


O Monitor do Debate Público (MDP) acompanha, semana a semana, como diferentes segmentos do eleitorado brasileiro reagem a temas importantes da agenda pública. A análise se apoia no Painel de Monitoramento de Tendências (POMT), metodologia desenvolvida pela equipe do LEMEP (IESP-UERJ) que opera por meio de grupos focais contínuos no WhatsApp, com participantes selecionados e moderação profissional.
Para o ano eleitoral de 2026, renovamos o quadro de participantes e ampliamos de cinco para seis o número de grupos focais contínuos no WhatsApp. O antigo grupo de eleitores flutuantes deu lugar a dois grupos de indecisos — conservadores e progressistas. Na maioria das eleições, os indecisos cumprem papel decisivo: por serem mais propensos a mudar de opinião, com frequência definem o resultado.
O projeto conta com 50 participantes, distribuídos em grupos com as seguintes características:
BC – Bolsonaristas Convictos: votaram em Bolsonaro no segundo turno de 2022, pretendem votar em Flávio Bolsonaro em 2026, desaprovam o atual governo e aprovam os atos de 8 de janeiro.
BM – Bolsonaristas Moderados: votaram em Bolsonaro no segundo turno de 2022, desaprovam o atual governo e desaprovam os atos de 8 de janeiro.
IC – Indecisos Conservadores: votaram em Bolsonaro ou em branco/nulo no segundo turno de 2022, estão indecisos quanto ao voto de 2026 e se posicionam mais à direita na escala ideológica.
IP – Indecisos Progressistas: votaram em Lula ou em branco/nulo no segundo turno de 2022, estão indecisos quanto ao voto de 2026 e se posicionam mais à esquerda na escala ideológica.
LD – Lulodescontentes: votaram em Lula no segundo turno de 2022 e reprovam a atual gestão, mas ainda assim pretendem votar em Lula em 2026.
LL – Lulistas: votaram em Lula no segundo turno de 2022, pretendem votar em Lula em 2026 e aprovam a atual gestão.
Evangélicos: grupo virtual formado pela agregação das falas dos participantes evangélicos dos demais grupos, com o objetivo de captar tendências específicas desse contingente demográfico.
Todos os grupos foram compostos de modo a reproduzir, em proporções próximas às da população brasileira, variáveis como sexo, idade, cor/raça, renda, escolaridade, região de moradia e religião.
Nossa metodologia permite que os participantes respondam aos temas no momento que lhes for mais conveniente — liberdade inexistente nos grupos focais tradicionais, presos à sincronia do roteiro conduzido pelo mediador. Ao se acomodar à rotina de cada participante, o instrumento reduz a artificialidade da coleta e gera resultados mais próximos das interações reais do cotidiano.
Cabe salientar que os resultados derivam de metodologia qualitativa, voltada à análise de narrativas, argumentos e opiniões. Ainda que eventualmente quantificados, não possuem validade estatística: devem ser lidos como dado indicial.
O sigilo dos dados pessoais dos participantes é integralmente garantido. Todos consentiram previamente com a divulgação dos resultados, desde que preservado o anonimato.

| Bolsonaristas Convictos (BC) | Bolsonaristas Moderados (BM) | Indecisos Conservadores (IC) | Indecisos Progressistas (IP) | Lulodescontentes (LD) | Lulistas (LL) | Evangélicos | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Principais Problemas | Os principais problemas mencionados foram: segurança pública e violência, impunidade/fragilidade da justiça, corrupção e saúde pública precária. Houve ataque indireto ao governo atual, especialmente quando mencionaram corrupção, impunidade e incapacidade de gestão. | Os principais problemas mencionados foram: corrupção, segurança pública, desigualdade social, crises institucionais/polarização e dificuldades econômicas (impostos, inflação). Também houve críticas ao governo, porém mais diluídas em torno da classe política como um todo. | Os principais problemas mencionados foram: desigualdade social, educação deficiente, fanatismo/polarização política, desemprego e segurança pública. As críticas foram amplas e direcionadas à elite política, à cultura política e ao funcionamento do Estado como um todo. | Os principais problemas mencionados foram: saúde pública, segurança pública, educação, inflação/baixo poder de compra e desemprego. Não houve ataques diretos ao governo e nem responsabilização explícita de lideranças ou partidos. | Os principais problemas mencionados foram: corrupção, polarização política, desigualdade social/má distribuição de renda, violência e saúde/educação precárias. Houve críticas à classe política em geral, num tom de insatisfação sistêmica | Os principais problemas mencionados foram: segurança pública e criminalidade, corrupção, saúde pública, desigualdade social, inflação e falhas na gestão pública. Não houve críticas e nem defesa explícita do governo. | Os participantes elaboraram suas respostas de acordo com seus grupos de pertencimento. |
| Expectativas para as eleições | Defenderam fortemente a necessidade de mudança no comando do país, com críticas intensas ao governo atual e desconfiança em relação ao sistema eleitoral. Valorizaram a defesa da moralidade e dos valores conservadores, além de campanhas menos agressivas, com foco em propostas e postura firme. | Defenderam campanhas mais técnicas e propositivas, com transparência, responsabilidade e menos ataques pessoais. Porém, expressaram ceticismo quanto a mudanças reais. | Demonstraram forte descrença no processo eleitoral e na classe política como um todo, associando eleições a promessas vazias e polarização excessiva. Defenderam honestidade, pragmatismo e foco em problemas concretos do país. | Revelaram frustração com a repetição de promessas não cumpridas, mas mantiveram expectativa de renovação e autenticidade nas candidaturas. Valorizaram ética, compromisso social e propostas concretas. | Manifestaram desgaste com a polarização e com o estilo das campanhas. Defenderam menos embates ideológicos e mais propostas claras, ética e diálogo. Parte do grupo expressou expectativa de continuidade do atual presidente, embora acompanhada do desejo de maior equilíbrio institucional. | Predominou a percepção de que o cenário eleitoral seria altamente polarizado e concentrado nos dois principais campos políticos já estabelecidos. Defenderam campanhas éticas, foco em políticas públicas e preocupação com desinformação e responsabilidade institucional. | Os participantes elaboraram suas respostas de acordo com seus grupos de pertencimento. |
| Reeleição de Lula | Houve rejeição absoluta à reeleição, com forte tom moral. Predominou a narrativa de corrupção, ilegitimidade e descrédito do sistema político. | Foram contrários à reeleição com base no histórico jurídico e em promessas não cumpridas. Combinaram crítica moral à corrupção com avaliação negativa do desempenho atual. | O grupo defendeu a renovação e alternância no poder como princípio democrático. Muitos criticaram a classe política e os problemas estruturais e não apenas a figura do presidente. | Reconheceram méritos de Lula, mas defenderam mudança e novas lideranças. Argumentaram que ele já teve oportunidades suficientes e que o país precisa de renovação política. | O grupo ficou dividido entre apoio estratégico e desejo de renovação dentro do campo progressista. Houve tensão entre reconhecimento de avanços sociais e críticas à economia e ao desgaste das atuais lideranças. | Defenderam a continuidade como garantia de estabilidade econômica e social. Muitos avaliaram que, entre as opções, ele seria o mais preparado e seguro e outros o elogiaram. | Os participantes elaboraram suas respostas de acordo com seus grupos de pertencimento. |

Pensando no Brasil como um todo, quais são os principais problemas que o país enfrenta atualmente e por quê?
Liste os 3 principais problemas em sua opinião e justifique.

Houve um consenso expressivo em todos os grupos quanto à percepção de crise nos serviços básicos e à insegurança cotidiana. A segurança pública apareceu como uma das principais preocupações, marcada pela sensação de medo constante, avanço da criminalidade, presença do crime organizado e percepção de insuficiência do policiamento. A violência foi descrita não apenas como estatística, mas como elemento que molda rotinas, restringe deslocamentos e altera comportamentos. Ao lado disso, a saúde pública foi amplamente mencionada como área crítica, com referências à demora no atendimento, escassez de profissionais, falta de medicamentos, superlotação e desigualdade no acesso entre regiões e classes sociais.
Muitos relatos apontaram preocupação com a economia, avaliando que uma parcela significativa da população enfrenta obstáculos para garantir condições mínimas de vida. Destacou-se a perda do poder de compra, a inflação e o alto custo, especialmente no que diz respeito a alimentos, energia, aluguel e serviços básicos. O desemprego e a informalidade também apareceram como fatores que ampliam a insegurança econômica e dificultam planejamento de longo prazo.
"Segurança pública: Nossa segurança é bem falha. A falta de policiamento acabam deixando as pessoas inseguras e facilitando furtos, sequestros e violências." (BC, 22 anos, vigilante, RO)
"A falta de segurança que está ligado diretamente ao aumento desproporcional da violência, das guerras entre facções e falta de proteção para nossas famílias, em nossa sociedade e para a nossa polícia que são os alvos mais atingidos neste ambiente." (BC, 47 anos, administradora, BA)
"1- segurança pública*: a taxa de criminalidade aumenta cada dia mais; uma razão para isso é a ineficiência do judiciário, que não mantém os criminosos presos, gerando a sensação de impunidade. Faltam leis mais rigorosas e maior preocupação em proteger a sociedade." (BM, 29 anos, advogada, SP)
"Problema 1 - A alta taxa de criminalidade, que cresce a cada dia e as forcas de segurança nao estao sendo suficiente para conter."
(BM, 72 anos, pensionista, RJ)
"● Saúde Pública: Está cada vez mais precario o atendimento aos pacientes pelo SUS,muitas horas de espera para conseguirmos atendimento com o clínico nas emergências ou nas consultas periódicas e mesmo após essa consulta ainda passamos meses ou até anos aguardando a consulta com determinado especialista e enquanto esperamos, nossa saúde só piora." (IP, 46 anos, vendedora, RS)
"Economia:Tudo tá um absurdo,os preços só aumentam, é o salário mínimo não dá pra suprir,os gastos do assalariado,porque vem gás, água, energia, aluguel,dessa forma ,não têm como sobreviver com um salário mínimo." (IP, 28 anos, vendedora, AL)
"A Economia, pois existe uma disparidade muito grande no País, onde uma minoria recebe altos salários e a maioria recebem um salário mínimo e com baixos salários a economia não gira, pois são poucos que ten poder de compra e enquanto o que recebe o salário mínimo só sobrevive." (IP, 37 anos, auxiliar de creche, RJ)
"Primeiro sem dúvida alguma a violência, criminalidade e tráfico de drogas...Nos tornamos refém do medo... Prisioneiros em nossa própria casa" (LL, 56 anos, assessora administrativa, RJ)
"Desigualdade social, uma pequena parte da população do Brasil tem a sua disposição valores exorbitantes, enquanto a maioria dos cidadãos mal conseguem viver com 1 salário mínimo ou até menos" (LL, 27 anos, operador de telemarketing, BA)

"Leis: Nosso país tem muitas leis, mas não tem efetividade. É o presidente que acoberta bandido e a Justiça que solta todos os bandidos que a polícia prende" (BC, 22 anos, vigilante, RO)
"A) Corrupcao ativa: Em todas as esferas dos poderes, onde todos tem algo de sinistro metido; C) Grave violacao Institucional: Um Poder dando as cartas em outros, com isso, fragilizando os direitos constitucionais da populacao" (BM, 53 anos, eletrotécnico, RN)
"3 - Crises Institucionais - onde não é mais tão clara a divisão entre os 3 poderes." (BM, 33 anos, consultor de TI, SP)
"Fanatismo político e ideológico que beira ao ""messianismo"" em uma figura política. Ninguém mais cobra o ""bem comun"" de que a teoria política antiga sempre tratou, hoje o que se encontra são seguidores de candidatos e partidos a e b que fecham os olhos se o seu candidato ou partido de estimação faz uma política pública pífia e ineficiente." (IC, 37 anos, professor, RJ)
"*As nossas Leis hoje em dia estão muito antigas e ultrapassada, quando vem fazerem alguma alteração, as penas não acompanha o real valor da lei." (IC, 45 anos, representante comercial, PE)

"A má destruição de renda. É imoral um trabalhador assalariado trabalhar 6x1, 8 horas por dia passar de 1a 2 horas no transporte publico e recebe um salário mínimo. Vc vê que esse pai ou mãe de família, cada dia mais se dedicando para seus cargos e funções, e tendo menoa tempo para suas famílias" (LD, 29 anos, balconista de farmácia, RJ)
"""2 falta de distribuição de renda equitativa/ qualitativa" (LD, 40 anos, turismóloga, SP)
"Desigualdade social, uma pequena parte da população do Brasil tem a sua disposição valores exorbitantes, enquanto a maioria dos cidadãos mal conseguem viver com 1 salário mínimo ou até menos" (LL, 27 anos, operador de telemarketing, BA)
"A desigualdade infelizmente é notório em vários aspectos, o dinheiro fala mais alto , tudo o que você tem de melhor é o que a sociedade encara se você tem moral ou não." (IC, 25 anos, auxiliar administrativa, SP)
"Desigualdade social : Brasil continua sendo um dos países mais desiguais do mundo ,, aqui cê você tem dinheiro você tem voz se não tem você é apenas mais um !" (IC, 30 anos, autônoma, SP)
"Desigualdade social. O Brasil tem mt recurso, mas a grana fica concentrada em pouca gente. Enquanto uns tem tudo, mt gente nao tem nem o basico. Isso gera pobreza, violencia e deixa o pais travado sem avancar." (IP, 28 anos, customer care analist, SP)
"A Economia, pois existe uma disparidade muito grande no País, onde uma minoria recebe altos salários e a maioria recebem um salário mínimo e com baixos salários a economia não gira, pois são poucos que ten poder de compra e enquanto o que recebe o salário mínimo só sobrevive." (IP, 37 anos, auxiliar de creche, RJ)


Os dois grupos posicionados nos extremos compartilharam da percepção de uma disputa acirrada, com forte embate entre governo e oposição, além da antecipação de denúncias, estratégias de desgaste e intensificação da polarização ao longo da campanha. Em ambos os casos, a campanha foi vista como intensa, marcada por confrontos estratégicos, disputas narrativas e forte mobilização dos eleitores já alinhados ideologicamente.
Apesar dessa convergência na leitura do cenário, as divergências foram claras quanto aos posicionamentos e às expectativas de resultado. Entre os bolsonaristas convictos, predominou a crítica direta ao governo atual, a defesa explícita de alternância de poder e, em alguns casos, desconfiança em relação ao processo eleitoral. A polarização foi interpretada como consequência de erros do governo e como oportunidade de reverter o quadro político.
Já entre os lulistas, a polarização foi descrita como um dado inevitável da conjuntura, com críticas à maneira da extrema direita portar-se durante o pleito, sobretudo em relação ao uso de desinformação, mas sem questionamento da legitimidade institucional. Parte do grupo expressou expectativa de continuidade do projeto político em curso.
"Estou com grandes expectativas de que esse ano boa parte da população vai analisar com mais clareza sobre em quem votar, pois vimos que o atual presidente deixa muito a desejar .. se as pessoas pararem para analisar e ver o buraco em que o Brasil está, é quase certeza que, o Flávio Bolsonaro fique na frente de vários candidatos" (BC, 24 anos, enfermeira, GO)
"Minhas expectativas não são as melhores, porque o sistema eleitoral continua o mesmo, controlado pelas mesmas forças. Sendo assim, fica bastante difícil esperar eleições que realmente reflitam a vontade dos eleitores. Espero que seja possível mudar presidente e a forma de governar.Quanto ao que espero dos candidatos, de forma simples e direta mas extremamente abrangente: seriedade, honestidade e compromisso real com o País e com a população." (BC, 62 anos, cirurgião dentista, SP)
"A expectativa para 2026 é de uma eleição extremamente acirrada. De um lado, o atual presidente busca a reeleição; do outro, a oposição tenta consolidar um sucessor para o campo político de Jair Bolsonaro. Embora existam outros candidatos, a disputa deve se concentrar nesses dois polos. Diante desse cenário, é fundamental que os candidatos ajam com seriedade e comprometimento, focando em campanhas que priorizem propostas reais e benefícios diretos para a população." (LL, 28 anos, vendedora, PA)
"A expectativas é que teremos um ano bem movimentado e cheio de denuncias de ambos os lado da polarização, na tentativa de minar ao máximo o polo oposto. Sobre dos candidatos, a esquerda aparenta estar mais organizada. E não espero que haja nada, muito, diferente dos discursos que já vemos: manutenção de políticas públicas de mobilidade social e do trabalho pela estabilização do Mercado em reação ao tarifaço de Trump( Embora a esquerda tenha dificuldade em traduzir a importância dessa discussão para as camadas mais populares). Sobre a candidatura da direita, essa será uma eleição crucial, pois a briga é para decidir sobre transferência dos votos legado do Bolsonaro e dos eleitores anti-PT. Sobre a ação dos candidados acho que vão tentar buscar os eleitores que não estão polarizados, pois no fim esses farão a diferença, inclusive já vemos isso sobretudo na direita apelando para o dito público lgbt conservador, que prima pela liberdade." (LL, 38 anos, representante de atendimento, AL)

Entre os bolsonaristas moderados e lulodescontentes as falas convergiram na percepção de que o debate político tem sido marcado por ataques pessoais, “lacração”, espetacularização midiática e baixa densidade programática. A polarização foi mencionada, mas como fator de desgaste e empobrecimento do diálogo, e não como eixo mobilizador identitário. O foco esteve na necessidade de elevar o nível das discussões e recuperar a centralidade das propostas.
Houve demanda recorrente por campanhas mais técnicas, transparentes e responsáveis, com explicitação clara de planos de governo e viabilidade das propostas. A crítica às fake news, ao uso estratégico das redes sociais e ao possível emprego de tecnologias como inteligência artificial apareceu como preocupação transversal. Além disso, destacou-se a valorização de atributos como decoro, ética, clareza e compromisso com a realidade concreta do país, especialmente nas áreas de saúde, educação, economia e segurança. Os participantes expressaram também apoio a respectivos nomes de seus campos políticos, mas de modo secundário em suas respostas.
"Espero que sejam claros com suas propostas. Devem agir com transparência e coerência em suas ações para com a população."
(BM, 30 anos, assistente de TI, ES)
"Minha expectativa é de uma eleição recheada de fake News. De todos os lados. Eu espero que as campanhas tragam propostas coerentes com a realidade do nosso povo. Nada de retrocessos ou ilusões. Espero firmeza de todos os lados. Os candidatos devem agir com clareza, sem violência, sem uso de I.A para confundir os eleitores. Isso já é um grande avanço." (BM, 41 anos, turismólogo, PE)
"Eu espero que os candidatos foquem mais em propostas e menos em brigar com “lacrar” nas redes sociais, pq hj vemos q os debates viraram um grande show midiático para virar conteúdo na internet. Eu sinceramente espero que apareçam boas opções de candidatos e que não fiquemos presos só ao Lula e tenhamos boas opções de escolhas." (LD, 29 anos, professora, RJ)
"Espero que os candidatos possam agir dentro da ética, sem muito fake news. Não podemos criar expectativas, primeiramente é preciso conhecer os projetos e propostas de cada um." (LD, 61 anos, administrador, PR)

Entre os indecisos conservadores e progressistas, predominou um sentimento de frustração ampla em relação ao processo eleitoral e à classe política como um todo. As falas revelaram descrença recorrente nas promessas de campanha, percepção de repetição de padrões já conhecidos e baixa expectativa de mudanças estruturais. A eleição foi frequentemente associada a promessas não cumpridas, disputas personalistas e exploração emocional do eleitorado. O foco não esteve na vitória de um campo específico, mas na desconfiança generalizada quanto à capacidade do sistema político de produzir resultados concretos. A polarização apareceu como elemento desgastante, associado à divisão social, conflitos familiares e empobrecimento do debate público. Em vez de mobilizar identidades partidárias, esse grupo expressou cansaço com a dicotomia esquerda-direita e com o ambiente de confronto permanente.
Alguns desejos para a campanha foram recorrentes: honestidade, menos promessas irreais, campanhas centradas em problemas concretos — especialmente saúde, emprego, segurança e custo de vida — e maior compromisso com a execução efetiva das propostas.
"Expectativas zero, devido ao fanatismo da última eleição presidencial, a vontade de votar é zero. Espero que dessa vez venham de fato apresentar proposta, pois na última os debates eram apenas bate boca, briguinhas de ego, e proposta e plano de governo não tiveram nenhum." (IC, 30 anos, maquiadora, RJ)
"Expectativa zero , nunca gostei desse processo das eleições. É muita corrupção, suborno , compras de votos e fora muitas outras coisas que não sabemos Oferecem muitas coisas e no final não fazem metade." (IC, 25 anos, auxiliar administrativa, SP)
"As expectativas sao baixas. Me sinto desesperançoso com a política partidária e tento me engajar e participar de outras formas de se fazer política. Acredito que tudo se tornou um grande teatro de marionetes, um jogo de baralho marcado, o que me dá desânimo e descrente." (IP, 28 anos, customer care analist, SP)
"As expectativas não são muito positivas, pois sempre é a mesma ladainha de sempre! promessas e mais promessas apenas para conseguir votos e depois que se elegem, somem." (IP, 32 anos, técnico em logística, SP)


Os bolsonaristas convictos e os bolsonaristas moderados expressaram rejeição consolidada à reeleição do presidente. Houve uma posição homogênea e sem ambiguidades: a reeleição foi recusada de forma categórica. A crítica não se limitou à avaliação de desempenho governamental, mas assumiu um caráter de deslegitimação moral e jurídica da própria permanência no cargo. A noção de corrupção estruturou o discurso, funcionando como eixo explicativo central para justificar tanto a rejeição eleitoral quanto a crítica ao sistema político que teria permitido sua candidatura.
Além da dimensão moral, apareceram argumentos relacionados à condução econômica e à percepção de piora nas condições de vida, especialmente no que diz respeito a aumento de preços, impostos e dificuldades financeiras. Entre os convictos, o tom foi mais indignado e confrontacional; entre os moderados, houve maior esforço de fundamentação legal e argumentativa, com referências a histórico jurídico e promessas não cumpridas.
"Ele nao merece nem ta em liberdade quanto mais presidente." (BC, 29 anos, analista de sistemas, PA)
"Não merece, não merecia nem estar em liberdade quem dirá ser reeleito." (BC, 24 anos, enfermeira, GO)
"De forma alguma. Na verdade, se o sistema de eleição fosse transparente e não manipulado, ele nem deveria ter sido eleito. Se o Brasil fosse um país sério esse atual presidente deveria estar na cadeia há muito tempo e não no poder. O que eu quero e desejo muito é que nessa próxima eleição sejamos capazes de derrubar esse sistema criminoso e organizado que está no poder." (BC, 47 anos, administradora, BA)
"Não. Devido a todo histórico dele com corrupção, prisão, condenação, e por tudo que fez - e não fez - nesses últimos mandatos, não merece ser reeleito." (BM, 29 anos, advogada, SP)
"Bom...na verdade ele nao deveria nem ter sido "eleito", pois a Lei da Ficha Limpa é bem clara (ou era para ser) , quando diz que um condenado nao pode pleitear cargo público. O "Pai do Pobres" como ele é auto - intitulado, foi condenado em 3 instancias , sendo que na última, teve sua pena aumentada." (BM, 53 anos, eletrotécnico, RN)
"Não merece ser reeleito , pois não atendeu as expectativas. Na campanha prometeu muito e pouco foi entregue à População. Esperavamos que com o terceiro mandato (experiência) os acertos seriam notáveis, mas até agora pouco foi feito." (BM, 41 anos, turismólogo, PE)

Os indecisos conservadores e os indecisos progressistas demonstraram uma demanda consistente de renovação política. A principal ideia defendida foi a de que o presidente já teria tido oportunidades suficientes para promover mudanças estruturais, sendo necessário abrir espaço para novas lideranças e propostas. A alternância no poder apareceu como valor democrático relevante, associada à noção de que permanências prolongadas tenderiam a produzir estagnação, desgaste e repetição de problemas.
Embora tenham surgido menções à corrupção, inflação e promessas não cumpridas, o eixo predominante foi a percepção de continuidade de problemas estruturais — como desigualdade, dificuldades econômicas e baixa inovação política. Parte das falas reconheceu aspectos positivos de mandatos anteriores, mas sustentou que os desafios persistentes indicariam a necessidade de mudança.
"Não merece ser reeleito. Acho que ele já está há muitos anos no poder e acredito que um dos pilares da democracia é justamente uma alternância de presidentes. Não me parece razoável uma mesma pessoa estar há tanto tempo ocupando o cargo de presidente e acho que é necessário entrar uma nova pessoa, ainda que seja uma pessoa com a mesma identidade política dele ou não." (IC, 24 anos, advogada, RO)
"Não. Acredito eu que o país precisa de algo novo, uma política séria, algo que ainda não foi visto nem feito. O Lula já teve sua oportunidade nos seus primeiros anos "fez uma coisa ou outra", já nesses últimos 4 anos deixou muito a desejar. Precisamos renovar. Eu sou a favor da novidade, do novo, de alguém diferente." (IC, 30 anos, maquiadora, RJ)
"Na minha opinião ele não merece ser reeleito assim como a maioria que está na casa com ele, sejam deputados ou senadores. Infelizmente um governo que não pensa no povo e só faz o que quer para si privilegiar com um discurso populista de que vai ajudar a população, mas que só massacra e afunda mais a situação de quem já está na pior." (IC, 29 anos, professor, RJ)
"Na minha opinião, o presidente Lula não deve ser reeleito. Ele já governou o país em dois mandatos anteriores e atualmente está no terceiro, o que demonstra que já teve diversas oportunidades de implementar suas propostas. Além disso, considero que algumas promessas feitas ainda não foram plenamente cumpridas. Por isso, acredito que o Brasil precisa de renovação, com outra pessoa, novas ideias e maior responsabilidade para enfrentar os desafios do país." (IP, 22 anos, assistente administrativa, PE)
"Apesar de umas e outras coisas boas que ele fez, ele já foi eleito e reeleito 3 vezes. Eu gostaria que a oportunidade desse novo mandato deveria ser de outra pessoa, uma pessoa que já não tenha sido eleita antes, uma pessoa com mudanças, uma pessoa diferente."
(IP, 26 anos, autônoma, RO)
"Nao!Acho que o Lula ja teve varias oportunidades de governar e, mesmo com alguns acertos, os problemas estruturais do pais continuam praticamente os mesmos. Educacao fraca, desigualdade alta, dependencia externa e pouca inovacao seguem sem solucao concreta. Ele olha muito pro passado e pouco pro futuro." (IP, 28 anos, customer care analist, SP)

Os grupos "governistas" expressaram diferentes níveis de entusiasmo e convicção. Entre os lulistas, predominou uma defesa clara da reeleição, baseada na percepção de estabilidade econômica, melhoria das condições internas e fortalecimento da posição internacional do Brasil. A experiência política, a capacidade de articulação e a comparação com alternativas consideradas menos preparadas funcionaram como argumentos centrais para justificar a continuidade. O apoio foi estruturado de forma pragmática e contextual, ancorado na ideia de que, diante do cenário disponível, o presidente representaria a opção mais segura e previsível.
Já entre os lulodescontentes, emergiu maior ambivalência. Parte das falas defendeu a reeleição por razões estratégicas, sobretudo para evitar retrocessos democráticos ou a ascensão de alternativas vistas como piores. Outra parcela, contudo, expressou frustração com temas econômicos, desgaste político e ausência de avanços mais profundos, defendendo renovação dentro do próprio campo progressista. Diferentemente dos blocos oposicionistas, a crítica não se concentrou na deslegitimação moral, mas em avaliações de desempenho e em cálculos eleitorais comparativos.
"Sim, na minha opinião o Presidente Lula merece ser reeleito. No seu mandato a condição do Brasil está muito melhor, tanto internamente quanto no exterior e a economia também melhorou muito." (LL, 61 anos, administrador, PR)
"Dado o cenário que o Lula recebeu o país e o que ele conseguiu fazer, mesmo tendo congresso atuando contra, na maioria das vezes, creio ele merece a reeleição. Mais que isso não vejo outro candidato que tenha o mesmo jogo de cintura que Lula no momento." (LL, 38 anos, representante de atendimento, AL)
"Sim, dado o cenário atual e os demais possíveis candidatos. Lula certamente é a melhor opção" (LL, 45 anos, professor, PB)
"No atual cenário, considero que o presidente Lula merece ser eleito, apesar de achar que seu governo avançou pouco em determinadas pautas. Ele ainda representa determinados campos da sociedade que defendem a legalidade do processo democrático e não coaduna com o rompimento institucional, o avanço de pautas reacionários como certos setores têm defendido abertamente e ainda pode representar melhores condições aos trabalhadores, como o fim da escala 6x1." (LD, 48 anos, servidor público, PA)
"Honestamente, hoje eu não consigo dizer que sim. Fiquei incomodada com algumas situações ao longo do ano e recentes, como essa questão envolvendo o INSS, e isso pesa na minha avaliação. Ao mesmo tempo, também não me identifico com os nomes da direita que estão aparecendo como alternativa, então, estou revendo minhas posições e talvez considere outras opções…" (LD, 27 anos, entregadora, RS)
"No meu ponto de vista o presidente Lula não deve ser reeleito, porque a dívida pública vai continuar impagável pois só aumenta a cada dia. A inflação vai continuar subindo e não vamos conseguir pagar tantos impostos e taxas para manter a máquina pública. Já está na hora de renovação na nossa política." (LD, 47 anos, professora, MT)

Nossa pesquisa passou a contar com um leque mais amplo de participantes, organizados em seis grupos, incluindo dois segmentos de eleitores indecisos e/ou com preferências mais flutuantes. Essa nova estrutura buscou captar com maior precisão os diferentes posicionamentos do eleitorado em um contexto de ano eleitoral.
Na primeira questão, ficou evidente que, apesar das diferenças ideológicas entre os grupos, houve um núcleo consistente de insatisfação compartilhada. Observou-se convergência robusta em torno da percepção dos problemas do país, com ênfase na crise dos serviços básicos — especialmente segurança pública e saúde — acompanhada pela percepção de desigualdade e precarização das condições de vida. Independentemente da posição política, predominou a sensação de vulnerabilidade cotidiana e de falhas na capacidade do Estado de garantir proteção e bem-estar. Esse consenso sugeriu que temas ligados à experiência concreta da vida diária atravessaram clivagens partidárias e constituíram terreno comum no debate público. A variação ocorreu não na identificação dos problemas, mas na interpretação de suas causas e nas ênfases sobre como enfrentá-los. Entre bolsonaristas, predominou a defesa de maior rigor institucional, endurecimento das leis e fortalecimento da segurança pública. Já entre lulistas e lulodescontentes, as soluções estiveram mais associadas à redução das desigualdades, à ampliação de políticas sociais e à melhoria da gestão pública. Entre os indecisos, por sua vez, surgiram posições mais difusas, que combinaram demandas por eficiência estatal, melhoria dos serviços e superação da polarização política. Por razões um tanto óbvias, esses grupos são os que mais reclamam da polarização.
Em relação às expectativas para o ano eleitoral, a análise revelou que, apesar das distinções ideológicas, também houve padrões transversais importantes que estruturaram as percepções dos participantes. O tom predominante foi de cansaço com a repetição do “modelo”. Mesmo entre aqueles que reconheceram a disputa como inevitavelmente polarizada (bolsonaristas convictos e lulistas), emergiu preocupação com o acirramento excessivo, com a deterioração do debate público e com os efeitos sociais dessa divisão. Outro eixo amplamente compartilhado foi a crítica à qualidade das campanhas. Independentemente do posicionamento político, os participantes demandaram menos ataques pessoais, “lacração” e promessas vazias, defendendo maior foco em propostas concretas, viáveis e claramente explicadas. Com exceção dos bolsonaristas convictos — que não abordaram o tema, também obteve destaque a preocupação com fake news, uso de tecnologias e manipulação informacional.
O debate sobre a reeleição do presidente se estruturou de acordo com as posições ideológicas dos participantes. A reeleição de Lula apareceu atravessada por uma tensão entre continuidade e mudança: enquanto parte do eleitorado valorizou estabilidade e experiência, outra parcela demonstrou cansaço com a repetição de lideranças e com a permanência de problemas estruturais. Enquanto os bolsonaristas adotaram uma oposição cristalizada, ancorada em argumentos de corrupção, ilegitimidade e descrédito institucional, com baixa abertura para reavaliação, os participantes do “campo governista” combinaram apoio convicto com respaldo estratégico e condicionado, sobretudo em comparação a alternativas vistas como menos desejáveis. Já entre os indecisos houve menções a desgaste político e foco na necessidade de alternância no poder como princípio democrático. Esses eleitores com menor foco ideológico são potencialmente mais sensíveis a argumentos de desempenho e renovação. Como imaginávamos, esse segmento parece mais permeável à disputa eleitoral do que os demais.
Nesse primeiro relatório de 2026 buscamos somente “esquentar os motores” dos grupos, colocando questões bastante genéricas. Os participantes foram todos renovados e é necessário dar um tempo para que possam se acostumar com esse tipo de debate.


O Monitor do Debate Público (MDP) é um projeto do Laboratório de Estudos da Mídia e da Esfera Pública (LEMEP), sediado no Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ (IESP-UERJ). Baseia-se no Painel de Monitoramento de Tendências (POMT), metodologia desenvolvida pela própria equipe.
O POMT permite monitorar de modo dinâmico a opinião pública e suas clivagens em torno de temas da agenda pública, preferências, valores e recepção de notícias, entre outros. Opera por meio de grupos focais contínuos no WhatsApp, com participantes selecionados e moderação profissional.
Como nos grupos focais tradicionais, o formato permite que o moderador aprofunde temas sensíveis, dificilmente acessíveis por pesquisas quantitativas ou questionários estruturados.
O caráter assíncrono, próprio da comunicação no WhatsApp, favorece respostas mais refletidas — vantagem tanto para a pesquisa social quanto para a eleitoral, já que o voto é também uma decisão que costuma exigir reflexão.
Sua continuidade temporal favorece situações deliberativas, em que cada participante é levado a elaborar suas razões em diálogo com as dos demais.
O celular é hoje o meio de comunicação mais acessível e disseminado. Por isso, participar dos grupos não exige computador nem que as pessoas interrompam suas atividades para interagir.
O MDP aplica o POMT à análise semanal do debate público brasileiro, segmentado em seis grupos de diferentes orientações ideológicas, da extrema direita à esquerda — recorte justificado por sua relevância demográfica no cenário atual.

Doutora em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Coordenou o IESP nas Eleições, plataforma multimídia de acompanhamento das eleições de 2018. Foi consultora da UNESCO e coordenadora da área qualitativa em instituto de pesquisa de opinião e big data, atuando em campanhas eleitorais e pesquisas de mercado. Presta consultoria em desenho de pesquisa qualitativa e conduz moderações e análises de grupos focais e entrevistas em profundidade. Escreve no blog Legis-Ativo, do Estadão.
Mestre em Filosofia Política pela Unicamp e mestre e doutor em Ciência Política pela City University of New York (Graduate Center). Foi professor do antigo IUPERJ (2003–2010) e é, desde 2010, professor titular de Ciência Política do IESP-UERJ. Coordena o LEMEP, o Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA) e o Observatório do Legislativo Brasileiro (OLB).
Cientista social, mestre em Sociologia pela UFPR e doutoranda em Sociologia no IESP-UERJ, com experiência em relações de consumo e estratégias de comunicação. Tem formação em UX Research e em gestão e monitoramento de redes sociais, mídias digitais e estratégias eleitorais. Atua em pesquisas de mercado e campanhas políticas e conduz moderações e análises de grupos focais e entrevistas em profundidade.
Mestre em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Tem experiência em planejamento e desenvolvimento de sistemas computacionais de pequeno e médio porte e em manutenção de servidores web, com especialização em modelagem e implementação de bancos de dados relacionais.
Mestrando em Ciência Política na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pesquisador do INCT ReDem e dos grupos de pesquisa NUSP e Observatório das Elites, ambos vinculados à UFPR. Dedica-se à representação política parlamentar e à metodologia científica, com experiência no uso de inteligência artificial na pesquisa e na construção e análise de bancos de dados prosopográficos.

O Instituto Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação Representação e Legitimidade Democrática (INCT ReDem) é um centro de pesquisa sediado no Departamento de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná (UFPR), financiado pelo CNPq e pela Fundação Araucária.
Reunindo mais de 50 pesquisadoras(es) de mais de 25 universidades no Brasil e no exterior, o ReDem investiga, a partir de três eixos de pesquisa (Comportamento Político, Instituições Políticas e Elites Políticas) as causas e consequências da crise das democracias representativas, com ênfase no Brasil.
Sua atuação combina metodologias quantitativas e qualitativas, como surveys, experimentos, grupos focais, análise de perfis biográficos e modelagem estatística, produzindo indicadores e ferramentas públicas sobre representação política, qualidade da democracia e comportamento legislativo.
O objetivo central do ReDem é gerar conhecimento científico de alto impacto e produzir recursos técnicos que auxiliem cidadãos, jornalistas, formuladores de políticas e a comunidade acadêmica a compreender, monitorar e aperfeiçoar a representação política democrática no Brasil.

