Para o ano eleitoral de 2026, renovamos todos os participantes e aumentamos o número de grupos focais contínuos no WhatsApp de 5 para 6. Substituímos o antigo grupo de flutuantes por dois grupos de indecisos: conversadores e progressistas. Na maioria das eleições os indecisos desempenham um papel fundamental, pois têm maior probabilidade de mudar de opinião, decidindo assim o resultado.
O projeto conta com um total de 50 participantes, divididos em grupos com as seguintes características específicas:
BC – Bolsonaristas Convictos: votaram em Bolsonaro no segundo turno de 2022, pretendem votar em Flávio Bolsonaro em 2026, desaprovam o atual governo e aprovam os atos de 8/1.
BM – Bolsonaristas Moderados: votaram em Bolsonaro no segundo turno de 2022, desaprovam o atual governo e desaprovam os atos de 8/1.
IC – Indecisos Conservadores: votaram em Bolsonaro ou branco/nulo no segundo turno de 2022, estão indecisos quanto ao voto de 2026 e se posicionam mais à direita na escala ideológica.
IP – Indecisos Progressistas: votaram em Lula ou branco/nulo no segundo turno de 2022, estão indecisos quanto ao voto de 2026 e se posicionam mais à esquerda na escala ideológica.
LD – Lulodescontentes: votaram em Lula no segundo turno de 2022, reprovam a atual gestão, mas ainda assim pretendem votar em Lula em 2026.
LL – Lulistas: votaram em Lula no segundo turno de 2022, pretendem votar em Lula em 2026 e aprovam a atual gestão.
Evangélicos: grupo virtual formado pela agregação das falas dos participantes evangélicos dos demais grupos, com o objetivo de capturar tendências específicas desse contingente demográfico.
Todos os grupos foram montados de modo a combinar variáveis como sexo, idade, etnia, renda, escolaridade, região de moradia e religião em proporções similares às da população brasileira.
Nossa metodologia permite que os participantes respondam aos temas colocados no tempo que lhes for mais conveniente, liberdade essa inexistente nos grupos focais tradicionais, que são presos à sincronia do roteiro de temas e questões colocados pelo mediador. O instrumento de pesquisa, assim, se acomoda às circunstâncias e comodidades da vida de cada um, reduz a artificialidade do processo de coleta de dados e, portanto, gera resultados mais próximos das interações reais que os participantes têm no seu cotidiano.
É importante salientar que os resultados apresentados são provenientes de metodologia qualitativa, que tem por objetivo avaliar narrativas, argumentos e opiniões. Mesmo quando quantificados, tais resultados não devem ser entendidos como dotados de validade estatística, mas como dado indicial.
O sigilo dos dados pessoais dos participantes é total e garantido, assim como sua anuência prévia com a divulgação dos resultados da pesquisa, desde que respeitado esse anonimato.
Na semana de 11 a 17/5/26, os seis grupos discutiram questões candentes do debate público. No total, foram coletadas e analisadas 164 interações, totalizando 8.188 palavras.
| Bolsonaristas Convictos (BC) | Bolsonaristas Moderados (BM) | Indecisos Conservadores (IC) | Indecisos Progressistas (IP) | Lulodescontentes (LD) | Lulistas (LL) | Evangélicos | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Universidades Públicas | As universidades públicas foram vistas simultaneamente como espaços de oportunidade, ascensão social e ensino de qualidade, mas também como ambientes marcados por politização e doutrinação ideológica. | Predominou uma percepção ambivalente: reconhecimento da qualidade, da importância científica e das oportunidades geradas pelas universidades, combinado a críticas fortes sobre politização, influência ideológica e perda de foco acadêmico. | As universidades públicas foram percebidas principalmente como instrumentos de mobilidade social, pesquisa e formação qualificada, embora acompanhadas de preocupações recorrentes com precarização. | Predominou uma visão positiva das universidades como espaços de inclusão, oportunidade, convivência e transformação social. As críticas concentraram-se sobretudo no sucateamento. | As universidades públicas apareceram como símbolos de conhecimento, excelência acadêmica e desenvolvimento social, associadas à formação humana, à pesquisa e à ampliação de oportunidades para diferentes grupos sociais. | Predominou uma defesa das universidades públicas como pilares da ciência, da inovação e da mobilidade social, acompanhada de forte preocupação com cortes de verba e desvalorização da educação pública superior. | Os participantes elaboraram suas respostas de acordo com seus grupos de pertencimento. |
| Detergente Ypê | Predominou a percepção de que a decisão da Anvisa representou perseguição política contra uma empresa associada a Jair Bolsonaro. As reações dos apoiadores foram legitimadas como forma de resistência simbólica diante de instituições vistas como politizadas e sem credibilidade. | A maioria interpretou o caso como possível perseguição política e demonstrou desconfiança em relação à Anvisa e às instituições públicas. Uma pequena ala mais moderada criticou os exageros das reações nas redes sociais. | Predominou a rejeição à politização do caso e às reações consideradas fanáticas dos apoiadores de Bolsonaro. O grupo reconheceu a legitimidade da Anvisa, embora tenha cobrado transparência na comunicação. | O caso foi interpretado principalmente como uma questão sanitária e técnica, sem motivação política. Houve forte crítica à polarização e às manifestações performáticas nas redes sociais, vistas como irresponsáveis e perigosas. | Predominou a defesa da atuação técnica da Anvisa e a percepção de que a polarização política tem levado à desconfiança exagerada das instituições. As reações bolsonaristas foram vistas como desproporcionais, embora alguns reconhecessem o direito ao questionamento responsável. | O grupo defendeu fortemente a legitimidade técnica da Anvisa e rejeitou completamente a ideia de perseguição política. As reações dos apoiadores de Bolsonaro foram percebidas como irracionais, negacionistas e expressão extrema da radicalização política. | Os participantes elaboraram suas respostas de acordo com seus grupos de pertencimento. |
| Banco Master e Flávio Bolsonaro | Predominou a defesa de que o episódio foi amplificado politicamente pela imprensa e adversários, sem comprovação clara de ilegalidade. Houve defesa da candidatura e da legitimidade do patrocínio privado, embora parte do grupo tenha cobrado transparência e prestação de contas de Flávio Bolsonaro. | O grupo reconheceu desgaste concreto na imagem e na credibilidade de Flávio Bolsonaro, sobretudo pelas contradições nas versões apresentadas. Ao mesmo tempo, parte dos participantes mostraram-se dispostos a relativizar o caso em nome da necessidade de preservação da unidade da direita contra a esquerda. | Predominou forte desconfiança em relação às explicações apresentadas, com percepção de inconsistências, desgaste político e rejeição ao nome de Flávio Bolsonaro. Também apareceu um ceticismo generalizado em relação à política e aos próprios políticos. | O caso foi interpretado como confirmação de percepções já negativas sobre Flávio Bolsonaro e a família Bolsonaro, reforçando críticas sobre corrupção, contradição e extremismo. Houve também forte rejeição ao filme, visto como propaganda política desnecessária. | Apareceu de forma recorrente a avaliação de que a família Bolsonaro já carregaria um histórico suficientemente negativo e que mais essa denúncia não seria “surpresa”. Muitos participantes acreditaram que, apesar do desgaste público e da ampliação das críticas, Flávio Bolsonaro dificilmente abandonaria a candidatura e continuaria contando com apoio relevante dentro de sua base eleitoral. | Predominou rejeição total à candidatura e à imagem de Flávio Bolsonaro, com o escândalo sendo visto apenas como confirmação de avaliações já consolidadas sobre corrupção e inadequação política. Também apareceu a percepção de que sua base eleitoral permanecerá fiel apesar das denúncias. | Os participantes elaboraram suas respostas de acordo com seus grupos de pertencimento. |
Entre bolsonaristas convictos e bolsonaristas moderados, as universidades públicas foram frequentemente associadas a um ambiente considerado excessivamente politizado e ideologicamente homogêneo. Nesses grupos, predominou a percepção de que as instituições de ensino superior teriam se afastado parcialmente de sua função principal de ensino, pesquisa e formação técnica para assumir um papel mais voltado à militância política e à reprodução de determinadas visões ideológicas. As críticas apareceram direcionadas tanto ao corpo docente quanto ao ambiente universitário de maneira mais ampla, entendido como pouco receptivo à pluralidade de opiniões e excessivamente alinhado à esquerda política. Em alguns casos, essa percepção foi acompanhada da ideia de que conteúdos acadêmicos, debates e práticas institucionais estariam contaminados por disputas políticas consideradas incompatíveis com a neutralidade esperada do espaço universitário.
Mesmo assim, a presença dessa crítica não eliminou completamente o reconhecimento da qualidade acadêmica das universidades públicas. Mesmo entre participantes mais críticos, houve valorização do ensino, da pesquisa e das oportunidades oferecidas pelas instituições públicas, vistas também como um instrumento importante de mobilidade social, especialmente para pessoas de baixa renda, além de associarem a formação universitária a expectativas de crescimento profissional, estabilidade e orgulho pessoal.
"Tenho filho estudando numa federal. Falta verba para pesquisa, professores, manutenção do campus e até para alimentação. Em compensação, a doutrinação corre solta. Muito diferente dos anos 80.""" (BC, 62 anos, cirurgião dentista, SP)
"Minha opinião sobre esse assunto é que sim, elas são fundamentais e importantes, nunca vai deixar de ser. Mas, de maneira geral as faculdades, especialmente as públicas, se tornaram antros comunistas. Qualquer Curso que você estuda, seja linguagem, ou exatas, você é direcionado para uma literatura ideológica, vejo muitos professores mais focados em doutrinação ideológica juntos com as próprias instituições de ensino do que com conteúdos que são essenciais para a construção de uma educação superior elevada. O conteúdo e a aprendizagem ficou em segundo plano.""" (BC, 47 anos, administradora, BA)
"Penso em universidades com ensino forte e boas oportunidades, mas também muito politizadas hoje em dia, com forte influência de grupos e professores de esquerda. Acho que deveria ter mais diversidade de opiniões e foco maior na formação dos alunos.
No Brasil é tudo direcionado para esse lado, infelizmente.""" (BM, 33 anos, consultor de TI, SP)
"Boa qualidade de ensino, grande oportunidade para muitos, porém enfrenta problemas de verba frequentes e muitos debates políticos e claro, todos da esquerda, ensinado coisas erradas." (BC, 29 anos, desenvolvedor web, SP)
"""Ishi...tenho que fazer a esplanacao em 2 partes... Parte 1: depravacao; alienacao; esculhambacao; falta de vergonha; doutrinacao esquerdopata...lugar de ensino a corrupcao... Parte2: ha muitos anos as universidades passaram a ser desmanteladas em seu proposito, que antes era de ensino, pesquisa e extensao. O que hoje , com raras excecoes, se produz de ciencia nas universidades? Produzir ciencia e reproduzir em revistas cientificas? Zero ou beirando o zero por cento! Hoje, o que se ver é corpo docente alienado, sem querer dar aula, soberbamente ganhando bem, em contrapartida, tb em raras excecoes, corpo discente sem querer estudar, com visoes fora da orbita. Falo isso, pq passei por isso qnd fui aluno de universidade federal, isso, em 2004, ja na era esquerdista. Hoje temo por meus filhos usarem a universidade. " (BM, 53 anos, eletrotécnico, RN)
Entre indecisos conservadores e indecisos progressistas, predominou uma percepção amplamente positiva das universidades públicas, vistas principalmente como instrumentos de oportunidade, ascensão social e transformação de vida. As respostas associaram essas instituições à possibilidade de acesso ao ensino superior de qualidade para pessoas sem condições financeiras de ingressar em universidades privadas, reforçando a ideia de que a universidade pública ainda ocupa um lugar de prestígio e esperança no imaginário social. Em ambos os segmentos, apareceram referências recorrentes à formação profissional qualificada, à produção de conhecimento, à pesquisa científica e ao impacto social das universidades, frequentemente compreendidas como espaços capazes de ampliar horizontes pessoais e profissionais. Também houve valorização da convivência universitária, da diversidade de experiências e do papel das instituições na construção de trajetórias individuais e coletivas.
Ao mesmo tempo, os dois grupos demonstraram forte preocupação com o sucateamento estrutural das universidades públicas. Predominaram relatos e percepções relacionados à precarização da infraestrutura, falta de investimento, greves, sobrecarga de professores e dificuldades de manutenção dos espaços universitários. Essas críticas apareceram associadas à ideia de abandono institucional e à percepção de que o poder público não tem garantido condições adequadas para o funcionamento pleno dessas instituições.
"Na minha cabeça vem nostalgia, porque já estudei em universidade federal e estadual. Mas o que vejo na universidade pública é potência nas pesquisas, há um leque de pesquisas inovadoras, algumas ainda estão em andamento, outras já foram postas em prática e tem ajudado a sociedade brasileira durante décadas. Além disso, elas possuem vastos projetos de extensão, já fui estagiário no departamento cultural e levávamos gratuitamente arte, música e várias outras manifestações culturais para a comunidade onde a universidade estava localizada. Ademais universidade pública é oportunidade, possibilidade de ascenção. O problema é o sucateamento, várias universidades estão de greve por não atenderem o mínimo necessário pra universidade manter as portas abertas...""" (IC, 30 anos, educador museal, RJ)
"Estrutura ruim, ensino de qualidade. Tenho 2 sobrinhos que estudam um numa Federal e outra numa Estadual a maior reclamação é sobre a falta de estrutura. Luzes queimada, paredes com infiltrações entre outros detalhes, são as reclamações deles. Aí você acaba criando um ambiente ruim na sua cabeça, pois a maior parte dos relatos são ruins, não é de hoje que o governo não dá a mínima para o ambiente escolar.""" (IC, 30 anos, maquiadora, RJ)
"Vem a ideia de que universidade é para todos, e a imagem de oportunidade para as minorias, e me remete a um sentimento de oportunidade, de inclusão, e de esperança, porque é através da educação que a mudança no mundo acontece."" (IP, 46 anos, vendedora, RS)
"Pra mim vem uma mistura de coisa boa e problema estrutural. Ao mesmo tempo que penso em oportunidade, pesquisa, gente talentosa e acesso pra quem não teria condição de pagar faculdade, tb penso em sucateamento, greve, falta de investimento e muita disputa política dentro desses espaços. Mas no geral ainda vejo universidade pública como uma das coisas mais importantes que o brasil tem, principalmente pra produção de conhecimento e mobilidade social""" (IP, 28 anos, customer care analist, SP)
Entre lulodescontentes e lulistas, as universidades públicas foram percebidas de maneira fortemente positiva e associadas ao desenvolvimento científico, tecnológico e social do país. Predominou a ideia de que essas instituições representam não apenas espaços de formação profissional, mas também centros estratégicos de produção de conhecimento, pesquisa, inovação e elaboração de soluções para problemas nacionais. As respostas demonstraram valorização da universidade pública como patrimônio coletivo, capaz de impulsionar o desenvolvimento econômico, fortalecer políticas públicas e ampliar a capacidade científica do Brasil. Nesse campo, a educação superior apareceu vinculada à noção de progresso nacional, modernização e fortalecimento da sociedade, especialmente por meio da ciência, da pesquisa e da qualificação profissional.
Além disso, esses segmentos atribuíram às universidades públicas um papel importante na democratização do acesso à educação e na promoção de mobilidade social para grupos historicamente excluídos do ensino superior. Predominaram percepções associadas à oportunidade, inclusão, transformação de vida e formação cidadã, frequentemente acompanhadas de sentimentos de orgulho, gratidão e reconhecimento pela relevância social dessas instituições. Diferentemente do observado entre os segmentos bolsonaristas, não surgiram críticas relacionadas à doutrinação ideológica ou ao ambiente político universitário.
"Oportunidade, excelência, chance de melhorar de vida e principalmente gratidão, sou fruto da universidade pública e sou muito grata. Sempre incentivo os meus alunos a irem para faculdades públicas também. Fora as universidades serem muito boas e extremamente competente, tem muitas oportunidades de pesquisas e crescimento, o que não vemos nas particulares." (LD, 29 anos, professora, RJ)
"Uma universidade brasileira publica representa formação, tecnologia e políticas públicas para melhorar o país considerando que as do Brasil estão entre as melhores da América latina (USP) e do mundo""" (LD, 40 anos, turismóloga, SP)
"possibilidade real de estudo e conhecimento para todos. Basicamente únicos locais no Brasil onde se faz pesquisa" (LL, 45 anos, professor, PB)
"A imagem/sentimento que tenho das universidades é de inovação, possibilidade de ensino, pesquisa e extensão alinhado com o mercado de trabalho, facilitando o ingresso dos jovens com estágios e possibilidade de crescimento pessoal e também para o país." (LL, 61 anos, administrador, PR)
"Atualmente, o sucateameto alarmante das nossas universidades públicas é o que me vem em mente. Muito se é cobrado do país em inovação, ciência, reindustrilização, mas o estudante é tratado como vagabundo dependente de assistencialismo, assistencialismo esse que qualquer país rico e desenvolvido presta aos seus universitários. Todos querem o Brasil desenvolvido, mas ninguém quer ter que passar pelo caminho para isso." (LL, 25 anos, auxiliar fiscal, SC)
Entre os bolsonaristas convictos e a maioria dos bolsonaristas moderados, predominou fortemente a percepção de que o caso envolvendo a Ypê ultrapassava uma questão sanitária e se inseria diretamente no ambiente de disputa política e ideológica do país. A decisão da Anvisa foi interpretada majoritariamente como uma ação seletiva contra uma empresa identificada com o campo bolsonarista, especialmente pelo histórico de apoio político de seus proprietários ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A proximidade do episódio com o contexto pré-eleitoral reforçou ainda mais essa leitura, fazendo com que muitos participantes associassem a fiscalização a uma estratégia de desgaste político e econômico de atores alinhados à direita.
A marca Ypê foi frequentemente associada a atributos como tradição, confiabilidade e qualidade consolidada no cotidiano dos consumidores, o que fortaleceu a resistência às denúncias sanitárias e contribuiu para relativizar os riscos apontados pela Anvisa. As reações performáticas de apoiadores nas redes sociais, embora por vezes reconhecidas como exageradas, foram em grande medida legitimadas como expressões simbólicas de contestação política e defesa identitária diante daquilo que esses grupos percebiam como perseguição recorrente ao campo conservador.
Embora a percepção de perseguição política tenha sido predominante, alguns participantes do grupo de bolsonaristas moderados reconheceram a legitimidade técnica da atuação da Anvisa e defenderam que a fiscalização sanitária deveria ocorrer independentemente da posição política das empresas envolvidas. Nesses casos, houve críticas mais claras aos exageros performáticos nas redes sociais e à transformação do episódio em disputa ideológica, entendida como desnecessária ou irracional.
"Mais uma vez o governo PT usando tudo o que conseguem na tentativa de atacar e pressionar as empresas de direita, ameaçando essas empresas com perseguição.
Claramente o setor de publicidade do governo criou toda essa intriga envolvendo a Anvisa, colocando influenciadores para atacar a Ipê e a direita, envolvendo até a Janja para passar vergonha falando absurdos em vídeos claramente feitos para serem comentados na internet.
Em resumo, é uma campanha publicitária usando recursos do governo federal às vésperas da eleição." (BC, 62 anos, cirurgião dentista, SP)
"Quanto à Anvisa, mais um órgão do governo que se torna sem crédito por se permitir ser usada em intriga eleitoreira. Com relação às reações da direita, são inteligentes e muito bem humoradas, mostrando o que foi plantado pela esquerda para atacar empresas que apoiam a direita." (BC, 62 anos, cirurgião dentista, SP)
"Isso é perseguição! Sempre usei e continuarei usando porquê é a melhor. Num país aonde tudo é inverso e os bandidos estão no poder, quais as chances de qualquer coisa ser verdade? A verdade é que a Minuano concorrente da Ypê pertence aos irmãos batista amigos do atual governo. É como tudo que ocorre, órgãos corruptos assobiando para dizer que ainda estão no comando." (BC, 47 anos, administradora, BA)
"Boa tarde..estou acompanhando sim ,também acho que é perseguição política, não tem lógica os produtos estarem contaminados a tanto tempo e so agora vir a tona isso.." (BM, 42 anos, gerente de vendas, MG)
"Acho que a ANVISA faz um trabalho excelente. Por mês, ela fiscaliza e notifica várias empresas que corrigem seus erros. Com a Ypê não seria diferente. A prova disso é que a própria Ypê está corrigindo os erros. Acho desnecessária essa polarização toda. Sem contar que essas pessoas que estão protestando nas redes sociais, COM CERTEZA, não estão bebendo do lote que apresentou defeito." (BM, 41 anos, turismólogo, PE)
"Acho que a Anvisa fez o trabalho dela, como faz com várias empresas. Se a própria Ypê já está corrigindo, é porque tinha algo pra ajustar. Essa polarização toda foi exagerada, e esse pessoal fazendo vídeo bebendo detergente pra defender marca não faz sentido nenhum, loucura total isso eu em..." (BM, 33 anos, consultor de TI, SP)
Entre os bolsonaristas convictos e parte dos moderados, apareceram interpretações baseadas em uma compreensão imprecisa sobre o funcionamento sanitário e industrial de produtos de limpeza. A principal delas foi a ideia de que detergentes e saneantes não poderiam apresentar contaminação microbiológica pelo simples fato de serem produtos destinados à limpeza e eliminação de bactérias. Esse argumento desconsiderou que produtos saneantes podem sim sofrer contaminação durante etapas de fabricação, armazenamento, manipulação industrial ou falhas no controle de qualidade, especialmente quando há problemas relacionados ao tratamento da água, higiene industrial ou rastreabilidade da produção. Nesse sentido, observou-se a presença de raciocínios simplificados que transformaram percepções cotidianas de uso e confiança na marca em negação da possibilidade técnica de irregularidades sanitárias.
"Tenho acompanhado essa história nas redes sociais sobre Anvisa com a Ypê, e é claramente uma perseguição política, porque não faz o menor sentido dizer que sabão está contaminado, sendo que o produto serve justamente para matar bactérias. Estão querendo derrubar a empresa só porque os donos apoiaram o Jair Bolsonaro" (BC, 24 anos, enfermeira, GO)
"Sou professor de quimica. Desconheco que essa historia de que detergente, desinfetante, produtos de limpeza em geral se contamine com parasitas, virus e bacterias." (BM, 53 anos, eletrotécnico, RN)
"Se pensamos igual a Anvisa praticamente todos os produtos desse naipe terá que sair das prateleiras, pois basicamente todos seguem o mesmo padrão, o que muda normalmente só é a marca ou uma outra opção para melhorar a consistência ou os odores, mas o padrão sempre é o mesmo." (BC, 39 anos, administrador, RJ)
"A verdade é que a Minuano concorrente da Ypê pertence aos irmãos batista amigos do atual governo." (BC, 47 anos, administradora, BA)
"Não tem lógica os produtos estarem contaminados a tanto tempo e so agora vir a tona isso.." (BM, 42 anos, gerente de vendas, MG)
"Mais uma vez o governo PT usando tudo o que conseguem na tentativa de atacar e pressionar as empresas de direita, ameaçando essas empresas com perseguição. Claramente o setor de publicidade do governo criou toda essa intriga envolvendo a Anvisa, colocando influenciadores para atacar a Ipê e a direita, envolvendo até a Janja para passar vergonha falando absurdos em vídeos claramente feitos para serem comentados na internet." (BC, 62 anos, cirurgião dentista, SP)
Nos demais grupos, predominou a percepção de que o episódio envolvendo a Ypê deveria ser interpretado prioritariamente a partir de critérios técnicos, sanitários e regulatórios, e não como consequência de perseguição política ou disputa partidária. A atuação da Anvisa foi vista majoritariamente como legítima e compatível com as atribuições institucionais de fiscalização e proteção da saúde pública. Houve reconhecimento de que procedimentos de recolhimento, suspensão de lotes e investigação de possíveis irregularidades fazem parte do funcionamento esperado de órgãos reguladores, sobretudo em situações que envolvem potenciais riscos aos consumidores. Mesmo entre participantes que demonstraram dúvidas sobre a clareza da comunicação institucional, prevaleceu a ideia de que a agência possuía respaldo técnico para agir preventivamente diante das suspeitas levantadas.
Além da defesa da legitimidade institucional da Anvisa, apareceu de forma recorrente uma crítica ao processo de politização excessiva de temas cotidianos e técnicos. Muitos participantes avaliaram que o debate público passou a transformar qualquer episódio em disputa ideológica entre direita e esquerda, produzindo um ambiente de desconfiança permanente em relação às instituições. Nesse contexto, houve preocupação com o enfraquecimento da autoridade técnica e científica de órgãos reguladores, especialmente quando decisões sanitárias passam a ser reinterpretadas exclusivamente sob lentes partidárias.
Também se observou a percepção de que a polarização tem dificultado a capacidade de análise racional dos acontecimentos, substituindo critérios objetivos por alinhamentos identitários e afetivos. Nesse sentido, houve ampla convergência na crítica às reações performáticas que circularam nas redes sociais em defesa da marca Ypê, especialmente os vídeos considerados caricatos, exagerados ou potencialmente perigosos. As manifestações públicas de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro foram frequentemente percebidas como expressões de fanatismo político e radicalização, revelando, segundo os participantes, uma incapacidade crescente de separar questões sanitárias de disputas ideológicas.
"Estou acompanhando, politizaram o processo regulatório da Anvisa porque a Ypê patrocinou o Bolsonaro. É bizarro o modo como o fã clube do Bolsonaro está agindo com o risco de contaminação, dizendo que é perseguição política. Engraçado que se fosse com algum remédio e a contaminação fosse iminente não ia viralizar esse tipo de bizarrice, porque tem gente gravando vídeo até "bebendo" detergente. Achei a decisão da Anvisa corretíssima, pra quem não sabe a Anvisa publicou a suspensão no diário oficial, não foi "do nada", não faltou clareza da anvisa no processo de suspensão do produto, o que faltou é sagacidade nas pessoas de entender processos burocráticos e sapiciência pra ver que a mídia fez uma espetacularização do caso." (IC, 30 anos, educador museal, RJ)
"Estou acompanhando e fico em choque em como as pessoas levam tudo ao centro politico. Passou no jornal, foram visitar a fábrica e falaram que realmente suspenderam a produção. Mas em si não era algo perigoso, mas preferiram suspender para não gerar algo pior.
Mas muitos levam para o lado politico, o fanatismo infelizmente é muito sério e grave !" (IC, 25 anos, auxiliar administrativa, SP)
"Estou acompanhando pouco, não sei exatamente tudo. Mas assim, pelo que eu vi é sério o assunto, pode trazer muito mal. É algo que precisa ser levado a sério, não ser tratado como se fosse uma guerrinha. Eu jamais tocaria num negócio que eu sei que traz riscos pra mim, muito menos fazer vídeos usando e incentivando outros a usar, super irresponsável. Nem tudo é ataque político, e eu acredito que nesse caso não seja." (IP, 26 anos, autônoma, RO)
"Estou acompanhando todas as notícias em relação a Ypê, o trabalho de fiscalização tem que acontecer se tem irregularidades ter que ser punida sim. O grande mal é essa polarização política ." (LD, 59 anos, educador social, CE)
"Ola, estou acompanhando e acredito que a Anvisa está fazendo o que é certo, e acho um exagero essa revolta toda, dos apoiadores do ex presidente" (LD, 27 anos, entregadora, RS)
"Acompanhei o caso e acho chocante que isso tenha virado uma questão política. Claramente o que motivou a suspensão da produção e recomendação de interromper o uso foi motivado única e exclusivamente pela insalubridade a qual a fábrica da Ypê se encontrava, a qual as imagens exibidas no Fantástico exibiam. No mais, não foi somente a Anvisa quem realizou as visitas a fábrica, houveram integrantes ligados ao Estado de São Paulo e a Prefeitura de São Paulo, prefeito e governador estes que são de direita e centro direita. A Anvisa na gestão Lula multou a Cutrale, marca que sucos que doou mais de R$300.000,00 para campanha de Lula" (LL, 25 anos, auxiliar fiscal, SC)
As opiniões dos bolsonaristas convictos demonstraram forte tendência à rejeição do episódio seguida da interpretação de que o caso não configuraria um escândalo suficientemente grave para comprometer a candidatura e imagem de Flávio Bolsonaro.
Predominou a percepção de que a divulgação dos áudios e reportagens teria ocorrido em um contexto de disputa política e midiática, sendo interpretada como uma tentativa de desgastar antecipadamente um nome competitivo do campo bolsonarista. Nesse sentido, muitos participantes deslocaram o foco do conteúdo das denúncias para uma crítica mais ampla à imprensa, ao tratamento desigual dado a figuras políticas e à seletividade da repercussão pública. Também apareceu com frequência a ideia de que o financiamento privado para produções audiovisuais seria legítimo e até preferível ao uso de recursos públicos, reduzindo a gravidade atribuída à busca de patrocínio junto ao empresário.
Ao mesmo tempo, as falas não foram completamente acríticas. Houve reconhecimento de que Flávio Bolsonaro deveria apresentar esclarecimentos, comprovações financeiras e maior transparência sobre a origem e a destinação dos recursos, sobretudo diante das controvérsias envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro. Ainda assim, mesmo entre os que defenderam maior prestação de contas, prevaleceu a avaliação da inocência de Flávio perante as acusações. O grupo também mobilizou fortemente uma lógica comparativa, argumentando que a Rede Globo (maior divulgadora de notícias tendenciosas) também havia recebido milhões de Vorcaro, mas estaria ofuscando essa informação.
De modo geral, a imagem de Flávio Bolsonaro permaneceu relativamente preservada entre esses participantes, que demonstraram maior preocupação com a disputa política em torno do caso do que propriamente com seu impacto ético ou eleitoral.
“Bom, mais uma vez, eles se organizam para tirar o foco de quem realmente tá envolvido. Mas, enfim, na minha opinião, Flávio precisa apresentar toda documentação desse patrocínio com a comprovação de origem e destinação de cada centavo se não quiser comprometer sua campanha eleitoral! Porque o que nos diferencia dos esquerdopatas é justamente o fato de questionar nossos representantes. Mesmo porque representam nossos valores. No momento que você sabe que o dinheiro do banco Master era de clientes que foram lesados e quem vai pagar esse rombo é o contribuinte através do fundo garantidor de credito. Esse dinheiro deixa de ser privado. Flavio, sabendo disso, deveria até recusar qualquer quantia que viesse desses canalhas, que dirá cobrar. Tenho certeza que o capitão teria tomado essa decisão de recusar qualquer quantia. Uma pena ele não conseguir transferir todos os valores dele.” (BC, 47 anos, administradora, BA)
“Acredito que se o dinheiro foi obtido de forma privada para patrocínio do filme não deveria ter todo essa repercussão, também acho que que o mesmo tem que mostrar comprovações de onde foi utilizado o dinheiro obtido para financiar o filme. Vi um vídeo do mesmo questionando que a globo também recebeu patrocínio de 160 milhões para o programa do Luciano huck do banqueiro e não teve nenhuma repercussão, pois também foi tratado como investimento.” (BC, 29 anos, desenvolvedor web, SP)
“Para começo de conversa, o que a gente ouve ali é uma conversa sobre buscar patrocínio privado para um filme… e todos nós sabemos que em período eleitoral, qualquer conversa ou áudio antigo é jogado na imprensa com o único objetivo de desgastar a imagem do candidato. Mas eu prefiro focar no que realmente importa, o projeto político, as propostas e os valores que ele defende para o país.” (BC, 24 anos, enfermeira, GO)
“Bem como esta sendo apresentado no audio é uma cobrança formal de um suposto patrocínio para o filme que foi criado ,deu pra entender que a outra parte não esta cumprindo o acordado uma espécie de calote já que imagino que teve contrato ,até ai nada demais. Uma empresa buscando a outra para tratar de assuntos financeiros para sanar a dívida que já esta em andamento da onde seria o certo pegar esse dinheiro é de maneira individualizada tanto que empresa que fez o filme ja se pronunciou falando que o dinheiro não veio do banco master. Tanto que Flávio deu uma entrevista ressaltando que a globo recebeu patrocínio dele (vorcaro) e os msm ficaram sem reação. Então dentro desse contexto a imprensa tentou manchar a campanha do Flávio mas na minha concepção diante desses fatos não houve nenhuma mudança. Se surgi outros fatos que mudam essa narrativa iremos saber .mas por enquanto não tem nada que incriminam ambos os lados .” (BC, 39 anos, administrador, RJ)
As opiniões dos bolsonaristas moderados apresentaram um tom significativamente mais ambivalente e crítico em relação ao caso, revelando maior disposição para reconhecer impactos negativos sobre a imagem pública de Flávio Bolsonaro. Diferentemente dos bolsonaristas convictos, nesse segmento predominou a percepção de que as mudanças de versão, as contradições discursivas e a associação com Daniel Vorcaro acabaram produzindo desgaste reputacional relevante.
Houve recorrente percepção de perda de credibilidade, enfraquecimento político e dificuldade de reconstrução da confiança pública, com avaliações de que a condução da crise teria ampliado o problema ao invés de contê-lo. Ainda assim, mesmo entre os mais críticos, não predominou a expectativa de desistência da candidatura, mas sim a ideia de que o episódio teria reduzido sua força eleitoral e fornecido munição para adversários políticos. Nesse sentido, prevaleceu a defesa da candidatura em nome da defesa do campo da direita, como projeto coletivo. Apareceu ainda uma visão mais cínica e descrente da política institucional, marcada pela percepção de que escândalos seriam recorrentes em diferentes campos ideológicos e de que práticas semelhantes ocorreriam em toda a classe política.
De modo geral, os bolsonaristas moderados demonstraram maior tensão entre identidade política e avaliação moral do episódio: embora muitos mantivessem alinhamento com o campo da direita, houve mais espaço para frustração, decepção e reconhecimento de danos concretos à imagem do candidato.
“Eu acho que essa história levantou muitas dúvidas e acabou prejudicando a imagem dele para parte do público. Quando versões mudam e aparecem denúncias desse tamanho, as pessoas acabam cobrando mais transparência. Sobre desistir da candidatura, acredito que isso depende das investigações e da resposta da população. Para alguns ele perde credibilidade, para outros continua tendo apoio.” (BM, 42 anos, gerente de vendas, MG)
“Esse notícia prejudicou a reputação dele; se alguém estava na dúvida sobre votar nele, acho que se inclina para não votar mais. E os apoiadores fiéis vão fingir que nada aconteceu, e por isso não deve desistir da candidatura. Mas eu não me surpreendi com a notícia; tenho a sensação que é “tudo farinha do mesmo saco”.” (BM, 29 anos, advogada, SP)
“O candidato Flavio Bolsonaro, ta começando a se enrolar nas próprias alegações, isso so vai minando a credibilidade dele e a imagem que ele nao tinha envolvimento com Vorcaro. Nao acredito que isso possa interferir na candidatura dele, ou fazê-lo desistir, ele so deu armas para os outros políticos atacarem ele.” (BM, 72 anos, pensionista, RJ)
As opiniões dos indecisos conservadores, indecisos progressistas, lulodescontentes e lulistas convergiram na percepção de que o episódio envolvendo Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro e o financiamento do filme produziu desgaste político relevante e reforçou avaliações negativas já existentes sobre o candidato e sua família.
Predominaram referências à falta de transparência, às contradições nas versões apresentadas e à associação recorrente entre política, empresários e interesses financeiros. Nesses grupos, o caso foi frequentemente interpretado como mais um elemento de uma trajetória marcada por escândalos, contribuindo para aprofundar a percepção de perda de credibilidade e fragilidade moral do pré-candidato. Também houve ampla descrença de que o episódio produziria consequências políticas imediatas dentro do núcleo mais fiel do bolsonarismo, ainda que muitos participantes avaliassem existir impacto relevante sobre eleitores menos ideologicamente alinhados.
Apesar dessa convergência geral de rejeição e desgaste, apareceram nuances importantes entre os segmentos. Entre indecisos conservadores, destacou-se um discurso mais marcado pelo ceticismo sistêmico e pela crítica generalizada à política institucional, frequentemente associado à percepção de que práticas semelhantes ocorreriam em diferentes campos ideológicos e entre diversos grupos de poder. Nesses participantes, o caso foi muitas vezes enquadrado menos como excepcionalidade e mais como expressão de um funcionamento considerado estruturalmente corrupto da política brasileira.
Já entre indecisos progressistas, lulodescontentes e lulistas, predominou uma rejeição mais diretamente associada ao bolsonarismo e à família Bolsonaro como projeto político, com o episódio sendo interpretado como confirmação de características previamente atribuídas ao grupo, como autoritarismo, corrupção, contradição discursiva e produção contínua de escândalos. Também apareceu nesses segmentos forte deslegitimação do próprio filme sobre Jair Bolsonaro, percebido como propaganda política, tentativa de reescrever narrativas públicas ou desperdício de recursos.
Em suma, o caso teve mais impacto nas opiniões dos indecisos conservadores, gerando desgaste da imagem do candidato entre aqueles que nutriam alguma expectativa. Já nos demais grupos, apenas confirmou a rejeição prévia.
"Acredito que não deva desistir e nem vai... Eu não confio em ninguém dessa família. Interessante, ele confirma que recebeu o valor, e a produtora do filme nega esse recebimento. Talvez pra não "sujar" a imagem da empresa estejam negando assim." (IC, 30 anos, maquiadora, RJ)
"Não acredito que ele apesar do escândalo vá desistir da candidatura, até pq ele tem muitos seguidores fiéis a família Bolsonaro. A minha pessoa já não compactuava com ele e sua família e diante de mais um escândalo não me surpreende em nada pois já não iria votar em tal sujeito de toda forma. Para mim essa história é apenas uma de muitas outras envolvendo o caso Bolsonaro de muitos escândalos então não não é algo assim tão impactante na minha vida, não me gerou surpresa. E também é mais um reflexo da política no Brasil, porque a esquerda faz as mesmas coisas" (IC, 29 anos, professor, RJ)
“Pra mim ele nem deveria ter se candidatado. Essa história pra mim nada muda meu pensamento sobre ele. Está envolvido em escândalos, tem uma posição muito extremista e quer um caos político, para favorecer o seu lado. Sobre o filme, acho dinheiro jogado fora... Não vão mostrar a realidade do que realmente aconteceu.” (IP, 32 anos, técnico em logística, SP)
"Olha, na minha opinião não era nem pra ele ter se candidatado pra começar, essa família Bolsonaro tem que sair de cena, só b.o e vergonha alheia, só corrupção e coisa ruim. Não mudou meu voto, pq eu jamais votaria nele. Corrupto, sem caráter. Sobre o filme: Apesar de que pra mim, não deveria existir filme do Bolsonaro, vai mostrar a verdade mesmo? As corrupções ? Quem quer ver filme de vida mentirosa? Eu não quero, nem se fosse de graça. Mas aí, vai fazer filme desse presidiário pra quê mesmo? Tudo oq ele já fez de ruim, todos já sabemos, um filminho caro não vai mudar a visão que ele mesmo já passou." (IP, 26 anos, autônoma, RO)
“Sobre a candidatura, eu gostaria que ele desistisse, mas conhecendo a família Bolsonaro, duvido muito que ele vá desistir e deve apenas inventar alguma história para isso, na tentativa de justificar. Sobra a imagem do candidato, pra mim não muda pq eu sempre tive as piores impressões dele e já esperava coisas do tipo, mas espero que isso influencie a opinião de outras pessoas e façam com que elas mudem.” (LD, 29 anos, professora, RJ)
“Considero um absurdo que um pré-candidato à Presidência da República esteja envolvido em uma situação como essa, embora não seja uma surpresa. Ele jamais deveria ter se lançado como pré-candidato e, diante desse último acontecimento, o mais correto seria desistir, mas sabemos que isso não vai acontecer. Isso não altera a imagem que sempre tive dele: continuo o considerando corrupto.” (LL, 28 anos, vendedora, PA)
“Acho que essa história é só mais um dos escândalos que o Flávio Bolsonaro está envolvido, após ver as matérias e o vídeo em questão, acredito que ele não deveria manter sua candidatura, ele está cada vez se afundando mais. Isso não muda em nada a imagem que eu tenho dele, faz é reforçar tudo que penso dele.” (LL, 27 anos, operador de telemarketing, BA)
As percepções sobre as universidades públicas brasileiras revelaram elevado grau de consenso quanto à sua importância social, educacional e simbólica, independentemente do posicionamento político dos participantes. Em praticamente todos os segmentos, as universidades apareceram associadas à ideia de oportunidade, ascensão social, qualificação profissional e possibilidade de transformação de vida, especialmente para indivíduos oriundos de famílias de baixa renda. Ao mesmo tempo, emergiu de maneira recorrente a percepção de sucateamento e abandono institucional. Participantes de diferentes segmentos mencionaram problemas relacionados à infraestrutura, falta de investimento, cortes orçamentários, greves e precarização das condições de funcionamento das universidades.
As principais diferenças entre os grupos apareceram na forma como interpretaram o ambiente político e institucional das universidades. Entre bolsonaristas convictos e parte dos moderados, as críticas às supostas politização e doutrinação ideológica dentro dessas instituições assumiram centralidade na construção das avaliações negativas sobre o ensino superior público. Nesses segmentos, surgiu a percepção de que as universidades teriam se afastado parcialmente de sua função acadêmica para reproduzir visões políticas alinhadas à esquerda. Já entre os dois grupos de indecisos, lulodescontentes e lulistas, essa crítica apareceu de forma periférica ou foi inexistente, ao mesmo tempo que houve predomínio de leituras voltadas à valorização da ciência, da pluralidade, da inclusão social e da função pública das universidades.
O debate em torno do caso Ypê reforçou a já noticiada repercussão de que a interpretação dos acontecimentos esteve fortemente condicionada pelos alinhamentos identitários e pela confiança — ou desconfiança — prévia nas instituições públicas. Entre bolsonaristas convictos e parte dos moderados, preponderou a leitura marcada pela suspeita de perseguição política e pela percepção de aparelhamento institucional, enquanto indecisos conservadores e progressistas, lulodescontentes e lulistas defenderam a legitimidade técnica da Anvisa e criticaram a transformação do episódio em disputa ideológica. O caso é um exemplo contemporâneo e grotesco de como a posição política é um fator na maneira como os indivíduos interpretam a realidade, inclusive as decisões regulatórias de órgãos técnicos da administração pública.
Outro aspecto central identificado foi a forte rejeição, em praticamente todos os grupos fora do núcleo bolsonarista mais convicto, às manifestações performáticas e ao comportamento considerado fanático nas redes sociais. Os vídeos de apoio à marca foram frequentemente percebidos como sinais de irracionalidade política, banalização de riscos sanitários e incapacidade de separar questões técnicas de disputas identitárias. Ao mesmo tempo, a análise evidenciou a circulação de interpretações baseadas em desinformação e simplificações técnicas, especialmente no que diz respeito ao funcionamento da fiscalização sanitária e à possibilidade de contaminação microbiológica em produtos de limpeza.
As reações ao episódio envolvendo Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro e o financiamento do filme Dark Horse mostraram, previsivelmente, uma dinâmica fortemente dependente do grau de alinhamento com o campo bolsonarista. Somente entre os bolsonaristas convictos predominou uma leitura defensiva e relativizante do caso, ancorada na percepção de perseguição midiática. Mesmo diante do reconhecimento da necessidade de esclarecimentos e maior transparência, o grupo demonstrou baixa disposição para interpretar o episódio como evidência suficiente de corrupção ou quebra de confiança política. Já entre os bolsonaristas moderados apareceu uma posição mais ambivalente, quase uma fissura, marcada pela coexistência entre identidade política e reconhecimento de desgaste reputacional concreto. Diferentemente dos convictos, esse segmento demonstrou maior sensibilidade às contradições discursivas, às mudanças de versão e aos efeitos negativos do episódio sobre a credibilidade pública do candidato. Ainda assim, parte importante das falas continuou mobilizando preocupações com a fragmentação da direita e com os impactos eleitorais do enfraquecimento de lideranças conservadoras.
Nos demais grupos — indecisos conservadores, indecisos progressistas, lulodescontentes e lulistas — predominou uma convergência mais ampla em torno do enquadramento do episódio como corrupção e da percepção de aprofundamento do desgaste político de Flávio Bolsonaro. Entretanto, também surgiram nuances relevantes: enquanto indecisos conservadores frequentemente enquadraram o caso dentro de uma crítica mais ampla à política institucional e às relações entre empresários e poder político, indecisos progressistas, lulodescontentes e lulistas apresentaram uma rejeição mais diretamente vinculada ao bolsonarismo e à família Bolsonaro como projeto político. De maneira geral, o episódio demonstrou baixa capacidade de alterar convicções previamente consolidadas, mas potencial para aprofundar percepções negativas em segmentos menos rigidamente alinhados ideologicamente.
Interessante observar que, nos três episódios analisados ao longo da semana, o grupo dos indecisos conservadores — embora mais inclinado a valores e pautas tradicionalmente associados à direita — revelou baixa fidelização emocional ao bolsonarismo e maior abertura para avaliações orientadas por percepção de coerência, credibilidade e desgaste reputacional. O segmento apresentou maior disposição para reconhecer e ser impactado pelo desgaste político, contradições discursivas e falhas institucionais, evitando adesão automática às narrativas de defesa do campo bolsonarista.
O Monitor do Debate Público é um projeto do Laboratório de Estudos da Mídia e da Esfera Pública (LEMEP), localizado no Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP) da UERJ, baseado na metodologia do Painel de Monitoramento de Tendências (POMT), desenvolvida por nossa equipe.
O POMT é uma metodologia inovadora que nos permite monitorar de modo dinâmico a opinião pública e suas clivagens no que toca temas da agenda pública, preferências, valores, recepção de notícias etc. Ela opera por meio de grupos focais de operação contínua no WhatsApp, com participantes selecionados e um moderador profissional.
Assim como na metodologia tradicional de grupos focais, os grupos contínuos no WhatsApp do POMT permitem que o moderador estimule o aprofundamento de temas sensíveis e difíceis de serem explorados por meio de pesquisas quantitativas ou mesmo pela aplicação de questionários estruturados.
O caráter assíncrono dos grupos do POMT, possibilitado pela dinâmica da comunicação no WhatsApp, permite respostas mais refletidas por parte dos participantes, o que é adequado tanto para a pesquisa social quanto para a eleitoral, dado que o voto é também uma decisão que muitas vezes demanda reflexão.
Por sua natureza temporal contínua, os grupos focais do POMT são propícios para criar situações deliberativas, nas quais as pessoas se sentem compelidas a elaborar suas razões a partir das razões dadas por outros participantes do grupo.
O telefone celular é hoje o meio mais democrático e acessível de comunicação. Assim, a participação nos grupos do POMT não requer o uso de computador ou mesmo que os participantes interrompam suas atividades para interagirem entre si.
O MDP é um projeto que utiliza a metodologia do POMT para analisar, com periodicidade semanal, o debate público brasileiro, segmentado em seis grupos de diferentes orientações ideológicas, que cobrem da extrema-direita à esquerda. Tal divisão se justifica por serem esses grupos os de maior relevância demográfica na atualidade.
Doutora em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Coordenou o IESP nas Eleições, plataforma multimídia de acompanhamento das eleições 2018. Foi consultora da UNESCO, coordenadora da área qualitativa em instituto de pesquisa de opinião e big data, atuando em diversas campanhas eleitorais e pesquisas de mercado. Realiza consultoria para desenho de pesquisa qualitativa, moderações e análises de grupos focais e entrevistas em profundidade. Escreve no blog Legis-Ativo do Estadão.
Mestre em Filosofia Política pela UNICAMP e mestre e doutor em Ciência Política pela City University of New York, Graduate Center. Foi professor do antigo IUPERJ de 2003 a 2010. É, desde 2010, professor de Ciência Política do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP-UERJ). Coordenador do LEMEP, do Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA) e do Observatório do Legislativo Brasileiro (OLB).
Cientista Social e doutoranda em Sociologia pelo IESP-UERJ e mestre em Sociologia pela UFPR, com experiência em relações de consumo e estratégias de comunicação. Possui formação em UX Research e cursos de gestão e monitoramento de redes sociais e estratégias eleitorais, mídias digitais e gerenciamento de redes. Possui experiência em pesquisas de mercado e campanhas políticas. Realiza moderações e análises de grupos focais e entrevistas em profundidade.
Mestre em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Tem experiência em planejamento e desenvolvimento de sistemas computacionais de pequeno e médio porte, manutenção de servidores web e possui especialização em modelagem e implementação de bancos de dados relacionais.
Jornalista e doutoranda em Ciência Política no Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ). É professora da Graduação em Jornalismo da ESPM. Atuou por dez anos como repórter de economia na Editora Globo. É mestre em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e especialista em Política & Sociedade pelo IESP-UERJ. Recebeu os prêmios ABECIP de Jornalismo e CNT.
Mestrando em Ciência Política na Universidade Federal do Paraná, pesquisador do INCT ReDem e dos Grupos de Pesquisa NUSP e Observatório das Elites, vinculados à UFPR. Tem como interesses de pesquisa representação política parlamentar e metodologia científica. Possui experiência com a utilização de Inteligência Artificial na pesquisa cientifica, bem como na estruturação e análise de bancos de dados prosopográficos.
O Instituto Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação Representação e Legitimidade Democrática (INCT ReDem) é um centro de pesquisa sediado no Departamento de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná (UFPR), financiado pelo CNPq e pela Fundação Araucária.
Reunindo mais de 50 pesquisadoras(es) de mais de 25 universidades no Brasil e no exterior, o ReDem investiga, a partir de três eixos de pesquisa (Comportamento Político, Instituições Políticas e Elites Políticas) as causas e consequências da crise das democracias representativas, com ênfase no Brasil.
Sua atuação combina metodologias quantitativas e qualitativas, como surveys, experimentos, grupos focais, análise de perfis biográficos e modelagem estatística, produzindo indicadores e ferramentas públicas sobre representação política, qualidade da democracia e comportamento legislativo.
O objetivo central do ReDem é gerar conhecimento científico de alto impacto e produzir recursos técnicos que auxiliem cidadãos, jornalistas, formuladores de políticas e a comunidade acadêmica a compreender, monitorar e aperfeiçoar a representação política democrática no Brasil.
Aldo Rebelo; Cabo Daciolo; Samara Martins
Definição de Conceitos: Patrotismo, Democracia e Família.
Uso de desinformação; Caso BRB e Banco Master; Intervenção no preço dos Combustíveis
Romeu Zema; Renan Santos; Augusto Cury
Defesa do PIX; Refinanciamento das dívidas de brasileiros; Subsídio ao Diesel
Lula crítica fake news; Flavio Bolsonaro defende de monitoramento estrangeiro; Candidatura de Ronaldo Caiado
Fim dos penduricalhos; Projeto de Lei Antifacção; Criminalização da misoginia
Percepções sobre a evolução do feminicídio; Combate à violência contra a mulher; Representação feminina
Caso Lulinha; EUA e crime organizado no Brasil; Reações à fala de Ratinho sobre Erika Hilton
Conflito Irã x EUA; Ato Acorda Brasil; Caso Banco Master
Principais Problemas do Brasil; Expectativas para o pleito; Reeleição de Lula
Avaliação pró-liderança; Avaliação adversário; Rede Globo
Pré-candidatura de Flávio Bolsonaro; Aprovação da Dosimetria; Cassação do mandato de Carla Zambelli
Leis Ambientais; Posicionamentos de Michele Bolsonaro; Combate ao Feminicídio
Prisão de Bolsonaro; Patentes e salários de militares condenados; Avaliação do Governo
Redução Inicial de Tarifas - EUA; Remoção de Linguagem Neutra; Indicação de Jorge Messias ao STF
Papel da mulher na política; Fim do auxílio-reclusão; Licença-paternidade
Global Citizen Amazônia; Progresso x meio-ambiente; Cúpula de Chefes de Estado na COP30
Reunião Lula e Trump; Megaoperação no RJ; Criação do Escritório Emergencial
Reforma Casa Brasil; Município Mais Seguro; Nepotismo e STF
Adulteração das bebidas; Precarização do Trabalho; Reunião entre Chanceler Brasileiro e Secretário de Trump
Declarações de Flávio Bolsonaro; Reforma da estabilidade dos servidores públicos; Críticas ao governo Lula.
Manifestações anti-PEC da Blindagem; Decisões prioritárias do Congresso; Declarações de Trump
Assassinato de Charlie Kirk; Novo programa do governo: Vale-gás; Confiança nos meios de comunicação
Declarações de Tarcísio de Freitas; Reações às falas dos Ministros; Condenação de Jair Bolsonaro
Expectativas sobre Julgamento de Bolsonaro; Pauta da Anistia no Congresso; Percepções sobre o Julgamento
Fiscalização das emendas parlamentares; PEC da blindagem; Megaoperação
Prisão de Hytalo Santos; Saída do país da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto; Áudios de Silas Malafaia
Mudanças na CNH; Vídeo de Felca; Sanções dos EUA ao Mais Médicos.
Manifestações pró-Bolsonaro; Prisão de Bolsonaro; Motim de Deputados Bolsonaristas
Denúncia contra Nikolas Ferreira; Medida de ajuda a refugiados; Imposição de Lei Magnitsky
Revogação dos vistos americanos de ministros do STF; Atitudes de Eduardo Bolsonaro; Alckmin e negociações sobre taxação
Entrevista de Lula; Veto de Lula ao aumento de deputados; Medidas cautelares contra Bolsonaro
Percepção de pobres x ricos; Implanon no SUS; Taxação de Trump
Vídeo sobre Imposto; Substituto de Bolsonaro; Comunicação da Direita e Esquerda
Infraestrutura e falhas governamentais; Resgate de Juliana Marins; Anulação de Decreto (IOF)
Ataques de Israel; Atuação do governo na economia; Papel social do governo
CLT; Interrogatório de Bolsonaro; Audiências de Ministros no Congresso
Política migratória dos EUA; Câmeras corporais nas fardas; Condenação de humorista.
Imagem de Janja; Ataques a Marina Silva; Programa Mais Especialistas
Responsabilidade pela Segurança Pública; Programa SuperAção SP; Anistia a Dilma Rousseff
Número de Deputados Federais; Mídia e INSS; CPI das BETS
Fraude no INSS; Papa Francisco; Viagem de Lula à Rússia
Prisão de Collor; Terapias hormonais em adolescentes; Camisa vermelha da seleção
Bolsa Família como Inclusão Social; Minha Casa, Minha Vida para Moradores de Rua
Ampliação da Isenção para Igrejas; Código Brasileiro de Inclusão
Governadores em Ato pró-Anistia; Percepções sobre os EUA; Percepção sobre Donald Trump
Identidades políticas adversárias; Autoidentificação de grupo; Percepções sobre crimes de abuso sexual
Aumento da Faixa de Isenção do IR.; Condenação de Carla Zambelli.; Bolsonaro Réu por Ataques à Democracia.
Passeata de Bolsonaro por anistia; Licenciamento de Eduardo Bolsonaro; Avaliação do Governo Federal.
Prisão de Braga Netto;Aprovação do do pacote de cortes de gastos;Concessão de benefícios extras
Tarcísio de Freitas e o uso de câmeras;Regulamentação de IA;Declarações de Moro e a Cassação de Caiado.
Isenção do IR; PEC dos Gastos Públicos; Divergências entre Mercado e Governo.
Tentativa de Golpe: informações gerais; Indiciamento de Jair Bolsonaro; Pedido de Anistia
Especial G20: Falas de Janja; Percepeções gerais; Avaliação de pautas
Símbolos religiosos em órgãos públicos; PEC para fim da escala de trabalho 6x1; Atentado em Brasília.
Retirada de livros com conteúdo homofóbico.; Vitória de Trump.; Programa Pé de Meia.
Fragmentação da Direita; Anulação de condenações da Lava-Jato; Reunião de Lula com governadores
Participação do Brasil no BRICS; Mudanças de candidato no 2T; Caso Gustavo Gayer
Privatização de estatais; Fake News nas eleições; Eleição de policiais e militares
CPI das apostas online; Aumento da pena para crimes contra a mulher
Decisão do voto: Direita x Esquerda; Voto no PT; Campanha 2024 e expectativas; Avaliação dos Resultados
Descriminalização das Drogas; Ens. Religioso; Escola cívico-militar; Aborto; Prisão de mulheres que abortam
Violência entre Datena e Marçal; Regras do debate eleitoral; Definição do voto
Manifestação convocada por Bolsonaro; Atuação de Marina Silva; Prisão de Deolane
Suspensão do X (antigo Twitter); Queimadas florestais; Acusações sofridas por Silvio Almeida
Semana Temática: Bolsa Família; Auxílio Brasil; Privatização das Estatais
Pablo Marçal; Folha contra Moraes; Suspensão das Emendas
Temático: Casamento Homoafetivo; Adoção por casal Gay; Cotas Raciais
ESPECIAL ELEIÇÕES MUNICIPAIS: Interesse pelo Pleito; Gestor Ideal; Apoios de Lula e Bolsonaro
Temático Segurança: Porte de Armas; Pena de Morte; Redução da Maioridade Penal
Desistência de Joe Biden; Declarações de Maduro; Declarações de Tebet
Atentado contra Trump; Cotas na Política; Fala de Lula
Espectro ideológico; Avaliação do Governo Lula; Isenção de Multa para Irmãos Batista
Saúde de Pessoas Trans; Lula e o Câmbio; Indiciamento de Bolsonaro
Aumento para os Procuradores de SP; Descriminalização da Maconha no país; Golpe na Bolívia
Lula no G7; Críticas de Lula ao BC; PL dos Jogos de Azar
Eleições nos EUA; Arthur Lira e o Conselho de Ética; PL 1904
Parada LGBT+; Terceirização da Escola Pública ; Escolas Cívico-Militares
Acusações contra Zambelli; PEC das Praias; Veto à criminalização das Fake News
Benefício Emergencial no RS; Absolvição de Moro; Imposto sobre Importações
Fake news da tragédia; Fala de Eduardo Leite; Fuga de condenados bolsonaristas
SEMANA PETROBRÁS - Privatização, Desenvolvimento e Meio Ambiente
Saídas Temporárias, Condenações de 8/1, Atuação de Presidentes em Calamidades Públicas
Manifestação pró-Bolsonaro em Copa, Novos programas para pequenos empresários e empreendedores; Elon Musk e Alexandre de Moraes
Caso Marielle; Comissão de mortos e desaparecidos; Percepções sobre a ditadura
Taxação dos super ricos; Fraude na carteira de vacinção; Áudios de Cid
Segurança Pública em SP; Nikolas na Comissão de Educação; 60 anos da Ditadura
#Diário Gal Heleno #Economia #Pautas para Mulheres
Manifestação pró-Bolsonaro; Isenção tributária a entidades religiosas; iii) Mudanças nos mandatos
Guerra do Iraque; Vacinação da Dengue; Vídeo de Bolsonaro
#Investigações do Golpe #Fuga dos Detentos de Mossoró
#Aproximação entre Lula e Tarcísio de Freitas #Avaliação de Bolsonaro #Avaliação de Lula
Abin e Alexandre Ramagem; Carlos Bolsonaro e espionagem; Erros no ENEM
Percepções sobre a vida atual, Eleições municipais, Programa
Janones, Declarações de Lula sobre Dino, Indulto de Natal
Falas de Michele, Auxílio a Caminhoneiros e Taxistas, Apoios de Criminosos
#Dados do desemprego no Brasil #Colapso ambiental em Maceió #Disputa entre Venezuela e Guiana
Fim das Decisões Monocráticas, Morte de Clériston Pereira, Dino no STF
#Pronunciamento de Janja #Redução dos custos das Passagens Aéreas #Redução dos custos dos Combustíveis
Militares na Política, Privatizações, Dama do Tráfico no Planalto
#Déficit Zero na Economia #Gabinete do Ódio #Redação do ENEM
Desvio de Armas, Jair Renan na Política, 2a. Condenação de Bolsonaro
Veto dos EUA, Milei, Violência no Rio de Janeiro
GUERRA: Crianças, Resgate de Brasileiros, Conselho de Segurança
Violência no RJ, Fake News da Vacina, Oriente Médio
Inclusão de Pessoas Trans, Grampos de Moro, Conselho Tutelar
Golpismo renitente, Canais de informação bolsonaristas, Gal. Heleno
Rede Globo, Jair Renan, Casamento Civil Homoafetivo
Desfile da Independência, Operação Lava Jato, Desastre no RS
O silêncio de Jair e Michele, Hábitos de Consumo de Informação, Voto Secreto no STF
Zanin, Faustão e a Taxação das Grandes Fortunas
Relatório #19 MED
ESPECIAL: O CASO DAS JOIAS
Tarcísio, Zema, Avaliação 7 meses do Governo Lula
Bolsa família, Laicidade do Estado e MST
Taxação de fundos exclusivos, Marielle e Porte de Arma
Escolas Cívico-Militares, Ataque a Moraes e Desenrola
Tarcísio vs. Bolsonaro, Lula no Mercosul e Aprovação de Lula
Condenação, Plano Safra e Inércia Bolsonarista
Julgamento, PIX e Condenação de Bolsonaro
Julgamento, Cid e políticas sociais
Valores: Marcha, Parada e Aborto
Temas: Zanin / substituto de Bolsonaro
Meio Ambiente
Monitor da Extrema Direita
Os temas da semana são: (1) Investigações sobre os depósitos an
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Temático: Casamento Homoafetivo; Adoção por casal Gay; Cotas Raciais
ESPECIAL ELEIÇÕES MUNICIPAIS: Interesse pelo Pleito; Gestor Ideal; Apoios de Lula e Bolsonaro
Temático Segurança: Porte de Armas; Pena de Morte; Redução da Maioridade Penal
Desistência de Joe Biden; Declarações de Maduro; Declarações de Tebet
Atentado contra Trump; Cotas na Política; Fala de Lula
Espectro ideológico; Avaliação do Governo Lula; Isenção de Multa para Irmãos Batista
Saúde de Pessoas Trans; Lula e o Câmbio; Indiciamento de Bolsonaro
Aumento para os Procuradores de SP; Descriminalização da Maconha no país; Golpe na Bolívia
Lula no G7; Críticas de Lula ao BC; PL dos Jogos de Azar
Eleições nos EUA; Arthur Lira e o Conselho de Ética; PL 1904
Parada LGBT+; Terceirização da Escola Pública ; Escolas Cívico-Militares
Acusações contra Zambelli; PEC das Praias; Veto à criminalização das Fake News
Benefício Emergencial no RS; Absolvição de Moro; Imposto sobre Importações
Fake news da tragédia; Fala de Eduardo Leite; Fuga de condenados bolsonaristas
SEMANA PETROBRÁS - Privatização, Desenvolvimento e Meio Ambiente
Saídas Temporárias, Condenações de 8/1, Atuação de Presidentes em Calamidades Públicas
Manifestação pró-Bolsonaro em Copa, Novos programas para pequenos empresários e empreendedores; Elon Musk e Alexandre de Moraes
Caso Marielle; Comissão de mortos e desaparecidos; Percepções sobre a ditadura
Taxação dos super ricos; Fraude na carteira de vacinção; Áudios de Cid
Segurança Pública em SP; Nikolas na Comissão de Educação; 60 anos da Ditadura
#Diário Gal Heleno #Economia #Pautas para Mulheres
Manifestação pró-Bolsonaro; Isenção tributária a entidades religiosas; iii) Mudanças nos mandatos
Guerra do Iraque; Vacinação da Dengue; Vídeo de Bolsonaro
#Investigações do Golpe #Fuga dos Detentos de Mossoró
#Aproximação entre Lula e Tarcísio de Freitas #Avaliação de Bolsonaro #Avaliação de Lula
Abin e Alexandre Ramagem; Carlos Bolsonaro e espionagem; Erros no ENEM
Percepções sobre a vida atual, Eleições municipais, Programa
Janones, Declarações de Lula sobre Dino, Indulto de Natal
Falas de Michele, Auxílio a Caminhoneiros e Taxistas, Apoios de Criminosos
#Dados do desemprego no Brasil #Colapso ambiental em Maceió #Disputa entre Venezuela e Guiana
Fim das Decisões Monocráticas, Morte de Clériston Pereira, Dino no STF
#Pronunciamento de Janja #Redução dos custos das Passagens Aéreas #Redução dos custos dos Combustíveis
Militares na Política, Privatizações, Dama do Tráfico no Planalto
#Déficit Zero na Economia #Gabinete do Ódio #Redação do ENEM
Desvio de Armas, Jair Renan na Política, 2a. Condenação de Bolsonaro
Veto dos EUA, Milei, Violência no Rio de Janeiro
GUERRA: Crianças, Resgate de Brasileiros, Conselho de Segurança
Violência no RJ, Fake News da Vacina, Oriente Médio
Inclusão de Pessoas Trans, Grampos de Moro, Conselho Tutelar
Golpismo renitente, Canais de informação bolsonaristas, Gal. Heleno
Rede Globo, Jair Renan, Casamento Civil Homoafetivo
Desfile da Independência, Operação Lava Jato, Desastre no RS
O silêncio de Jair e Michele, Hábitos de Consumo de Informação, Voto Secreto no STF
Zanin, Faustão e a Taxação das Grandes Fortunas
Relatório #19 MED
ESPECIAL: O CASO DAS JOIAS
Tarcísio, Zema, Avaliação 7 meses do Governo Lula
Bolsa família, Laicidade do Estado e MST
Taxação de fundos exclusivos, Marielle e Porte de Arma
Escolas Cívico-Militares, Ataque a Moraes e Desenrola
Tarcísio vs. Bolsonaro, Lula no Mercosul e Aprovação de Lula
Condenação, Plano Safra e Inércia Bolsonarista
Julgamento, PIX e Condenação de Bolsonaro
Julgamento, Cid e políticas sociais
Valores: Marcha, Parada e Aborto
Temas: Zanin / substituto de Bolsonaro
Meio Ambiente
Monitor da Extrema Direita
Os temas da semana são: (1) Investigações sobre os depósitos an