente quem já concorda de antemão, mas encontra barreiras relevantes fora desse núcleo.

As falas dos bolsonaristas convictos indicaram apoio relevante à pré-candidatura de Ronaldo Caiado, ancorados em pautas como segurança, agro e na defesa da anistia como correção de injustiças. Chama atenção que esse apoio pareceu, em alguns momentos, até mais intenso do que em relação a outras lideranças do mesmo campo, o que sugere a necessidade de novas investigações para entender se se trata de uma adesão pontual ao discurso ou de um possível deslocamento eleitoral mais consistente, fato que sinalizaria problemas para o pré-candidato Flavio Bolsonaro consolidar-se na posição de campeão da direita.

Por fim, a análise sugere que os segmentos intermediários — bolsonaristas moderados, indecisos conservadores e, em menor medida, indecisos progressistas — configuram um espaço mais sensível à disputa narrativa. Nesses grupos, o posicionamento muda conforme o momento, o tom da fala e a importância do tema. Inclusive, dois temas demonstraram posicionamentos claros desses grupos: não são favoráveis à intervenção externa e nem à anistia. Trata-se, portanto, de um segmento potencialmente mais permeável à disputa eleitoral, pois sua posição esteve menos ligada a uma identidade política fixa e mais à avaliação de desempenho e expectativa de futuro.

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Distribuição da Participação

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MDP

O Monitor do Debate Público (MDP) é um projeto do Laboratório de Estudos da Mídia e da Esfera Pública (LEMEP), sediado no Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ (IESP-UERJ). Baseia-se no Painel de Monitoramento de Tendências (POMT), metodologia desenvolvida pela própria equipe.

O POMT permite monitorar de modo dinâmico a opinião pública e suas clivagens em torno de temas da agenda pública, preferências, valores e recepção de notícias, entre outros. Opera por meio de grupos focais contínuos no WhatsApp, com participantes selecionados e moderação profissional.

Como nos grupos focais tradicionais, o formato permite que o moderador aprofunde temas sensíveis, dificilmente acessíveis por pesquisas quantitativas ou questionários estruturados.

O caráter assíncrono, próprio da comunicação no WhatsApp, favorece respostas mais refletidas — vantagem tanto para a pesquisa social quanto para a eleitoral, já que o voto é também uma decisão que costuma exigir reflexão.

Sua continuidade temporal favorece situações deliberativas, em que cada participante é levado a elaborar suas razões em diálogo com as dos demais.

O celular é hoje o meio de comunicação mais acessível e disseminado. Por isso, participar dos grupos não exige computador nem que as pessoas interrompam suas atividades para interagir.

O MDP aplica o POMT à análise semanal do debate público brasileiro, segmentado em seis grupos de diferentes orientações ideológicas, da extrema direita à esquerda — recorte justificado por sua relevância demográfica no cenário atual.

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Equipe MDP

Carolina de Paula – Diretora geral

Doutora em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Coordenou o IESP nas Eleições, plataforma multimídia de acompanhamento das eleições de 2018. Foi consultora da UNESCO e coordenadora da área qualitativa em instituto de pesquisa de opinião e big data, atuando em campanhas eleitorais e pesquisas de mercado. Presta consultoria em desenho de pesquisa qualitativa e conduz moderações e análises de grupos focais e entrevistas em profundidade. Escreve no blog Legis-Ativo, do Estadão.

João Feres Jr. – Diretor científico

Mestre em Filosofia Política pela Unicamp e mestre e doutor em Ciência Política pela City University of New York (Graduate Center). Foi professor do antigo IUPERJ (2003–2010) e é, desde 2010, professor titular de Ciência Política do IESP-UERJ. Coordena o LEMEP, o Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA) e o Observatório do Legislativo Brasileiro (OLB).

Francieli Manginelli – Analista sênior e coordenadora de recrutamento

Cientista social, mestre em Sociologia pela UFPR e doutoranda em Sociologia no IESP-UERJ, com experiência em relações de consumo e estratégias de comunicação. Tem formação em UX Research e em gestão e monitoramento de redes sociais, mídias digitais e estratégias eleitorais. Atua em pesquisas de mercado e campanhas políticas e conduz moderações e análises de grupos focais e entrevistas em profundidade.

André Felix – Coordenador de TI

Mestre em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Tem experiência em planejamento e desenvolvimento de sistemas computacionais de pequeno e médio porte e em manutenção de servidores web, com especialização em modelagem e implementação de bancos de dados relacionais.

Vittorio Dalicani – Analista Jr.

Mestrando em Ciência Política na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pesquisador do INCT ReDem e dos grupos de pesquisa NUSP e Observatório das Elites, ambos vinculados à UFPR. Dedica-se à representação política parlamentar e à metodologia científica, com experiência no uso de inteligência artificial na pesquisa e na construção e análise de bancos de dados prosopográficos.

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INCT ReDem

O Instituto Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação Representação e Legitimidade Democrática (INCT ReDem) é um centro de pesquisa sediado no Departamento de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná (UFPR), financiado pelo CNPq e pela Fundação Araucária.

Reunindo mais de 50 pesquisadoras(es) de mais de 25 universidades no Brasil e no exterior, o ReDem investiga, a partir de três eixos de pesquisa (Comportamento Político, Instituições Políticas e Elites Políticas) as causas e consequências da crise das democracias representativas, com ênfase no Brasil.

Sua atuação combina metodologias quantitativas e qualitativas, como surveys, experimentos, grupos focais, análise de perfis biográficos e modelagem estatística, produzindo indicadores e ferramentas públicas sobre representação política, qualidade da democracia e comportamento legislativo.

O objetivo central do ReDem é gerar conhecimento científico de alto impacto e produzir recursos técnicos que auxiliem cidadãos, jornalistas, formuladores de políticas e a comunidade acadêmica a compreender, monitorar e aperfeiçoar a representação política democrática no Brasil.

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